Práticas de ensino experimental de ciências: que fatores fazem a diferença?
PID: S1413-24782024000100278 |
Revista: Revista Brasileira de Educação (1413-2478) |
Año: 2024
Autores: Rodrigues Oliveira Bem-Haja
RESUMO As sociedades modernas necessitam de oferecer uma educação em e sobre ciências. Essa preocupação reflete-se nos currículos dos principais países do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA). Com base nesse quadro, este artigo apresenta um estudo pré-experimental, com uma amostra não probabilística, realizado em 17 agrupamentos de escolas de uma região de Portugal onde se procurou a. identificar práticas formais de ensino de ciências; e b. relacionar essas práticas a vários fatores. Foi aplicado um questionário a todos os professores, e 483 respostas foram recebidas. Os dados obtidos foram analisados com base em estatística descritiva e inferencial. Os resultados mostram que as atividades experimentais raramente são usadas nas aulas de ciências; quase metade dos professores não tem formação nesta área, sendo estes os que menos realizam atividades experimentais. Este estudo identifica a formação de professores como um fator diferenciador nas práticas experimentais de ensino de ciências.