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Dilemas da Classificação da Diferença: as Promessas e as Rupturas da Educação Inclusiva em Contextos Culturais

PID: S1413-65382024000100900 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: CABALLEROS ARTILES GAMBOA-ZAPATEL
RESUMO A chamada pela expansão das oportunidades educativas para todos (incluindo os grupos mais vulneráveis) tem sido ao mesmo tempo promissor e perturbador, especialmente na medida em que as políticas de educação inclusiva se espalham por todo o mundo. Notavelmente, a educação inclusiva incorpora uma promessa transformadora para contextos em que a desigualdade é omnipresente. No entanto, diferentes perspectivas sobre a categorização de grupos vulneráveis estão surgindo em todo o mundo, o que influencia a forma como a Educação Inclusiva é concebida e implementada. Assim sendo, neste artigo, refletimos sobre as diferenças entre os países na sua abordagem à implementação da Educação Inclusiva, discutimos as hierarquias de diferenças que são criadas e estabelecemos uma discussão inicial para promover a análise das categorias de diferença e as suas implicações para a Educação Inclusiva em pesquisas futuras.

Distantes, mas nem Tanto: Proximidades do Conceito de Deficiência na Defectologia de Vygotsky e no Modelo Social da Deficiência

PID: S1413-65382024000100203 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: PICCOLO
RESUMO O presente ensaio, realizado mediante processo de revisão literária, apresenta os principais conceitos relativos à categoria deficiência desenhados pela literatura nominada “modelo social da deficiência” e pela Defectologia de Vygotsky. Objetiva, considerando a importância que citadas correntes teóricas desempenham hodiernamente no campo dos estudos sociais, assinalar pontos de encontro e diferenciação entre ambas as literaturas, as quais, embora aparentemente incomunicáveis, versam sobre problemáticas congruentes erigidas a partir de um mesmo alicerce metodológico: o materialismo histórico. Após o destaque de uma série de argumentos e motivos em comum, o texto finaliza afirmando que a distância temporal que separa o forjar das duas literaturas não as impediu de visualizar, no combate às opressões vivenciadas pelas pessoas com deficiência, parte da solução pretendida para a construção de um mundo mais acessível, por isso, melhor, mais justo e solidário.

ENSINO FUNCIONAL OU ACADÊMICO EM CIÊNCIAS PARA ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA OU AUTISMO?

PID: S1413-65382024000100201 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: PAOLI MACHADO
RESUMO Este ensaio teórico teve por objetivo identificar contribuições da organização do conhecimento científico na sistematização do ensino em ciências, para a constituição humana típica e atípica. Isso foi realizado a partir de ponderações entre textos da área de Ensino de Ciências e pressupostos da Teoria Histórico-Cultural. Assim, apresentamos reflexões acerca de discussões que polarizam a educação de pessoas com deficiência ou autismo no direcionamento curricular, em relação às habilidades funcionais e acadêmicas. A partir da análise de limitações, possibilidades e estratégias educacionais para aulas de ciências, concluímos que as habilidades funcionais, que envolvem conhecimentos cotidianos, não podem configurar critério de exclusão curricular de habilidades acadêmicas, do conhecimento científico, para a educação de pessoas com desenvolvimento atípico. Compreendemos que uma educação científica escolar com vias ao desenvolvimento integral é indissociável das habilidades da vida diária.

Em Defesa de Escolas Bilíngues de Surdos: Interlocuções dos Movimentos de Resistência em Portugal e Brasil

PID: S1413-65382024000100309 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: Moraes Klein Coelho
RESUMO: Este trabalho parte de uma aproximação entre estudos realizados no Brasil e em Portugal, cenários em que as lutas pelo reconhecimento das pessoas surdas como participantes de uma comunidade linguística minorizada vêm pautando as discussões em defesa de uma escola bilíngue. Olha-se para os dois contextos a partir do entendimento da escola como lugar do encontro com a diferença, dando atenção no que se aproximam e, também, nas suas singularidades, dadas suas condições históricas, políticas e sociais. Realizaram-se interlocuções entre os movimentos de resistência pela manutenção dos espaços “Escola” – Escolas de Surdos (Brasil) e Escolas de Referência para Educação Bilíngue de Alunos Surdos – EREBAS (Portugal) – como também aproximação aos discursos de estudantes surdos, com o objetivo de olhar as potencialidades desses espaços possibilitarem experiências de ser Escola. Os estudantes — sujeitos da experiência — perceberam que a identificação linguística proporcionada pela Escola de Surdos/ EREBAS está relacionada ao acesso ao conhecimento, que vem sendo negado — ou não garantido — nos espaços da “escola inclusiva”. A defesa desses espaços precisa estar atrelada à busca de um lugar que dê significado às coisas do mundo, que abra o mundo e possibilite experiências que só acontecem nesses espaços de encontro com a diferença.

Ensino de Comportamentos Pré-Requisito do Empatizar para Crianças Autistas: uma Revisão de Escopo

PID: S1413-65382024000100401 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: Sanches Eiterer Souza
RESUMO: Este estudo objetivou identificar, sistematizar e avaliar quais estratégias têm sido utilizadas na Análise do Comportamento para o ensino de comportamentos pré-requisito do empatizar a crianças diagnosticadas com autismo. Para isso, realizaram-se as seguintes etapas: definição das palavras-chave e das bases de dados; estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão dos artigos; busca e seleção de artigos; e análise de dados que consistiu na análise da qualidade individual e geral dos artigos e na sistematização e análise de dados dos artigos (e.g., ano de publicação, procedimento empregado etc.). Foram selecionados 11 artigos para análise. Em todos os artigos, houve o ensino de uma ou mais respostas empáticas, mas apenas dois deles utilizaram a terminologia “empatia” na descrição do objetivo. A falta de consenso na definição do termo dificulta que textos sobre empatia sejam encontrados. Quanto à qualidade dos artigos recuperados, ela foi avaliada como alta. Diante da importância do tema, sugere-se que estudos futuros realizem buscas mais abrangentes sobre o ensino do empatizar para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Entrevista com a Professora Jan Valle: Estudos da Deficiência na Educação

PID: S1413-65382024000101300 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: VALLE BORGES
RESUMO Os Estudos da Deficiência na Educação surgiram nos Estados Unidos da América no final da década de 1990, a partir da busca por uma compreensão mais ampla da deficiência que, até aquele momento, se limitava aos aspectos médicos. Nesse sentido, este texto traz uma entrevista com a Professora Jan W. Valle, uma das representantes do grupo que propôs esse campo de estudos. Na entrevista, ela esclarece a relação entre os Estudos sobre a Deficiência na Educação e a Educação Especial, além de discutir o papel do Plano Educacional Individualizado e do Desenho Universal para a Aprendizagem na inclusão dos alunos nas escolas regulares.

Escala de Identificação de Precocidade e Indicadores de Altas Habilidades/Superdotação, Versão Educação Infantil (EIPIAHS-EI)

PID: S1413-65382024000100422 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: MARTINS OLIVEIRA
RESUMO Neste artigo, debruçamo-nos sobre o estudo da precocidade e dos indicadores de altas habilidades/superdotação (AH/ SD) na Educação Infantil, compreendendo que tais fenômenos precisam ser reconhecidos e sinalizados nos estudantes que os manifestam, pois estes também são do público da Educação Especial e necessitam de acompanhamento especializado condizente com suas necessidades. Cientes de que a precocidade se expressa nas crianças em seus primeiros anos de vida, e, nessa fase, grande parte já está inserida na Educação Infantil, bem como considerando a existência de pensamentos equivocados direcionados aos indivíduos com AH/SD e/ou com precocidade, além da carência de pesquisas e de instrumentos nessa área, que sejam capazes de auxiliar o professor na identificação de crianças precoces, definimos como objetivo desta pesquisa analisar a validade de um instrumento de identificação de precocidade e indicadores de AH/SD para a etapa da Educação Infantil. Assim, avaliamos as qualidades psicométricas do instrumento de maneira que, inicialmente, os professores das turmas pré-escolares de três cidades de Mato Grosso do Sul fizeram o preenchimento com base em seus alunos. Em seguida, realizou-se uma Análise Fatorial Exploratória (AFE), bem como de sua consistência interna, a fim de avaliar suas qualidades psicométricas. Finalizadas as análises, obtivemos a Escala de Identificação de Precocidade e Indicadores de Altas Habilidades/Superdotação, versão Educação Infantil (EIPIAHSEI), com 14 itens divididos em três dimensões: “Aprendizagem e tratamento da informação”, “Motivação e interesse genuíno” e “Aspectos com tendência à interpretação negativa”.

GRUPOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL: ANÁLISE DA OPINIÃO DE LÍDERES

PID: S1413-65382024000100416 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: CASAGRANDE MAINARDES
RESUMO Este artigo apresenta a análise da opinião de líderes de Grupos de Pesquisa de Educação Especial cadastrados no Diretório de Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A pesquisa envolveu aplicação de questionário online enviado para 265 líderes de Grupos de Pesquisa, com a obtenção de 84 respostas. Os principais resultados foram os seguintes: a) a maioria dos grupos é relacionada à Educação Especial e foi criada entre 1985 e 2022, vinculados a diversas instituições, com destaque para as regiões Sudeste e Sul; b) os grupos possuem entre quatro e 104 participantes; c) suas ações são determinadas, majoritariamente, em conjunto pelos líderes e participantes, por meio de reuniões mensais e quinzenais, realizadas na modalidade híbrida, nas quais priorizam as discussões e leituras sobre temáticas diversas, com destaque para a inclusão; d) apresentam diversidade de perspectivas teórico-epistemológicas; e) os autores mais referenciados foram Lev Semionovitch Vygotsky, Paulo Freire, Enicéia Gonçalves Mendes e Michael Foucault, e o Marxismo figurou como principal perspectiva epistemológica; e f) desenvolvem diversas parcerias, especialmente com pesquisadores de outros grupos e redes nacionais e também participam de eventos e associações científicas, com destaque para a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), a Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial (ABPEE) e o Congresso Brasileiro de Educação Especial.

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE SURDOS: UMA DECOLONIALIDADE POSSÍVEL CONTRA A COLONIALIDADE DE PODER LINGUÍSTICO

PID: S1413-65382024000100202 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: SILVA MAIA PEDROZA
RESUMO Faz-se importante discutir a história da Educação de Surdos a partir de narrativas questionadoras da colonialidade de poder linguístico imposta a esses sujeitos. Como hipótese, tem-se que o ouvintismo impactou negativamente a historicidade do povo surdo, subjulgando seu processo educacional. Nesse viés, o presente estudo teve por objetivo investigar caminhos decoloniais para refletir a colonialidade de poder que afeta o povo surdo em sua forma de narrar sua história educacional e seu direito linguístico. Como viés metodológico, fez-se uso da abordagem qualitativa, norteada por investigação bibliográfica com revisão de literatura sobre a história da Educação de Surdos, partindo de uma práxis decolonial. Assim, ratificou-se a suspeita da imposição dos ouvintes, como maioria linguística, que domina, via colonialidade do poder linguístico, a história e o presente da educação do povo surdo, por meio da desvalorização de sua cultura, identidade e língua. Concluiu-se que há necessidade de busca ativa de processos decoloniais.

Hacia una Cartografía de la Inclusión. Debates, Descontentos, y Perspectivas Desde el Sur Global

PID: S1413-65382024000101100 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: SCHWAMBERGER GRINBERG
RESUMEN Desde finales del siglo XX los debates sobre la inclusión social y educativa han crecido al calor de la puesta en acto de políticas y prácticas tejidas entre procesos excluyentes. En este trabajo y en diálogo con la Red Charting Inclusive Education Geographies, presentamos elementos para una cartografía de la inclusión en escuelas públicas de gestión estatal de la Región Metropolitana de Buenos Aires, Argentina. La perspectiva cartográfica asumida desde una mirada interseccional permite una aproximación a las dinámicas de inclusión que no se presentan como homogéneas sino, más bien, multilineales y yuxtapuestas. A modo de hipótesis sostenemos que las dinámicas de inclusión involucran fuerzas centrífugas asociadas con la sedimentación de la exclusión y centrípetas que pujan por el acceso al saber y la escuela. Nos referimos a fuerzas que permiten comprender los efectos rebote que atraviesa la inclusión e involucran grandes líneas molares del poder y sus micro detalles.

INCLUSÃO LITERÁRIA: AUDIOBOOK COMO RECURSO PARA APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA ESTUDANTES COM DISLEXIA

PID: S1413-65382024000100418 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: FERRAZ PEDRO
RESUMO Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que consistiu em analisar o uso do audiobook como recurso tecnológico de ensino para estudantes com dislexia na área de língua portuguesa. A pesquisa contemplou uma abordagem qualitativa, caracterizada como descritiva, da qual participaram 53 estudantes do Ensino Médio, divididos em duas turmas, e seus respectivos professores. Como instrumentos de pesquisa, foram utilizados: diário de bordo, questionários e uma sequência didática que contou com a utilização do livro e audiobook Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Os resultados destacaram que utilizar o recurso audiobook pode beneficiar a leitura nas aulas de língua portuguesa e em outras disciplinas, promovendo o engajamento dos discentes com e sem dislexia, aumentando a participação e a interação durante as aulas. Ao comparar-se a participação dos estudantes em momentos com e sem o uso do audiobook, ficou evidente que o uso dessa tecnologia foi amplamente aceito pelos participantes. Embora os audiobooks estejam disponíveis em várias plataformas gratuitas, muitos estudantes e até mesmo professores revelaram não conhecer ou nunca os terem utilizado. A utilização de recursos tecnológicos pode potencializar o processo de ensino de aprendizagem, introduzindo dinamismo e tornando o conteúdo mais acessível para estudantes que buscam alternativas inovadoras para o estudo.

INTERACCIONES Y CONVIVENCIA ESCOLAR EN CLAVE DE INCLUSIÓN: APUNTES A PARTIR DE LAS CONCEPCIONES DOCENTES

PID: S1413-65382024000100415 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: SOLAR HURTADO
RESUMEN El objetivo del estudio es conocer lo que las y los docentes entienden por inclusión y las acciones que realizan en su nombre. La multiplicidad de interpretaciones que puede asumir este concepto y la variedad de formas de trabajo en función del público del que se trate, contribuye a que ésta tenga un carácter fuertemente situado. Los participantes fueron 100 docentes y personal profesional de 6 establecimientos educacionales públicos. Se utilizó un diseño cualitativo de investigación; la entrevista grupal y el análisis de contenido de los datos. Los resultados muestran a las interacciones escolares como la unidad donde ocurre la inclusión. Estas se presentan guiadas por lo que aquí llamamos una lógica inclusiva apuntando a propiciar el sentido de pertenencia de las y los estudiantes a la comunidad escolar; y acciones inclusivas propiamente tal, identificadas con prácticas especiales y técnicas dirigidas al trabajo con “la diferencia”. Se concluye a partir de estos datos, la posibilidad de establecer una distinción entre la referida a aquella que sostiene las interacciones que fortalecen los valores y convenciones de la comunidad escolar, de la inclusión que, al contrario, demanda problematizar estas convenciones abriendo los espacios y las relaciones escolares a nuevos posibles.

Impactos do TDAH à Adolescência: Revisão Sistemática de Literatura

PID: S1413-65382024000100402 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: Pires Pontes Pereira Amoras Silva
RESUMO: Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por níveis prejudiciais de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade. Foram investigados resultados obtidos em pesquisas sobre impactos do TDAH ao adolescente e foi utilizada a recomendação PRISMA 2020. As bases de dados consultadas foram: APA PsycNet, Lilacs, Medline, PubMed Central, Scorpus, SciELO, a partir dos seguintes descritores: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, TDAH, Attention Deficit Hyperactivity Disorder, ADHD e Adolescente, Adolescentes, Adolescência, Adolescent, Teenager e Adolescence. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados em periódicos entre janeiro de 2001 e janeiro de 2021, em português e inglês, completos e disponíveis online, estudos empíricos, revisados por pares, terem adolescentes como participantes e apresentarem no título, resumo ou corpo do texto os descritores referidos. Os dados foram tratados e organizados conforme check list (recomendação PRISMA 2020). Análises estatísticas descritivas foram realizadas com o Excel 2019. Para apresentar os resultados, utilizaram-se o fluxograma PRISMA, quadro e figuras. Incluíram-se 68 artigos que apontaram variedade de impactos negativos ao desenvolvimento do adolescente nas áreas sociais/relacionais, comportamentais, biológicas, neurológicas, cognitivas, psicológicas e psicopatológicas. Possível limitação desta revisão pode ser a não inclusão de artigos em outros idiomas, além do inglês e português. Os resultados sugerem multidimensionalidade dos impactos do TDAH ao adolescente, requerendo abordagem pluridimensional para evitar cronicidade, reduzindo seus efeitos ao desenvolvimento.

Inclusão Escolar e Formação de Professores no Estado da Paraíba: Percepções dos Egressos de uma Formação Lato Sensu em Atendimento Educacional Especializado

PID: S1413-65382024000101000 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: DANTAS FARIAS BEZERRA
RESUMO Apesar do progressivo acesso de estudantes público da Educação Especial às escolas regulares, um dos maiores desafios à oferta de uma educação de qualidade relaciona-se às lacunas na formação docente. Assim, este artigo objetiva identificar as contribuições de um curso de especialização lato sensu na perspectiva da atuação docente junto aos estudantes público da Educação Especial no estado da Paraíba. Para tanto, a partir da aplicação de um questionário online, esta pesquisa analisou as percepções de 64 professores de diferentes regiões paraibanas egressos do curso de especialização em Atendimento Educacional Especializado (AEE) oferecido pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no período de novembro de 2022 a novembro de 2023, financiado pelo Ministério da Educação (MEC). Os resultados obtidos apontaram que a participação dos docentes na formação continuada contribuiu no enfretamento dos desafios cotidianamente experienciados em sala de aula. A adoção de metodologias colaborativas, inovadoras, acolhedoras e inclusivas, além de ser um processo de autoafirmação e valorização da identidade do professor do AEE, também emerge como benefício resultante da especialização. Com esta pesquisa, espera-se fortalecer o debate acerca da formação docente em uma perspectiva inclusiva, ressignificando concepções sobre a deficiência e estimulando a construção de ambientes escolares anticapacitistas.

La Figura del Intérprete en Lengua de Señas Chilena: Estado Actual y Desafíos en el Contexto Escolar

PID: S1413-65382024000100304 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: Herrera-Díaz Lattapiat Navarro
RESUMEN: Los intérpretes en Lengua de Señas Chilena (ILSCh) constituyen un recurso para la inclusión, eliminando barreras de estudiantes sordos que manejan la modalidad visual-gestual para comunicarse. Chile tiene normativa que favorece la participación del ILSCh en distintos ámbitos, y este estudio se centró en los intérpretes en contexto escolar, considerando que existe un desconocimiento de los procesos, implementación, resultados, logros y situación laboral. Las interrogantes del estudio fueron: ¿cuál es el estado actual del ILSCh, las trayectorias formativas, el rol y los desafíos de su quehacer? El objetivo general fue describir la figura del ILSCh y los desafíos que enfrenta en su desempeño laboral en contexto escolar, situados en las regiones Metropolitana y Valparaíso, Chile. El enfoque fue cualitativo, interpretativo, diseño fenomenográfico, descriptivo y transeccional, la muestra intencionada por criterios de 24 intérpretes de nivel escolar. Las técnicas de recogida de información fueron: formulario de identificación, entrevista y grupo focal. Se analizaron las transcripciones con el software Atlas TI. Los resultados muestran la diversidad en la formación, centrada en el vocabulario de la lengua, con mínimas líneas del contexto educativo, desconocimiento del rol, solicitudes de tareas fuera de sus funciones y situaciones laborares sin regulación y diversidad de jefaturas.

La Tecnología Educativa como Herramienta Inclusiva para los Estudiantes con Discapacidad: Experiencias de Profesores Universitarios Españoles

PID: S1413-65382024000100423 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: CASTELLANO-BELTRAN MORIÑA CARBALLO
RESUMEN Este artículo explora los recursos tecnológicos utilizados por 21 profesores universitarios españoles para desarrollar una pedagogía inclusiva, los motivos para su uso y cómo influyen en el aprendizaje de los estudiantes con discapacidad. En el estudio de corte cualitativo se realizaron entrevistas semi-estructuradas individuales para la recogida de información. Se utilizó un sistema de categorías y códigos inductivo para el análisis de datos. En los resultados se describe cómo se promueve la inclusión de los estudiantes con discapacidad a través de herramientas tecnológicas tradicionales e innovadoras, y se analizan los principales beneficios de estos recursos. Como conclusión, la investigación pone en valor el uso de recursos tecnológicos en el ámbito universitario con el fin de promover que todos los estudiantes permanezcan y finalicen con éxito sus estudios.

Materiais Acessíveis para o Ensino de Matemática para Educandos com deficiência visual: uma revisão de literatura

PID: S1413-65382024000100400 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: Minholi Rocha
RESUMO: Mesmo com o grande avanço em relação à inclusão de educandos Público da Educação Especial (PEE) em classes comuns, sobretudo a partir do ano de 2000, ainda há barreiras que dificultam a permanência desses educandos em ambientes de aprendizagem, como a falta de formação de professores e de materiais condizentes às suas reais necessidades. Nesse sentido, esta pesquisa teve como objetivo reunir e sistematizar, por meio de uma revisão de literatura, materiais acessíveis de Matemática para educandos com deficiência visual, a fim de auxiliar educadores no preparo de aulas mais acessíveis a esse público. A análise dos dados foi realizada com o auxílio do software Iramuteq. Ao todo foram encontrados 26 trabalhos, entre artigos, teses e dissertações produzidos entre 2012 e 2022, que desenvolveram e aplicaram materiais acessíveis à educandos com deficiência visual na Educação Básica. Os resultados apontam que, além da baixa produção de materiais nos últimos anos, os trabalhos se concentram nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, e os tópicos mais abordados referem-se às unidades temáticas de Geometria e Álgebra. Identificou-se, assim, um déficit de materiais para a Educação Infantil e para os anos iniciais do Ensino Fundamental, além da pouca produção para outras unidades temáticas da Matemática.

Necessidades Formativas do Professor Frente à Demanda de Alunos da Educação Especial em Classes Comuns

PID: S1413-65382024000100308 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: Rodrigues Sales
RESUMO: Este estudo teve como escopo analisar os avanços da inclusão do público da Educação Especial nas salas de aula comuns da Educação Básica, considerando as necessidades formativas dos docentes nessa área específica. Consiste em um estudo quantiqualitativo, tendo como fontes empíricas microdados da Prova Brasil, edição 2021, mais especificamente os questionários destinados aos docentes do 5º ano do Ensino Fundamental, os quais estão disponíveis no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A extração dessas informações e análise estatística foram realizadas com o auxílio do Statistical Package for Social Science (SPSS). O resultado da investigação revela que o percentual de matrículas dos alunos com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades em classes comuns, no Brasil, entre 2013 e 2019, cresceu 7,4%. Aponta, também, que 86,5% dos professores da amostra investigada declararam possuir necessidades formativas de nível moderado a alto. Conclui-se que o público da Educação Especial ainda necessita travar muitos embates em prol de uma escola mais justa e inclusiva para todos, o que implica batalhar para que os princípios de igualdade e equidade se materializem tanto no campo real quanto no campo ideal.

Neurodiversidade na Vida Acadêmica de uma Estudante de Medicina com Transtorno do Espectro Autista

PID: S1413-65382024000100425 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: SANTOS ALMEIDA SOUZA MACEDO ARRUDA
RESUMO O objetivo deste trabalho foi relatar o caso de uma acadêmica com Transtorno do Espectro Autista (TEA) inserida na metodologia Problem-Based Learning do curso de Medicina. Ela foi diagnosticada com TEA aos 20 anos de idade, manifesta déficit na interação social, comprometimento da linguagem, comportamento repetitivo, padrão motor peculiar, alterações na integração sensorial, alterações qualitativas em funções executivas e crises de ansiedade em situações de exposição social, principalmente no ambiente acadêmico. Ela recebeu alguns auxílios e adaptações fornecidos pela coordenação e docentes da faculdade de Medicina, porém ainda são insuficientes para sua total inclusão na realidade da graduação. As pessoas com TEA, ou outras neurodiversidades, possuem dificuldades peculiares; assim, cabe à instituição e ao pessoal envolvido com os processos de ensino-aprendizagem assegurar o acesso, a permanência e a necessidade de implementar medidas que proporcionem ao estudante todo o suporte educacional que faz parte do seu direito. É importante que haja adequação às condições desses estudantes, bem como a capacitação do corpo docente para que seja capaz de lidar com essas pessoas, visando a sua verdadeira inclusão no meio acadêmico e seu aperfeiçoamento para incluí-los no mercado de trabalho.

O Impacto da Consciência Morfológica na Leitura e na Ortografia

PID: S1413-65382024000100301 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2024
Autores: Coelho Capelas Couto Vinagre Lousada
RESUMO: A consciência morfológica é caracterizada pela capacidade de refletir e manipular intencionalmente os morfemas. O presente estudo visou caracterizar o desenvolvimento da consciência morfológica em crianças em idade escolar e analisar o seu impacto na leitura e na ortografia. A amostra foi composta por 60 crianças portuguesas com desenvolvimento linguístico típico a frequentar o 1º ciclo do Ensino Básico, com uma média de idades de 8,6 anos (desvio padrão = 0.1), 30 das quais frequentam o 2º ano e 30 o 4º ano. Os dados foram analisados com recurso a instrumentos de avaliação linguística, leitura e ortografia e testes de consciência morfológica adaptados de outros estudos. Os resultados mostraram uma diferença significativa na consciência morfológica entre o 2º ano e o 4º ano. Embora com diferentes proporções estatísticas, houve uma correlação positiva entre consciência morfológica e leitura, e entre esta capacidade metalinguística e ortográfica em ambos os grupos. É sugerida uma associação entre consciência morfológica e leitura e ortografia e uma diferença nesta correlação entre os dois anos de escolaridade.
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