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Percepção de professores de educação infantil sobre a inclusão da criança com deficiência

PID: S1413-65382010000300007 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: DE Vitta DE Vitta Monteiro
A educação infantil é importante para o desenvolvimento da criança com necessidades especiais. Nesse processo educacional, o professor e sua percepção de educação inclusiva são fatores primordiais. Este trabalho objetivou analisar a percepção de professores de educação infantil, que quanto à prática educativa atual, diferem em relação à presença de alunos com deficiências em seus ambientes de trabalho, sobre a educação da criança com deficiência na faixa etária de 3 a 6 anos. Foram sujeitos da pesquisa 12 professores de educação infantil divididos eqüitativamente em três grupos: de escolas especiais; de escolas comuns que trabalham com crianças com deficiências inseridas em suas classes e de escolas comuns que não possuem em suas classes crianças com deficiências. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas semi-estruturadas, gravadas em fita cassete. Foi realizada análise de conteúdo e os dados mostraram que os professores vêem como a principal contribuição do processo de inclusão a socialização da criança com deficiências, restringindo-o, porém, a crianças com possibilidades de independência. Quanto à aprendizagem, acreditam que a criança com deficiência mental é a que encontra maiores dificuldades, contrariamente à com deficiência física. Ressaltam problemas com o espaço físico, recursos materiais e humanos e relativos à formação do professor. Pôde se concluir que é preciso possibilitar aos professores uma formação que abranja conhecimentos sobre as diferentes deficiências e as necessidades educacionais relativas a estas, propiciar a adequação do espaço físico e dos recursos materiais, além de assistência técnica específica.

Percurso desenvolvimental dos portadores da perturbação de hiperatividade com déficit de atenção

PID: S1413-65382010000200011 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Ramalho
A Perturbação de Hiperatividade com Déficit de Atenção (PHDA) constitui uma perturbação com características desenvolvimentais de caráter crônico, que embora seja atenuada com o decorrer da idade, nomeadamente na sua componente hipercinética e impulsiva, a continuidade da presença de sintomatologia de desatenção afeta as capacidades de resposta ao meio ao longo de todo o ciclo vital. Estudos efetuados recentemente têm vindo a demonstrar que entre 50 e 80% dos sujeitos que manifestaram PHDA durante a infância, experimentam ainda dificuldades significativas relacionadas com esta perturbação durante a fase adulta. Desta forma, o presente artigo tem como objetivo apresentar o percurso desenvolvimental dos portadores desta perturbação, desde a primeira e segunda infância até à vida adulta, demonstrando como esta perturbação tem implicações cognitivas, emocionais e sociais e relevantes ao longo de todo o ciclo vital.

Propostas de acessibilidade para a inclusão de pessoas com deficiências no ensino superior

PID: S1413-65382010000100010 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Siqueira Santana
Foi objetivo do estudo conhecer e descrever as ações contidas nas propostas contempladas pelo "Projeto Incluir/MEC-Acessibilidade na Educação Superior" nos anos 2005-2008. Trata-se de um estudo descritivo do tipo documental. Contou com as seguintes etapas de revisão de literatura, levantamento das propostas de acessibilidade submetidas por Instituições Federais de Ensino Superior-IFES, contato com os coordenadores dos programas e busca sistemática para acesso aos projetos na íntegra, leitura dos projetos obtidos, organização dos dados em categorias previamente estabelecidas a partir dos Fatores Contextuais da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde-CIF. Identificou-se 115 projetos envolvendo 58 IFES, porém apenas 11 projetos foram acessados na íntegra, constituindo a amostra deste estudo. As ações se enquadravam na Parte 2 da CIF - Fatores Contextuais Pessoais/ambientais, e descrevem ações voltadas à aquisição e desenvolvimento de produtos, incluídos no componente "Produtos e Tecnologias", ações no componente "Atitudes" visando conscientizar a comunidade acadêmica/não-acadêmica, e ações voltadas aos "Serviços, Sistemas e Políticas", objetivando a adequação do processo seletivo/vestibular, contratação de intérpretes, capacitação de funcionários/docentes, articulação com outras instâncias da comunidade. Conclui-se que as ações propostas mostram que a inclusão de pessoas com deficiência no ES diz respeito a tudo que envolve o sujeito em suas relações cotidianas e devem estar voltadas para as atitudes frente à pessoa com deficiência, às políticas de inclusão e aquisição de produtos e tecnologias assistivas.

Práticas educativas parentais de crianças com deficiência auditiva e de linguagem

PID: S1413-65382010000200008 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Bolsoni-Silva Rodrigues Abramides Souza Loureiro
Comportamentos de pais e de filhos influenciam-se mutuamente. Crianças com alterações de linguagem relacionadas ou não à perda auditiva, podem apresentar dificuldades de relacionamento com os irmãos e seus pares. Assim, a investigação das práticas educativas parentais e do repertório comportamental infantil é fundamental para a busca de intervenções efetivas para essas crianças. O estudo tem como objetivos: (a) comparar o repertório positivo e negativo de mães e crianças com deficiência auditiva (DA) e distúrbio de linguagem (DL); (b) comparar cada uma das deficiências com grupo não clinico; (c) correlacionar comportamentos para cada uma das deficiências. Participaram deste estudo 72 mães, cujos filhos apresentavam DA (n = 27), DL (n = 19) ou compunha uma população não clínica (n = 26). O instrumento utilizado foi o Roteiro de Entrevista de Habilidades Sociais Educativas Parentais, que avalia a ocorrência de habilidades sociais aplicáveis às práticas educativas. Os resultados evidenciaram a associação entre práticas positivas e habilidades sociais, bem como entre práticas negativas e problemas de comportamento. O grupo de DL não apresentou mais problemas que as crianças não clínicas, sugerindo a participação de intervenções de caráter preventivo, facilitando a inclusão social. Por outro lado as crianças com DA apresentaram menos habilidades sociais, bem como suas mães, menos habilidades sociais educativas. Este estudo evidencia a importância da metodologia empregada na reabilitação de crianças com distúrbios da comunicação, sobretudo para aquelas com DA visando o beneficio de programas educativos de promoção do repertório parental positivo integrados aos objetivos da fonoterapia.

The development and provision of educational services for children with intellectual disabilities in Egypt

PID: S1413-65382010000100002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Abdelhameed
Este artigo visa fornecer uma visão geral do desenvolvimento e prestação de serviços educacionais para crianças com deficiência intelectual no Egito. Deficiência intelectual é um prejuízo significante do funcionamento intelectual, concomitantemente a déficits no comportamento adaptativo, e que se manifesta durante o período de desenvolvimento. A educação das crianças com deficiência intelectual é um direito garantido e legitimado pelo governo egípcio. O Ministério da Educação no Egito está empenhado em fornecer a essas crianças, que têm deficiência intelectual, junto com outras crianças com necessidades especiais, uma adequada educação que atenda as suas necessidades e lhes permita viver em sociedade utilizando todo o seu potencial, como crianças com desenvolvimento típico. Observações e entrevistas foram realizadas para coletar informações adicionais sobre os serviços educacionais destinados a crianças com deficiência mental no Egito. Os resultados deste estudo indicaram que, apesar dos esforços promovidos pelo Ministério da Educação, para proporcionar serviços novos e avançados para crianças com deficiência intelectual, a prestação ainda precisa de melhorias. Uma série de recomendações foi sugerida para melhorar os serviços que as crianças com deficiência intelectual recebem no Egito.

Utilização do brinquedo terapêutico na assistência à criança hospitalizada

PID: S1413-65382010000100008 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Fontes Mondini Moraes Bachega Maximino
Estudo exploratório e descritivo, parte integrante de um projeto de parceria entre o Serviço de Enfermagem e de Terapia Ocupacional no preparo da criança para as cirurgias eletivas no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo. OBJETIVO: utilizar o brinquedo como recurso terapêutico no alívio das tensões reais e inconscientes da criança em relação à hospitalização. MÉTODO: Foi construído um instrumento de coleta dos dados em forma de roteiro observacional, e aplicado em dois momentos: o primeiro consiste no dia anterior à realização da cirurgia e o segundo momento no dia da cirurgia imediatamente antes de sua realização. Utilizamos a contação de história e a demonstração das intervenções de enfermagem nos brinquedos (bonecos) com equipamentos e materiais comumente utilizados na hospitalização (luvas, aventais cirúrgico, máscara facial e gorro cirúrgico). RESULTADOS: Dentre as 21 variáveis de comportamento observadas, oito obtiveram diferença estatisticamente significativa com teste de McNemar (p>0,05). CONCLUSÃO: brincar interativamente proporciona à criança hospitalizada interagir com o ambiente hospitalar, expressar os seus sentimentos e emoções e provê recursos para a assistência humanizada.

A resposta de frequência cardiac durante as competições de “mountain bike cross-country”

PID: S1981-46902010000300009 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Costa Oliveira
O objetivo deste estudo foi verificar a resposta de frequência cardíaca (FC) durante as competições de “Cross-country” Olímpico (XCO). Quatorze “mountain bikers” foram separados em dois grupos: elite (n = 6; 26,5 ± 3,6 anos; 69,1 ± 2,1 kg; 174,0 ± 1,2 cm; 5,9 ± 0,9 % G; 9,0 ± 1,3 anos de treinamento) e amadores (n = 8; 25,6 ± 7,7 anos; 67,7 ± 7,0 kg; 175,5 ± 5,5 cm; 5,8 ± 2,1 % G; 8,3 ± 5,7 anos de treinamento). Os participantes foram submetidos a um teste progressivo para a identificação dos limiares metabólicos e seus respectivos valores de frequência cardíaca (FC) em cada zona de intensidade de esforço. Após intervalo mínimo de quatro dias os atletas da categoria elite foram avaliados através de monitores de FC durante a etapa brasileira da Copa do Mundo de XCO. Após 15 dias, todos os atletas foram avaliados no Campeonato Brasileiro de XCO. Os resultados indicaram que em ambas as competições, a média percentual da FC foi correspondente a 91-92 % da FCmáx. Nas competições, os atletas permaneceram durante diferentes tempos percentuais nas zonas de intensidade de esforço sendo 10,0-14,8% no domínio leve; 23,1-30,1% moderado e 55,1-66,9% intenso. Assim, este estudo apresenta que as competições de XCO são realizadas em alta intensidade, principalmente após a largada.

Adolescente em conflito com a lei e sua noção de regras no jogo de futsal

PID: S1981-46902010000200004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Kobayashi Zane
Adolescentes com trajetória de vida alicerçada na falta de valores éticos e morais estão mais vulneráveis à prática de atos infracionais. Caso isso ocorra, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê sua inserção em medidas socioeducativas. Nossa pesquisa tem por objetivo identificar a fase do desenvolvimento moral de adolescentes em conflito com a lei. Para tanto, estudamos 30 adolescentes, entre 15 a 18 anos, do gênero masculino, inseridos em Centro de atendimento socioeducativo. Os dados foram coletados por meio de observação do jogo de futsal, que não contou com a figura do juiz e entrevista estruturada, seguindo-se as linhas gerais do Método Clínico de PIAGET (1994). A categorização dos dados coletados confirmou nossa hipótese - de que esses adolescentes, ainda, se encontram com características de uma moral heteronômica, verificadas pelas diferenças entre a consciência e a prática de regras na situação de jogo. Apesar de conhecerem as regras, durante a partida, somente as respeitam para obterem benefícios, como: não cobrar a falta, enganar o adversário ou, simplesmente, ganhar a partida. Presumimos que somente as respeitariam, caso houvesse a figura de autoridade (juiz), porque esta iria lhes impor punições e privações. Acreditamos, portanto, que os resultados deste estudo possam tornar-se parâmetros para educadores criarem situações propícias, tanto preventivas como interventivas, para o desenvolvimento sociomoral, minimizando, assim, sofrimentos e oportunizando a formação de cidadãos com maior senso ético e moral, capazes de optarem pelo caminho da solidariedade, da cooperação e da justiça.

Análise do autoconceito de atletas de voleibol de rendimento

PID: S1981-46902010000300002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Vieira Vieira Ferraz Oliveira
Esta pesquisa buscou investigar a valorização do autoconceito em equipes de voleibol de alto rendimento. Foram sujeitos 31 atletas de voleibol, das categorias adulto masculina, juvenil masculina e juvenil feminina. Utilizou-se como instrumento de medida a Escala Fatorial de Autoconceito. Para a análise dos dados foram utilizados os testes kruskall-Wallis e MANOVA. Os dados demonstraram que as equipes comportaram-se de forma semelhante quanto aos fatores do autoconceito, ocorrendo diferença estatisticamente significativa para o fator segurança entre as equipes juvenis feminina e masculina. O fator ético-moral apresentou altos níveis de valorização em relação aos outros fatores, sendo estatisticamente superior nas equipes feminina e masculina juvenis. Na equipe masculina adulta este fator foi superior aos fatores “somático”, “receptividade” e “atitude social”. O sentimento de pertencer a um grupo socialmente valorizado parece ser o principal motivo de os atletas se perceberem como sujeitos morais. Conclui-se que existem diferenças de gênero quanto ao autoconceito (“segurança”), de modo que o esporte favorece o sentimento de “moralidade” e vivências de autoconsideração, propiciando a congruência do self-experiência.

Apontamentos para uma história comparada do esporte: um modelo heurístico

PID: S1981-46902010000100010 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Melo
Ao analisar o recente crescimento do número de investigações históricas que têm como objeto as práticas corporais institucionalizadas, MELO (2007a), mesmo reconhecendo a importância desses esforços, demonstra preocupação com a fragmentação e o não estabelecimento de iniciativas de maior alcance. Para esse autor, uma possível saída estaria na utilização do método da História Comparada, uma contribuição para a busca de sínteses históricas mais aprofundadas. Partindo dessas compreensões, esse artigo tem por objetivo apresentar um modelo heurístico cujo intuito é constituir-se em ferramenta para analisar/interpretar a trajetória conceitual moderna do fenômeno esportivo. Construído basicamente a partir do próprio percurso histórico do esporte, cremos que pode se constituir em um bom instrumento não só para o desenvolvimento de estudos locais, como também, talvez ainda mais, de investigações comparadas.

Aptidão física relacionada ao desempenho motor em escolares de sete a 15 anos

PID: S1981-46902010000100001 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Dumith Ramires Souza Moraes Petry Oliveira Ramires Marques
Os benefícios do desenvolvimento da aptidão física sobre a saúde estão bem evidenciados na literatura científica. O objetivo do presente estudo foi descrever a aptidão física relacionada ao desempenho motor de crianças e adolescentes e examinar as diferenças de acordo com sexo, idade, tipo de escola (pública ou privada) e região geográfica da escola (urbana ou rural). Uma bateria de cinco testes motores foi aplicada a 526 alunos entre sete e 15 anos do ensino fundamental de Rio Grande, RS: salto em distância parado, arremesso de “medicineball”, barra modificada, corrida de 20 metros e quadrado. Os resultados apontam que o desempenho em todos os testes foi superior para os rapazes e aumentou diretamente com a faixa etária. Estes foram os principais preditores da aptidão física dentre as variáveis examinadas. O tipo de escola só teve influência sobre o desempenho no teste de arremesso de “medicine-ball”, em que alunos da rede privada obtiveram valores médios maiores. Escolares da zona urbana atingiram um melhor desempenho em todos os testes, exceto no teste de barra modificada (sem diferença por região geográfi ca). A realização de pesquisas com o mesmo enfoque em outras regiões do Brasil permitirá explorar a consistência destes achados e compreender possíveis diferenças.

As práticas corporais femininas em clubes paulistas do início do século XX

PID: S1981-46902010000200010 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Mathias Rubio
Na década de 20, o esporte ainda era visto como uma instituição masculina, o que invalidava a experiência atlética feminina, sendo apenas o atletismo, a dança clássica e o bola ao cesto, consideradas atividades saudáveis para o intitulado ”sexo frágil”. Uma vez excluídas dos estádios e instituições esportivas, assim como da própria vida pública determinada na época, a condição feminina foi limitada pela dedicação ao lar e à família. Em contrapartida, o Movimento Feminista lutava pelo direito à cidadania, à uma existência legal na vida pública e a própria Educação Física apontava através de seus discursos a mulher como fisicamente ativa, dentro de propósitos eugenistas e higienistas. O objetivo deste trabalho é discutir como se deu a participação da mulher nas práticas corporais em clubes na década de 20 na cidade de São Paulo.

Associação dos fatores de risco para doenças cardiovasculares e qualidade de vida entre servidores da saúde

PID: S1981-46902010000200012 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Barel Louzada Monteiro Amaral
Inúmeros problemas de saúde pública são atribuídos aos fatores induzidos pelo ambiente de trabalho que, associados ao estilo de vida sedentário, contribuem para deteriorar a qualidade de vida do trabalhador. Neste sentido, procuramos descrever o perfil, avaliar a condição física e o risco cardiovasculares dos funcionários da saúde. Foram avaliados 198 funcionários (46 ± 10 anos) que responderam uma anamnese e foram submetidos a avaliações bioquímicas, antropométricas e funcionais. Os valores foram apresentados como média ± desvio padrão da média. Foram utilizados testes de qui-quadrado (x2), taxa de “odds” e correlações de Pearson (p < 0,05). Dos avaliados, 54% apresentaram peso corporal elevado, 33% pressão arterial (PA) elevada e 56% eram sedentários. Colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade e triglicerídeos (TG) acima da normalidade foram encontrados em 49%, 41% e 24% dos servidores, respectivamente e, 75% apresentaram taxas reduzidas de lipoproteína de alta densidade. As análises de x2 e taxa de “odds” apontaram que os valores de TG e PA foram significativamente maiores para homens comparados às mulheres. Capacidade cardiorrespiratória ruim foi verificada em 56% dos homens e 23% das mulheres, além disso, a flexibilidade apresentou-se com níveis insatisfatórios para homens e mulheres. Observou-se que o índice de massa corporal se correlacionou positivamente com PA, CT e TG. Constatou-se, também que a idade foi fator agravante para PA, flexibilidade, CT e glicemia nas mulheres. Dessa forma, a prevalência de múltiplos fatores de risco nestes trabalhadores demonstra tratar-se de população não assistida pela saúde, motivo pelo qual sugere-se conscientização sobre sua própria saúde evitando a aposentadoria precoce.

Autopercepção da imagem corporal em estudantes do curso de educação física

PID: S1981-46902010000200011 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Rech Araújo Vanat
O objetivo do estudo foi analisar a autopercepção da imagem corporal (IC) e associar a IC com indicadores sociodemográficos, estado nutricional e nível de atividade física de universitários. Realizou-se um estudo transversal com 294 universitários (136 homens e 158 mulheres), mensurou-se a percepção da IC por meio da escala de silhueta, indicando a silhueta atual (SA), silhueta ideal (SI) e a silhueta ideal do sexo oposto (SIO). Ainda foram coletadas variáveis demográfi cas (sexo, idade, turno de estudo, ocupação), nível socioeconômico, estado nutricional (índice de massa corporal) e o nível de atividade física (IPAQ - versão curta). Utilizou-se a análise descritiva e o teste de associação do qui-quadrado para análise dos dados. A prevalência de insatisfação com a IC foi de 61,2% (n = 180), sendo 61% nos homens e 61,4% nas mulheres. A silhueta 2 foi apontada por 57% das mulheres como a SI, entre os homens 38,2% e 39,7% apontaram a silhueta 3 e 4 como a SI. Foi identificada como SIO à silhueta 3 (63,2% masculino e 56,3% feminino). As mulheres demonstraram uma maior percepção (67,6%) em possuir uma silhueta menor que a atual. Já entre os homens houve a tendência (66,7%) a desejarem uma silhueta maior do que a atual. Além do sexo a percepção com a IC foi associada com o estado nutricional (p < 0,05), onde se observou que 78,7% dos indivíduos com excesso de peso desejam ter uma silhueta menor do que a atual. Concluísse que a autopercepção da IC esteve associada ao sexo e ao estado nutricional nos universitários.

Baixos níveis de aptidão física relacionada à saúde em universitários

PID: S1981-46902010000100005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Corseuil Petroski
Este estudo teve por objetivo identificar a prevalência de baixos níveis de aptidão física relacionada à saúde em universitários, quanto aos componentes músculo-esqueléticos (motores). Participaram da amostra 234 estudantes (112 moças e 122 rapazes, entre 17 e 29 anos), matriculados em diversos cursos da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi utilizada uma bateria de testes proposta pela Sociedade Canadense de Fisiologia do Exercício. Os testes propostos foram: força de preensão manual; extensão dos braços; flexão do tronco; impulsão vertical; resistência abdominal e força dorsal. Os resultados apontam uma prevalência de aptidão física abaixo dos indicadores recomendados à saúde de 16,6% (13,4% feminino e 19,6% masculino). Especificamente, observaram-se os seguintes índices de prevalência de universitários que não atingiram os critérios recomendados: 69,2% para a potência de membros inferiores, 62% para extensão de braços, 38,4% para a preensão manual, 13,2% para flexão de tronco, 11,1% para força dorsal e 10,7% para força abdominal. Em se tratando de indivíduos jovens, observou-se que boa parte dos universitários encontra-se com baixos níveis de aptidão física, sugerindo a importância da implantação de programas para o desenvolvimento e/ou manutenção da aptidão física destes estudantes, fornecendo subsídios para que estes adotem um estilo de vida mais ativo e saudável por toda a sua vida.

Comparação das respostas cardiorrespiratórias de um exercício de hidroginástica com e sem deslocamento horizontal nos meios terrestre e aquático

PID: S1981-46902010000300006 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Kanitz Silva Alberton Kruel
O objetivo do estudo foi comparar as respostas cardiorrespiratórias de um exercício de hidroginástica (corrida estacionária) realizado com e sem deslocamento horizontal no meio terrestre (MT), em piscina funda (PF) e em piscina rasa (PR). Seis mulheres jovens realizaram os exercícios durante 4 min numa cadência de 80 bpm. O exercício consistia em flexão e extensão de quadril com os braços simulando um movimento de corrida. A frequência cardíaca (FC) e o consumo de oxigênio (O2) foram coletados no último minuto de exercício e a percepção de esforço (PE) foi coletada ao término do exercício. Para a comparação das variáveis utilizou-se ANOVA two-way para medidas repetidas com fatores meio e forma de execução (p < 0,05). Para todas as variáveis analisadas foram encontrados valores menores no exercício em PR comparado ao exercício no MT. Porém, nenhuma diferença foi observada entre o exercício no MT e em PF, exceto para a FC, que foi menor no exercício em PF. Em relação à forma de execução, para a FC, foram encontrados valores maiores no exercício com deslocamento quando comparado ao exercício sem deslocamento somente na PF. Estes achados sugerem a possibilidade de executar o exercício analisado em PF com gasto energético (GE) similar e FC menor quando comparado ao mesmo exercício no MT. Fato de grande relevância para populações que querem obter um GE semelhante ao exercício no MT, mas que necessitam de uma menor sobrecarga cardiovascular.

Concepções de treinadores “experts” brasileiros sobre o processo de formação desportiva do jogador de voleibol

PID: S1981-46902010000100008 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Milistetd Mesquita Nascimento Sousa Sobrinho
O presente estudo teve como objetivo examinar a concepção de treinadores experts acerca das etapas de formação desportiva a longo prazo do jogador de Voleibol. A amostra do estudo foi composta por 10 treinadores “experts” brasileiros. Os sujeitos apresentaram idade média de 45 ± 13,8 anos e 24,8 ± 12,1 anos de experiência profissional, sendo todos licenciados em Educação Física. Os dados foram coletados por meio de entrevista estruturada e de resposta aberta, baseada no protocolo de FERNANDES (2004). A sua adaptação de conteúdo à realidade sócio-cultural e desportiva brasileira foi efetivada pelo método de peritagem. O tratamento das informações foi realizado por meio da análise de conteúdo, com o recurso à interpretação lógico-semântico das ideias prevalecentes no “corpus” das entrevistas. A fidedignidade de codificação foi assegurada pela percentagem de acordos, para o mesmo codificador e codificadores distintos, situando-se os valores registrados entre 95% e 100%. Os resultados revelaram o desconhecimento, por parte dos investigados, acerca da existência de um modelo de formação desportiva do voleibolista, a longo prazo, no Brasil. Além de confirmarem que o Voleibol é uma modalidade de especialização tardia, os participantes do estudo apontam que a idade de iniciação da sua prática sistemática se situa no início da adolescência, por volta dos 13 anos. As componentes de desenvolvimento desportivo acentuam a prática do jogo deliberado na primeira etapa, onde as experiências motoras diversificadas prevalecem. A partir da segunda etapa aumenta a prática deliberada, com o incremento da aquisição de competências específicas e o comprometimento com a modalidade. A ausência de especificação dos conteúdos de treino ao longo das etapas, bem como a parca referência às competências psico-sociais pode dever-se, em grande medida, à possível inexistência de um modelo nacional referenciador da formação desportiva a longo prazo do jogador de Voleibol.

Efeito da experiência do treinador sobre o ambiente motivacional e pedagógico no treino de jovens

PID: S1981-46902010000100002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores:
O estudo investiga o efeito da experiência do treinador sobre as categorias observadas da comunicação em competição, as orientações para a realização de objetivos, as atitudes face à prática desportiva e as percepções dos atletas sobre o comportamento do treinador. Utilizando o Coach Behavior Assessment System (CBAS), de SMITH, SMOLL e HUNT (1977), foram gravados em áudio e vídeo e posteriormente analisados 18 jogos de seis treinadores de Basquetebol do escalão de sub-16 anos masculinos, três experientes e três inexperientes. Os jogadores das equipes observadas (n = 58) preencheram as versões portuguesas do Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire/TEOSQ (CHI & DUDA, 1995) e do Sport Attitudes Questionnaire/SAQ (LEE & WHITEHEAD, 1999), bem como o questionário de percepções do comportamento do treinador do CBAS. Os resultados revelaram um efeito estatisticamente significativo da experiência ou inexperiência do treinador, tanto sobre as categorias comportamentais observadas em jogo como sobre as dimensões dos questionários.

Emoções, “stress”, ansiedade e “coping”: estudo qualitativo com treinadores de nível internacional

PID: S1981-46902010000300004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Dias Cruz Fonseca
A influência dos fatores e processos psicológicos no desempenho desportivo dos atletas está, de uma forma geral, amplamente demonstrada; todavia, poucas investigações procuraram estudar esta relação nos treinadores. Neste sentido, empregando uma entrevista semi-estruturada, a presente investigação procurou, junto de seis treinadores de elite com idades compreendidas entre os 55 e os 63 anos (M = 59 ± 3,03) de diversas modalidades, identificar as características/competências psicológicas mais importantes para o sucesso desportivo, as principais fontes de “stress” e ansiedade experienciadas e as estratégias de “coping” a que recorriam em situações estressantes e/ou problemáticas, adicionalmente, pretendeu explorar o papel de outras emoções no seu desempenho. Os resultados revelaram que: 1) a motivação era uma das competências/características psicológicas percepcionadas pelos treinadores como mais importantes para o sucesso; 2) as principais fontes de “stress” estavam relacionadas com preocupações com o desempenho dos atletas, sendo comuns a diferentes modalidades; 3) os treinadores recorriam a diversas estratégias de “coping” em simultâneo, geralmente adaptativas; e 4) para além da ansiedade, outras emoções, positivas e negativas, pareciam influenciar o desempenho dos treinadores.

Escala do comportamento do treinador - versão treinador (ECT-T) e versão atleta (ECT-A): o que o treinador diz é confirmado pelos seus atletas?

PID: S1981-46902010000100004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2010
Autores: Moraes Medeiros Filho Lôbo Silveira
Objetivou-se verificar o nível de associação entre as percepções de atletas e treinadores de esportes coletivos e individuais nas seis dimensões do comportamento do treinador - Treinamento Físico (TF), Treinamento Técnico (TT), Preparação Mental (PM), Estabelecimento de Objetivos (EO), Reforço Pessoal Positivo (RPP), Reforço Pessoal Negativo (RPN) - acessado pela Escala do Comportamento do Treinador - Versão Treinador (ECT-T) e Versão Atleta (ECT-A). Participaram 181 atletas (114 homens e 67 mulheres) de nove modalidades esportivas com idade média de 17,15 anos (± 1,48) e seus respectivos treinadores (N = 32), todos do sexo masculino, com idade média de 32,88 (± 8,91). Treinadores e atletas responderam aos 38 itens de mesmo conteúdo dos questionários mencionados. A correlação não-paramétrica de Spearman mostrou a inexistência de associação significativa, ao nível a = 0,05, entre as percepções treinadores e atletas de modalidades coletivas nas dimensões TT, PM, EO e RPP. Entre treinadores e atletas de modalidades individuais também não foram verificadas associações significativas em cinco dimensões: TF, TT, PM, EO e RPP. Dentre outras razões, a baixa compatibilidade entre as percepções de atletas treinadores, pode estar relacionada a falhas no processo de organização do treinamento. Além disso, o relacionamento de cada treinador com os atletas sob o seu comando parece informar mais do que a simples categorização: modalidades coletivas versus individuais.
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