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A percepção de atletas de diferentes categorias do futebol sobre o comportamento dos treinadores: Comportamento percebido e ideal

PID: S1981-46902009000200006 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Souza Serpa Colaço Canato
Este trabalho teve por objetivo investigar como atletas do futebol das categorias Sub-15, Sub -17 e Sub-20 analisam o perfil do seu treinador (comportamento percebido do treinador) e como gostariam que ele se comportasse (comportamento ideal do treinador). Participaram da pesquisa 74 atletas brasileiros. Os atletas responderam à Escala de Comportamento do Treinador - versão atleta (ECT-A) indicando como se comporta o seu treinador e como gostariam que ele se comportasse. Os resultados sugerem que o fato de pertencerem a diferentes categorias não significa que tenham percepções diferentes acerca do modo como se comporta o seu treinador ou sobre como gostariam que ele se comportasse. Embora a avaliação dos atletas do seu treinador tenha sido positiva, comparando-se as médias obtidas para o comportamento percebido pelo atleta no treinador e comportamento ideal, verifica-se que ela sempre foi menor para o comportamento percebido. Finalmente, não houve diferença significativa entre as respostas relacionadas ao comportamento percebido e ao comportamento ideal para a dimensão reforço pessoal negativo. Apesar dos aspetos interessantes neste artigo, os resultados indicam a necessidade de investigações futuras.

Antropologia de uma academia de musculação: Um olhar sobre o corpo e um espaço de representação social

PID: S1981-46902009000200001 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Santos Salles
Trata-se de um trabalho de campo realizado em uma academia de musculação na zona norte do Rio de Janeiro, onde analisamos a representação sobre o corpo e os desejos de buscar um modelo idealizado. Concentramos nosso interesse nas razões que levam os indivíduos a despenderem tanto esforço e tempo nessa atividade. Dados da literatura revelam que estamos inseridos em uma “cultura do corpo” e que esse comportamento interfere na vida das pessoas e na imagem que têm de si mesmas. A partir desses dados identificamos as relações culturais e sociais desse universo, por meio da observação participante e da análise de questionários aplicados aos indivíduos.

Análise da carreira esportiva de jovens atletas de futebol na transição da fase amadora para a fase profissional: Escolaridade, iniciação, contexto sócio- familiar e planejamento da carreira

PID: S1981-46902009000200002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Marques Samulski
Este estudo analisou a carreira de jovens atletas de equipes de alto nível esportivo do futebol brasileiro que se deparam com a transição do esporte amador para o esporte profissional. Os objetivos do estudo foram: a) levantar dados relativos à sua escolaridade; b) identificar fatores relevantes na sua formação esportiva inicial; c) caracterizar seu contexto familiar e social; d) identificar fatores que influenciam no planejamento de sua carreira esportiva. A amostra do estudo foi composta por 186 jogadores com média de idade de 18,46 anos (± 0,82). Os instrumentos de coleta utilizados foram: 1) entrevista estruturada composta de 46 questões desenvolvida a partir do Athletic and Postathletic Questionnaire (Questionário Atlético e pós-atlético) e do Sports Career Transitions Questionnaire (Questionário de Transições da Carreira Esportiva) e 2) entrevista semi- estruturada. Os resultados encontrados mostraram que a maioria dos atletas tem dificuldade de conciliar estudos e treinamento e que sua formação esportiva inicial se deu principalmente na prática do futebol de rua. Quanto ao contexto familiar e social, descobriu-se que a maioria das famílias é de classe socioeconômica média baixa e baixa, indicando ainda mudanças drásticas quanto aos seus círculos sociais. A maioria dos atletas afirma planejar aspectos específicos de sua carreira esportiva, exceto com relação aos estudos.

Análise do perfil de liderança dos treinadores das categorias de base do futebol brasileiro

PID: S1981-46902009000300001 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Costa Samulski Costa
Este estudo tem o objetivo de analisar o perfil de liderança dos treinadores das categorias de base do futebol brasileiro. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário de identificação da amostra e a Escala de Liderança Revisada para o Esporte (ELRE), versão auto- percepção. Participaram deste estudo 109 treinadores com média de idade de 38,64 anos (± 10,33) e uma média de tempo de envolvimento na função de treinador igual a 7,05 anos (± 6,01). Os treinadores entrevistados advinham de quatro categorias: sub-20 (33 treinadores), sub-17 (28 treinadores), sub-15 (25 treinadores) e sub-13 (23 treinadores). A análise estatística foi realizada no SPSS versão 11.0. Os resultados mostraram que os treinadores se auto- percebem como sendo mais autocráticos e voltados para os aspectos de treino-instrução de suas equipes. Constatou-se que não houve diferença entre as percepções dos treinadores que trabalham nas quatro categorias de base coletadas. Em relação à forma de trabalho desses treinadores em suas equipes conclui-se que eles são autocráticos e mostram uma preocupação com a conduta educativa e de instrução, denotando preocupação com a melhoria do desempenho técnico, tático e motivacional das equipes. Conclui-se também, que os profissionais entrevistados mostram perfis de liderança semelhantes independentemente da categoria na qual eles estão trabalhando no momento.

Aptidão cardiorrespiratória, perfil lipídico e metabólico em adolescentes obesos e não-obesos

PID: S1981-46902009000300008 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Leite Milano Cieslak Stefanello Radominski
O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre o consumo máximo de oxigênio, perfil lipídico e metabólico em meninas e meninos obesos e não- obesos. Estudo transversal, descritivo e correlacional. A amostra foi composta por 91 obesos e 30 não- obesos, dos 10 aos 16 anos. Avaliou-se o índice de massa corporal (IMC) e a circunferência abdominal (CA). A aptidão cardiorrespiratória foi avaliada de forma direta através da análise do consumo máximo de oxigênio ( O<sub>2max</sub>). Determinaram-se níveis de colesterol total (CT), lipoproteína de alta densidade (HDL-C), lipoproteína de baixa densidade (LDL-C), triglicérides (TG), glicemia e insulinemia após 12 horas de jejum. Analisaram-se os dados pelo teste "t" de student e correlação parcial controlada pela idade, com um nível de significância de p<0.05. O grupo não-obeso apresentou maiores valores de VO<sub>2max</sub> e HDL-C do que os obesos (p < 0,001). O TG (p < 0,01) e insulinemia (p < 0,001) foram superiores nos obesos comparados aos não- obesos. Os valores de LDLC, CT e glicemia não diferiram entre os grupos. Houve correlação do O<sub>2max </sub>com o IMC (r = -0,540; p < 0,001), CA (r = -0,535; p < 0,001), a insulinemia (r = -0,392; p < 0,001), TG (r = -0,277; p = 0,005) e HDL-C (r = 0,299; p = 0,002). Não houve correlações do O<sub>2max</sub> com a CT, a fração LDL-C e a glicemia. O menor VO<sub>2max</sub> correlacionou com maiores adiposidade, TG e insulinemia, bem como redução de HDL. O O<sub>2max</sub> não correlacionou com o CT, LDL-C e glicemia, sugerindo a importância do controle genético sobre estas variáveis e um menor tempo de influência do sedentarismo na população infanto-juvenil.

Arremessar por cima do ombro e a distância percorrida pelo implemento

PID: S1981-46902009000400001 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Silva Junior Toloka
A habilidade de arremessar por cima do ombro tem sido bastante estudada, observando-se a velocidade do implemento, porém enquanto muitas tarefas têm como objetivo arremessar o mais longe possível, a distância percorrida pelo objeto ainda não tem sido investigada. O objetivo deste estudo foi verificar se existe relação entre o estágio de desenvolvimento motor nesta habilidade e a distância percorrida pelo implemento e observar diferenças entre os gêneros masculino e feminino; 50 crianças, com idade entre 7-8 anos, de ambos os gêneros, procedentes de Piracicaba - SP foram analisadas enquanto arremessavam uma bola de tênis de campo, o mais longe possível. Cada criança realizou três arremessos intercalados e foi filmada com duas câmeras mini DV, tanto em vista lateral quanto posterior, enquanto arremessava. O nível de desenvolvimento das crianças foi classificado, utilizando-se uma sequência de desenvolvimento e a distância percorrida pela bola foi registrada. Foi encontrada correlação significativa entre o nível do desenvolvimento e a distância atingida. Diferenças entre os gêneros foram observadas: os meninos encontravam- se em níveis desenvolvimentais mais avançados em todas as ações e alcançaram maiores distâncias. Assim, o nível de desenvolvimento desta habilidade mostrou-se importante para o alcance de seu objetivo (arremessar mais longe). Sugere- se que o nível de habilidade é influenciado pelo meio ambiente e que oportunidades de movimento devem ser providenciadas para auxiliar o desenvolvimento integral da criança.

Conhecimento do profissional de educação física frente à atuação com portadores de diabetes mellitus nas academias de ginástica de Fortaleza, CE

PID: S1981-46902009000200004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Monteiro Spinato Silva Pinheiro Santos Júnior
O objetivo foi avaliar o conhecimento do Profissional de Educação Física frente à atuação com diabéticos nas academias de ginástica de Fortaleza, CE. Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, descritivo e transversal, tendo sido conduzido nas academias de ginástica cadastradas no Conselho Regional de Educação Física - CREF-5. Participaram 400 profissionais cadastrados no Conselho Regional de Educação Física - CREF- 5 que atuavam nas 84 academias de ginástica do Município de Fortaleza- CE. Foi utilizado um questionário sobre o conhecimento de critérios diagnósticos de diabetes, valor da glicemia em jejum, cuidados para a prática de atividade física e recomendações para adquirir um melhor controle do diabetes. Dos 400, 265 (66,3%) atuavam com diabéticos, sendo que 182 (68,7%) não sabiam informar os valores glicêmicos para considerar um aluno diabético e 52 (19,6%) não sabiam as situações que contra- indicavam o exercício físico e nem as recomendações que esses alunos deveriam receber. A maioria (75%) não realizava o monitoramento glicêmico. Os profissionais de Educação Física ainda possuem conhecimentos insuficientes para exercer a boa prática profissional com diabéticos.

Desempenho de idosos em uma tarefa motora de demanda dupla de controle

PID: S1981-46902009000300003 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Gehring Bertolassi Nunes Basso Júnior Santos
A literatura sobre o processo de envelhecimento tem sistematicamente demonstrado a diferença de desempenho entre populações jovens e idosas. Em geral, os delineamentos de pesquisa envolvem indivíduos de 60 e até mesmo de 90 anos de idade, enquanto o grupo de jovens é representado por indivíduos em torno de 20 anos de idade. Esse procedimento pode ocultar mudanças de desenvolvimento que talvez influencie a interpretação dos resultados. Assim, o objetivo desse estudo foi examinar o efeito da idade cronológica no desempenho de uma habilidade motora. Foi utilizado um aparelho que possibilitou a execução de uma tarefa de posicionamento linear combinada ao controle de força. Os participantes receberam conhecimento de resultados verbal após a execução de 10 tentativas sobre o objetivo de atingir 20% da força máxima e o deslocamento de 35 cm. O desempenho foi medido pelo erro absoluto. A amostra contou com 150 participantes de 60 a 86 anos de idade, que realizaram as tentativas com a mão não- dominante e vendados. Os participantes foram divididos em três grupos etários (60, 70, 80 anos) e o desempenho também foi comparado a um grupo jovem (21 a 30 anos de idade). Houve correlação baixa, mas significante entre idade e controle de distância. Não houve diferença significante entre os grupos (exceto G20 e G80). Apesar da observação empírica dos instrutores sobre a diferença no desempenho motor de idosos de diferentes faixas etárias, o presente estudo não mostrou tais diferenças no desempenho dessa tarefa em particular. Talvez, considerando que os participantes eram fisicamente ativos, possíveis diferenças de desempenho relativas ao processo de envelhecimento, possam ter sido sobrepostas pelo estilo de vida ativo.

Distribuição regional do sour durante exercício progressivo até a fadiga

PID: S1981-46902009000400009 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Júnior Oliveira Fonseca Coelho Magalhães Costa Martini Passos Coelho Rodrigues
A partir da hipótese evolutiva de que a cabeça humana precisa ser resfriada de forma especial, o objetivo do presente estudo foi verificar se a sudorese seria maior na testa do que nas demais regiões do corpo durante o exercício progressivo até a fadiga (EPF). Em 17 voluntários (23 ± 2 anos, 76,93 ± 7,74 kg, 179 ± 7 cm e 1,9 ± 0,1 m2) foram medidos a taxa de sudorese local (TS<sub>local</sub>), o número de glândulas de suor ativas (GSA) e taxa de suor por GSA (TS<sub>local</sub>.GSA-1) em oito regiões do corpo (testa, costas, peito, braço, antebraço, mão, coxa e perna) durante o EPF em cicloergômetro. A TSlocal da testa foi maior que todas as outras regiões e a TS<sub>local </sub>do peito foi maior apenas que a da coxa. O número de GSA da testa foi maior do que em todas as outras regiões, e a GSA da mão foi maior que do peito, braço, coxa e perna. A TS<sub>local</sub>.GSA-1 da testa foi maior do que as do braço, antebraço, mão e coxa, e a TS<sub>local</sub>.GSA-1 das costas e do peito foram maiores que do antebraço e mão. A produção de suor da parte superior do corpo (testa, costas, peito, braço, antebraço, mão) foi maior que a inferior (coxa e perna). Concluiu-se que o EPF desencadeou um padrão de produção de suor maior na cabeça que pode estar relacionado à maior convecção nas regiões mais altas do corpo.

Efeitos das combinações da prática constante e variada na aquisição de uma habilidade motora

PID: S1981-46902009000300004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Paroli Tani
Os efeitos de diferentes estruturas de prática na aquisição de uma habilidade motora foram investigados em um experimento em que a prática foi manipulada no que se refere à variabilidade. O delineamento constou de dois grupos de prática combinada (constante-por blocos e constante-aleatória) e de duas fases de aprendizagem (estabilização e adaptação). Sessenta estudantes universitários praticaram uma tarefa que consistia em tocar sensores de forma sequencial em integração a um estímulo visual. Para a realização da tarefa foi utilizado o aparelho de “timing” coincidente para tarefas complexas. O desempenho foi avaliado mediante três medidas de erro: absoluto, variável e de execução. O “timing” relativo e sua variabilidade foram utilizados para avaliar a macroestrutura do programa de ação da habilidade ao passo que a microestrutura foi avaliada pela variabilidade do tempo total de movimento. Os resultados mostraram que, ao variar a tarefa em seus aspectos perceptivo (velocidade do estímulo visual) e efetor (sequência de toques), a prática constante seguida de prática por blocos apresenta, na fase de adaptação, melhor desempenho em relação ao número de acertos de execução do que a prática constante seguida de prática aleatória, indicando, portanto, que a primeira proporciona mais condições de adaptação a uma nova tarefa motora.

Efeitos de diferentes proporções de prática constante e aleatória na aquisição de habilidades motoras

PID: S1981-46902009000100001 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Santos Lage Ugrinowitsch Benda
O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos de diferentes proporções de prática constante e aleatória na aquisição de habilidades motoras. Trinta voluntários entre 18 e 35 anos de idade foram aleatoriamente distribuídos em três grupos com diferentes proporções de prática constante e aleatória: 1) 25% constante e 75% aleatório (G25%); 2) 50% constante e 50% aleatório (G50%); 3) 75% constante e 25% aleatório (G75%). Os sujeitos pressionaram uma sequência pré-determinada de teclas no teclado de um computador com diferentes requerimentos de tempo absoluto em uma mesma estrutura de tempo relativo. Todos os participantes realizaram 120 tentativas de prática na fase de aquisição. Dez tentativas de prática foram requeridas em cada um dos testes de retenção e transferência. Os resultados obtidos através de análise de variância com medidas repetidas no segundo fator (p < 0,05) mostraram que a proporção de 75% de prática constante seguida por 25% de prática aleatória apresentou resultados favoráveis em termos de menor variabilidade na aprendizagem motora.

Esforço percebido, estresse e inflamação do trato respiratório superior em atletas de elite de canoagem

PID: S1981-46902009000400005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Moreira Borges Koslowski Simões Barbanti
O presente estudo investigou o comportamento do esforço percebido, percepção de fontes e sintomas de estresse e de ocorrência e incidência de sintomas associados a inflamações do trato respiratório superior (ITRS) em atletas de elite do sexo feminino de canoagem velocidade, durante sete semanas de preparação para um campeonato internacional. Para tanto foram utilizados os instrumentos de: medida de esforço percebido da sessão (EPS); o DALDA e o WURSS-21. A ANOVA de Friedman foi utilizada a fim de verificar a hipótese de igualdade entre as sete semanas de investigação para cada uma das variáveis. O nível de significância foi estabelecido em 5%. O teste de Wilcoxon foi utilizado como “post-hoc” com o ajuste de Bonferroni, quando necessário. Os resultados para EPS revelaram diferença significante entre as sete semanas de investigação. Foram localizadas diferenças entre as semanas recuperativas e as semanas de intensificação do treinamento. Diferenças significantes foram reveladas para os sintomas de estresse (Parte B do DALDA) sinalizando para a sensibilidade do instrumento para discriminar semanas de intensificação e semanas recuperativas de carga de treinamento. O WURSS-21 revelou diferenças significantes na ocorrência e incidência de ITRS entre a semana de maior volume de treinamento (semana 1) e as demais semanas investigadas, exceto com a semana 2. Os resultados permitem concluir que os instrumentos utilizados na presente investigação podem ser úteis para monitorar as alterações no esforço percebido da sessão, fadiga, percepção de sintomas de estresse e de ocorrências de ITRS.

Esporte olímpico e paraolímpico: Coincidências, divergências e especificidades numa perspectiva contemporânea

PID: S1981-46902009000400006 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Marques Duarte Gutierrez Almeida Miranda
Este texto apresenta uma análise do esporte adaptado, tendo como objeto principal os Jogos Paraolímpicos, evento realizado de forma associada com os Jogos Olímpicos. Procura apontar similaridades e diferenças entre os dois eventos, considerando-os como formas de expressão do esporte contemporâneo, destacando características como a organização, relação com o mercado de consumo e formas de divulgação. As principais diferenças descritas se referem à gênese dos dois objetos, além da maior vocação do esporte olímpico para a inserção mercadológica. Quanto às similaridades, destaca-se a presença em ambos das características do esporte moderno gerado no século XIX, além das estruturas organizacionais conceitualmente similares. Podem-se apontar ainda alguns pontos específicos do esporte adaptado, como modalidades próprias, a exemplo do “Goalball”.

Esteróide anabolizante inibe a angiogênese induzida pelo treinamento físico de natação em músculo sóleo de ratos normotensos

PID: S1981-46902009000300002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Soci Redondo Fernandes Angelis Irigoyen Coelho Oliveira
Os esteróides anabolizantes androgênicos (EAA) são sintéticos de testosterona desenvolvidos para fins terapêuticos. São também utilizados por populações fisicamente ativas, que normalmente excedem nas doses, o que potencializa danos à saúde. Para estudar alguns dos efeitos de EAA sobre o sistema cardiovascular, ratos “Wistar” foram divididos em quatro grupos: sedentário controle (SC), sedentário anabolizado (SA), treinado controle (TC) e treinado anabolizado (TA). Foram avaliados os efeitos da associação do uso de EAA (Decanoato de nandrolona - 5 mg/kg sc, 2x/sem) e do treinamento físico de natação (TFN - 60 min/dia, 5x/ sem, durante 10 sem) sobre o débito cardíaco (DC) e fluxo sanguíneo basal (DCbasal, Qbasal) e após infusão do vasodilatador acetilcolina (DC Ach, Q Ach) para observar a vasodilatação endotélio dependente (QAch), razão capilar/fibra (rc/f) e expressão do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) em músculo sóleo (predominância de fibras oxidativas). A testosterona plasmática aumentou nos grupos com uso de EAA e foi observada bradicardia de repouso como efeito do TFN. O DC foi menor para o Grupo TA, tanto na condição basal quanto sob infusão de Ach. O Qbasal não foi diferente entre os grupos no músculo estudado. O QAch foi maior no grupo TC, entretanto, no grupo TA este efeito benéfico do TFN foi prejudicado pela associação com o EAA. Aumento da rc/f e VEGF foi observado somente no grupo TC. Estes resultados sugerem que a associação do EAA ao TFN atenua a angiogênese e arteriogênese observadas como efeito do treinamento físico aeróbio e causa prejuízo ao fluxo sanguíneo muscular, o que poderia predispor o praticante de esportes e atividades físicas e usuário destas substâncias a problemas vasculares.

Estilo de vida: Lazer e atividades lúdico-desportivas de escolares de Santa Cruz do Sul

PID: S1981-46902009000100007 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Burgos Gaya Malfatti Muller Burgos Pohl Reuter
Este estudo descritivo objetiva caracterizar o perfil do estilo de vida dos escolares de Santa Cruz do Sul- RS, nos aspectos: práticas de lazer em casa e fora dela e atividades lúdico-desportivas, estratificados por sexo e região (centro, periferia e rural). São sujeitos deste estudo 2486 escolares do sexo masculino e feminino, com sete a 17 anos de idade, do centro, da periferia e do meio rural, sendo, na coleta de dados, utilizado o EVIA (estilo de vida). O nível socioeconômico predominante está na classe B e C. Os resultados revelam que os meninos (84,3%) praticam mais atividades desportivas que as meninas (72%). Na zona rural, o índice de prática é maior (86,7%), seguindo-se o centro (78,9%) e a periferia (73,1%). As atividades de lazer predominantes em casa são ver TV (centro e periferia), conversar/brincar com amigos (centro) e escutar música (periferia e rural). Fora de casa, as principais atividades de lazer são conversar/brincar com amigos (em todas as regiões), passear de carro (centro), jogar futebol (periferia e rural), andar de bicicleta (rural) e passear a pé (periferia). No esporte praticado (sexo masculino), predomina o futebol, principalmente na zona rural, seguido do basquete (centro), e entre as meninas, vôlei (centro e periferia) e futebol (rural). Conclui-se pelo estudo que os hábitos estudados, tanto na zona rural, quanto urbana, são pouco diversificados em relação ao universo de todos os conteúdos culturais do lazer. Conclui-se, também, que, em grande parte, os escolares são sedentários, principalmente os do sexo feminino, favorecendo o aparecimento de fatores de risco às doenças cardiovasculares, o que deve merecer a atenção da Educação Física na escola e do poder público, com oferta de mais espaços e atividades físicas e esportivas de lazer.

Estimativa da força máxima dinâmica através de coeficientes e de análise de regressão linear baseados em parâmetros antropométricos de homens destreinados em força

PID: S1981-46902009000200007 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Marques Brentano Kruel
Porcentagens do teste de uma repetição máxima (1 RM) são utilizadas na prescrição da intensidade no treinamento de força, conforme os objetivos. Porém esse teste envolve um longo tempo de execução, principalmente pela dificuldade de encontrar carga teste inicial. Valores estimados de 1 RM têm sido propostos através de parâmetros antropométricos; entretanto, poucos exercícios foram investigados. Sendo assim, o presente estudo teve objetivo de criar coeficientes de estimativa de 1 RM através da massa corporal e da massa corporal magra em três exercícios de musculação. Dezesseis homens, estudantes universitários, destreinados em força, tiveram a sua composição corporal (dobras cutâneas) e força máxima dinâmica (1 RM nos exercícios puxada pela frente, voador e tríceps) mensurados. As correlações entre força máxima dinâmica em cada exercício e a massa corporal e massa corporal magra dos indivíduos foram feitas através do teste de correlação de Pearson (p < 0,05). Comparações entre os valores de força estimados pelos coeficientes, pelas equações de regressão linear e os valores “reais” de força, foram efetuadas através de análise da variância com medidas repetidas (ANOVA), além do teste post hoc” Bonferroni. Foi observada uma correlação significativa apenas entre a massa magra e os valores de 1 RM nos exercícios puxada pela frente (r = 0,538, p < 0,05), voador (r = 0,502, p < 0,05) e tríceps pulley alto (r = 0,556,p < 0,05), resultando nos coeficientes de 1,01, 0,92 e 0,52, respectivamente. Concluímos que os coeficientes estabelecidos a partir da massa corporal magra podem ser usados para estimar a força máxima dinâmica de homens destreinados.

Estudo dinamométrico da marcha de idosas ultrapassando obstáculos

PID: S1981-46902009000100002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Mochida Cesar Santiago Costa
O presente estudo teve como objetivo investigar a marcha durante a negociação de obstáculos de mulheres idosas fisicamente ativas e sedentárias para identificar as adaptações realizadas pelos dois grupos diante de uma tarefa de marcha mais complexa. Participaram do estudo 20 idosas sadias, divididas entre grupo ativo e grupo sedentário. Foi utilizada uma plataforma de força para avaliar a componente ortogonal vertical das forças de reação do solo: forças máxima e mínima, impulso vertical e tempo de apoio. Essas variáveis foram analisadas durante dois protocolos distintos: marcha livre e marcha com obstáculo com alturas de 10%, 20% e 30% do comprimento do membro inferior das voluntárias. O obstáculo foi posicionado previamente e após a plataforma para que duas funções diferentes do mesmo membro inferior fossem investigadas. Os resultados estão apresentados em três seções: a primeira avalia os dois grupos (não houve diferença significativa), a segunda avalia o efeito da altura do obstáculo (onde a altura de 10% já se apresenta como um obstáculo desafiante para as idosas sedentárias) e a terceira compara as funções de suporte primário e secundário (não houve diferença significativa). Conclui-se, para a amostra utilizada, que a atividade física auxiliou na negociação de obstáculos durante a marcha. As idosas sedentárias optaram por uma estratégia mais segura na negociação de obstáculos, observada pelas menores magnitudes das variáveis dinamométricas juntamente com um maior tempo de apoio.

Estudo fatorial confirmatório e da consistência interna do inventário do treino técnico-desportivo do tenista (ITTT-12)

PID: S1981-46902009000400008 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Balbinotti Balbinotti Marques Gaya
O objetivo deste estudo é testar o modelo bidimensional - Golpes de Preparação (GP) e Golpes de Definição (GD) - avaliado pelo Inventário do Treino Técnico-desportivo do Tenista (ITTT-12), através dos princípios métricos da análise fatorial confirmatória e da consistência interna. Para tanto, foi utilizado uma amostra de 432 jovens tenistas brasileiros, de ambos os sexos e com idades variando de 13 a 16 anos. Os resultados das análises fatoriais confirmatórias (GFI = 0,882; AGFI = 0,865; X2/gl = 1,44; RMS = 0,061) permitiram concluir que o modelo testado confirmou a existência de duas dimensões (GP e GD). Os resultados do estudo da consistência interna, pelo viés do cálculo Alpha de Cronbach (0,81 para ambas as dimensões), asseguraram a precisão do modelo testado. Novos estudos devem verificar outras propriedades métricas deste instrumento (validade preditiva e fidedignidade teste-reteste, entre outras), bem como testar a evolução do treino técnico-desportivo de tenistas.

Implicações do conhecimento corporal no comportamento sexual

PID: S1981-46902009000400004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Cardoso Savall Sabbag Mendes Beltrame
A pesquisa almejou identificar e comparar aspectos da corporeidade e sexualidade de homens (n=54) e mulheres (n = 54) com distintas orientações sexuais e de gênero, participantes do “I Jogos da Diversidade” realizado em Florianópolis, em julho de 2006, mediante aplicação anônima do Questionário de Identidade Corporal - QIC. Os principais objetivos deste estudo foram identificar as diferenças em termos de corporeidade e sexualidade entre homens e mulheres, o perfil sexual de homens e mulheres, bem como o perfil da satisfação corporal e sexual para cada sexo. Os participantes que afirmam gostar do corpo tendem a considerá-lo fisicamente bonito e proporcional, como também causar boa impressão. Participantes que relatam sentir satisfação corporal tendem a encontrar-se sexualmente satisfeitos, porém ao se controlar o sexo biológico, a correlação é verificada apenas entre os homens, os quais também demonstram tendência a ter maior intimidade corporal enquanto as mulheres valorizam carícias íntimas preliminares. Participantes com parceiro fixo chegam mais rápido ao orgasmo, embora reações corporais sejam percebidas mais comumente entre as mulheres.

Indicadores antropométricos de obesidade em portadores da síndrome de Down entre 15 e 44 anos

PID: S1981-46902009000400010 | Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Año: 2009
Autores: Silva Filho Silva Filho
O objetivo do presente estudo foi verificar a prevalência de sobrepeso e obesidade, a correlação entre o Índice de massa corporal (IMC) e os índices: Razão cintura quadril (RCQ) e Circunferência de cintura (CC) e comparar, entre os gêneros, a relação entre os índices em portadores da síndrome de Down (SD) com idades entre 15 e 44 anos. A amostra foi constituída por 33 portadores da SD residentes nos municípios de Itaperuna - RJ e Bom Jesus do Itabapoana - RJ, de ambos os gêneros, sendo 15 do sexo feminino com idade entre 14 e 38 anos (média ± DP; 23,8 ± 7,4 anos; IMC = 29,67 ± 5,64 kg/m2) e 18 do sexo masculino com idade entre 14 e 44 anos (média ± DP; 26,4 ± 8,4 anos; IMC = 27,68 ± 5,97 kg/m2). As medidas antropométricas de massa corporal, estatura, cintura e quadril, foram utilizadas para obtenção do IMC, da RCQ e da CC. Os níveis de associação foram verificados através do teste de Spearman e de Pearson quando apropriados e apresentaram os coeficientes de correlação mais elevados entre as variáveis IMC e CC nos grupos masculino (r = 0,926; p = 0,000), feminino (r = 0,874; p = 0,000) e também no geral (r = 0,892; p = 0,000). Assim, as associações mais fortes entre os indicadores antropométricos IMC e CC sugerem que estes indicadores integrados são bons preditores da obesidade generalizada e central, também em portadores de SD.
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