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O curso de pedagogia no contexto de formação para a docência na educação infantil.

PID: S0104-70432009000100014 | Revista: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Año: 2009
Autores: Oliveira
Este trabalho analisa o que dizem licenciandos/ as de suas experiências na formação para a docência na educação infantil em um curso de Pedagogia com habilitação em Educação Infantil e Magistério do Ensino Fundamental nas Séries Iniciais de uma universidade pública baiana. Tendo como referência a Pedagogia da Educação Infantil, a temática aqui discutida foi parte da pesquisa de mestrado1 , cujo objetivo foi avaliar a formação em Pedagogia para a docência na educação infantil na perspectiva da busca do sentido da qualidade. O percurso metodológico, com abordagem qualitativa, foi delineado por um estudo de caso do tipo etnográfico, trabalhando os seguintes instrumentos: análise documental, grupo focal, entrevistas semi- estruturadas e observação em três instituições públicas de educação infantil. Os dados foram tratados no viés da análise do conteúdo com uso da triangulação das fontes. Pelas informações encontradas, algumas das questões relevantes foram: a forma como o curso de Pedagogia é escolhido pelos/as licenciandos/ as; a desvalorização da educação infantil, enquanto espaço de profissionalização no magistério e sua visibilidade no âmbito acadêmico, compartilhada tanto pelos/as licenciandos/ as como pelos/as professores/ as-formadores/as; e, ainda, o sentido da convivência entre estes sujeitos no ambiente acadêmico como um ambiente formativo.

O uso do vídeo na educação infantil.

PID: S0104-70432009000100013 | Revista: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Año: 2009
Autores: Miguel Mendes
O presente artigo visa problematizar a prática pedagógica dos docentes da primeira infância, quanto ao uso do vídeo na Educação Infantil. O uso adequado e planejado do vídeo, de maneira significativa para as crianças pode promover o desenvolvimento do imaginário infantil, pois as crianças prestam atenção em cada movimento, transportam- se para o lugar dos personagens colocando-se em seu lugar, vivenciando e experimentando as aventuras do personagem. O vídeo pode tanto ampliar o imaginário das crianças quanto limitar essa imaginação e o próprio trabalho pedagógico a ser desenvolvido. Para compreender esse fator, o presente texto apresenta reflexões iniciais sobre ampliação e desenvolvimento da tecnologia, entendendo a tecnologia como cultura, com apoio teórico em reconhecidos autores nesta área. Apresenta uma breve relação da Tecnologia com a educação, focalizando as questões relativas à Educação Infantil.

Por que quem é pequenininho não ganhou um laboratório grandão? A criança no Programa de Informática Educativa da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro

PID: S0104-70432009000100010 | Revista: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Año: 2009
Autores: Sousa Gouvêa
Este estudo apresenta os resultados da análise das ações do Programa de Informática Educativa da rede municipal de educação da cidade do Rio de Janeiro, que levaram à exclusão da educação infantil, focalizando o período de implantação de 2001 a 2004. A hipótese inicial era a de que as concepções sobre criança dos participantes da elaboração do Programa de Informática Educativa ocasionaram a exclusão da educação infantil. A implantação é resgatada por meio de entrevistas com os professores autores que participaram dos diferentes momentos de implementação do referido programa. Estes produziram narrativas e, ao utilizar o texto “O Narrador” de Walter Benjamin como diretriz, criamos uma grande narrativa. Os profissionais entrevistados interagem, reconstruindo a história do Programa de Informática Educativa, e contam como a Educação Infantil foi tratada por esse programa por meio de suas concepções sobre criança. Concluindo a pesquisa, retorna-se à questão inicial e observa-se que a hipótese estava apenas parcialmente correta, pois são apontados outros fatores. Sugerimos, ao final, que a Secretaria Municipal de Educação da cidade do Rio de Janeiro garanta a participação cada vez mais direta das crianças de 4 a 6 anos e seus professores em seu Programa de Informática Educativa.

Quem educa nossos bebês? Política de recursos humanos para turmas de berçário

PID: S0104-70432009000100015 | Revista: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Año: 2009
Autores: Esquinsani
Com base em uma pesquisa documental amparada por uma revisão bibliográfica temática, o texto discute a política de recursos humanos para atuação nos berçários (turmas com crianças entre seis meses a dois anos), adotada por uma rede municipal de ensino do interior sul-rio-grandense. O texto desenvolve o tema embasado no pressuposto de que, para cuidar/educar bebês, também é preciso formação. Como conclusão, fica expresso que há, na rede pesquisada, a descrença na possibilidade da educação de bebês, o que leva a uma política de recursos humanos que supre vagas para o trabalho em berçários, regulada pelo paradigma da economia aos cofres públicos, através de serviços terceirizados de baixa qualificação. Assim, a dupla função da escola de educação infantil (cuidar e educar) encontra obstáculos no gerenciamento de recursos humanos que faz com que, em alguns casos, as turmas do berçário sejam simples locais de cuidado coletivo.

Repensando a infância em sua multiplicidade

PID: S0104-70432009000100005 | Revista: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Año: 2009
Autores: Lauro
O mundo atual tem sofrido grandes mudanças, o que exige um reposicionamento do homem e da infância, um repensar de novos valores e novos conceitos. Um novo olhar para a infância ou, quem sabe, mesmo um “escutar” a infância que já esteve por tanto tempo silenciada. Nosso objetivo é discutir a diversidade na/da infância. Como se dá a questão do espaço-tempo na infância, da modernidade à atualidade. O modelo de criança ideal, “normal”, surge na modernidade quando se busca o modelo de “homem padrão”. Na atualidade, o que se problematiza é a quebra da normalização da infância, o respeito às diferenças, ao tempo de cada criança e ao espaço-infância vivido de forma intensa e única. Por fim, indagamos sobre o papel da escola enquanto perpetuadora do padrão de normalidade na/da infância. Se a escola julga um tempo certo e uma maneira adequada de ser criança, ela rompe com qualquer possibilidade de permitir ao outro ser da maneira que é, fazendo do modo que pode, tendo o tempo de que precisa. Cabe a nós, educadores, discutirmos o respeito à diversidade na/da infância a fim de que se possa romper com os padrões de normalidade preestabelecidos na Modernidade.

Transformações espaciais na creche: a busca de lugares de desenvolvimento

PID: S0104-70432009000100021 | Revista: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Año: 2009
Autores: Moreira Vasconcellos
O trabalho busca investigar como crianças de 04 a 23 meses e seus educadores organizam e transformam o espaço/lugar da creche. Utilizamos o estudo de caso como método para avaliar como o ambiente para crianças pequenas tem sido planejado pelos educadores. Analisamos os critérios de seleção e disposição do mobiliário e equipamentos. Investigamos as transformações espaciais ocorridas nas salas de atividades de 3 berçários (1 BI e 2 BII) organizadas pelos educadores, orientadas pela direção, em parceria com a equipe de pesquisa de 2006 a 2008, numa creche institucional do município do Rio de Janeiro.1 Foram introduzidos estruturadores espaciais e realizadas fotografias, oficinas e sessões reflexivas com os educadores, quando discutimos nossas propostas de investigação, levando-os a construir um olhar investigativo e reflexivo sobre os ambientes construídos. À medida que os educadores participaram da pesquisa, a organização do espaço ganhou um lugar diferenciado no trabalho pedagógico, deixando de ser elemento secundário de seus planejamentos. Os educadores puderam redimensionar a própria compreensão dos aspectos espaciais na ação pedagógica, potencializando os ambientes das salas de atividades. Igualmente, contribuímos para a formação permanente da creche, provocando um repensar coletivo das ações cotidianas naturalizadas, levando-os a entender que o espaço é pedagógico.

A educação do oficialato castrense no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves no regulamento de 1816 do Real Colégio Militar da Luz

PID: S1519-39932009000100002 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Casulo
Com a primeira invasão napoleónica de Portugal, em 1808, o Rei e a Corte deslocaram-se para o Brasil, a partir de onde, em 1815, viria a ser fundado o Reino Unido de Portugal, do Brasil e Algarves. Para contribuir para a consolidação deste novo Reino Unido, D. João VI, em 1816, no regulamento do Real Colégio Militar da Luz, lançou as bases de uma educação conjunta do oficialato castrense que viesse a servir quer no Exército português quer no Exército brasileiro. O presente artigo investiga o que nesse regulamento se estipula quanto ao estatuto dos professores e dos alunos, bem como quanto ao plano de estudos e a outras atividades educativas.

A moda e o celibato pedagógico: pressupostos éticos e higienistas na educação da década de 1920

PID: S1519-39932009000200010 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Menezes
Este artigo examina os pressupostos éticos e higienistas presentes na educação brasileira da década de 1920, por meio da produção intelectual do educador potiguar Nestor dos Santos Lima. Para tanto, faz uma análise dos pressupostos éticos e higienistas dos saberes da época, tomando por objeto duas publicações do autor: “As Modas e A Educação”, artigo publicado na revista Pedagogium em 1921 e “O Celibato Pedagógico”, tese apresentada por Nestor Lima no I Congresso Nacional de Educação, em 1927. A investigação procura traçar um paralelo entre essas publicações, colocando os pressupostos éticos e higienistas sob a ótica da normalização social que se faz presente no discurso educacional.

A publicização e a legitimação da educação não formal

PID: S1519-39932009000200006 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Garcia
A educação não formal como área do conhecimento pedagógico passou a ser observada como válida e como possibilitadora de mudanças, inclusive dentro da própria concepção de educação, a partir de seu aparecimento e de sua inclusão como área pedagógica em documentos e artigos relevantes da área educacional. A prática construída pela educação não formal foi observada e passou a ser considerada como uma possibilidade educacional no momento de debates sobre a crise da educação escolar. Outros jeitos de “fazer” educação foram percebidos como válidos e, a partir de então, ganharam espaço, status e uma nova área educacional, por oposição ao que estava (e está) em crise, é legitimada. Parece ser esse o momento de criação não da ação da educação não formal, mas desta como área conceitual.

A relação teoria e prática no campo do estágio

PID: S1519-39932009000100006 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Abdalla
O presente estudo pretende analisar a relação teoria e prática no campo do estágio sob diferentes perspectivas. A primeira parte trata do embate teórico sobre o campo do estágio, destacando a inadequação de como ele é tratado na formação inicial e apontando para a necessidade de que se articule como prática de reflexão. A segunda discute a problemática política, apresentando as formas de regulações do estágio (as disposições legais que estruturam o seu campo) e as implicações desta política curricular na cultura do estágio interiorizada, para pensá-lo no âmbito epistemológico e metodológico. Considerando-se alguns limites e possibilidades para ressignificar a relação teoria e prática, compreende-se que ela só se concretiza se fizermos do estágio um projeto de formação de professores que possibilite ampliar a problematização do trabalho docente, das práticas profissionais e a transformação pessoal/profissional dos estagiários.

Concepções e práticas de educação ambiental na escola pública

PID: S1519-39932009000100008 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Almeida Cavalari
Neste artigo apresentamos parte de uma pesquisa realizada com professores de Ciências que elaboraram e desenvolveram projetos de Educação Ambiental, buscando identificar as concepções de Educação Ambiental e caracterizar as práticas pedagógicas desenvolvidas nesses projetos. Foram sujeitos desta pesquisa três professoras de três escolas públicas de Ensino Fundamental e os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram entrevistas, observações das práticas pedagógicas e análise documental dos projetos. Os resultados revelaram que as diferentes concepções de Educação Ambiental permearam o discurso, bem como as práticas pedagógicas desenvolvidas. Pode-se afirmar que só haverá concretização dos projetos se os professores participarem do planejamento e da elaboração das propostas de Educação Ambiental, tendo em vista que a estrutura, o funcionamento das Escolas Públicas e a fragmentação do currículo escolar impõem determinados obstáculos à prática pedagógica da Educação Ambiental nas Escolas Públicas Estaduais.

Encontros e desencontros entre teoria e prática nos registros avaliativos de matemática de duas escolas estaduais de Mato Grosso

PID: S1519-39932009000100009 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Silva Darsie
Este texto é parte de uma pesquisa que tem como foco a análise e compreensão de concepções de avaliação e de conhecimento matemático de professores do Ensino Fundamental, em que buscamos compreender as concepções expressas nos relatórios avaliativos e como se dá a elaboração dos mesmos. A pesquisa foi realizada em cinco escolas estaduais do município de Cáceres, Mato Grosso, envolvendo professores de Matemática do Ensino Fundamental. Utilizamos uma abordagem metodológica qualitativa, com análise interpretativa dos dados. Das escolas investigadas, encontramos duas que optaram por fazer o registro avaliativo em fichas. É este recorte da pesquisa que trazemos para discussão: a análise das fichas avaliativas e as justificativas dadas pelas professoras para sua adoção. Entre estas estão: a falta de preparo específico e de atualização para exercer a difícil tarefa de avaliar; salas de aulas com muitos alunos, entre outros aspectos.

Escola-favela, conhecimentos, transgressão e poder: esses meninos não têm jeito?

PID: S1519-39932009000200009 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Silva
O objetivo deste artigo é apresentar uma pesquisa de doutorado, em andamento, e discutir uma problemática histórica acerca dos tensionamentos existentes na relação escolas públicas- classes populares. Trago como ponto de partida, para problematização, duas situações vivenciadas em escolas públicas em períodos diferentes. Ambas envolvem trajetórias de vidas e estratégias de sobrevivência. Os conflitos entre as lógicas de aprendizagem que alguns estudantes constroem fora da escola e as tentativas de enquadramentos em modelos de comportamentos institucionais são o ponto central da discussão a que aqui me proponho. Trago para o debate a questão da colonialidade do saber. Busco fundamentação teórica em Quijano e Boaventura Santos, ancorando-me nas noções de eurocentrismo e epistemicídio para tentar compreender os processos de exclusão e estigmatização daqueles estudantes de escolas públicas que constroem lógicas de conhecimentos fora da escola, e que não se enquadram nos modelos, ao contrário, desafiam os modelos. Porém, em função disso, são considerados transgressores e constantemente convidados a se retirarem das escolas, ainda que tal “convite” seja feito de forma sutil e não formalizada.

Globalización y enseñanza de lenguas: hacia una clase rizomática

PID: S1519-39932009000100004 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Fernández Aquino Pereira Valdés Puentes
O trabalho inicia-se com a contextualização das condições em que vive a sociedade pós-moderna. Faze- se uma análise dos aspectos econômico-sociais e sócio-lingüísticos para inserir nesse contexto a problemática do ensino de línguas. Combinam-se diferentes enfoques de interpretação do fenômeno que Sygmunt Bauman chamou de modernidade líquida, partindo de autores como Edgar Morin e Nicolau Svcenko. Trabalham-se os conceitos de complexidade, multiculturalismo, pluriculturalismo, multilingüismo, plurilingüismo, rizoma, etc. A teoria do rizoma de Deleuze & Guattari serve de marco para elaboração de uma concepção rizomática da aula de língua, de acordo com as circunstâncias, os problemas e as realidades do mundo de hoje.

Inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais no sistema regular de ensino fundamental: a formação docente em ciências biológicas

PID: S1519-39932009000100010 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Garutti Tozo
A falta de profissionais capacitados na área da Educação Especial faz com que os portadores de necessidades especiais fiquem excluídos das salas de aula convencionais, dificultando a socialização do indivíduo. Diante dessa situação, a proposta de inclusão escolar constitui-se em um desafio para a prática dos educadores. A inclusão social é considerada o processo pelo qual a sociedade se adapta para incluir em seus sistemas sociais pessoas com necessidades especiais, para que, simultaneamente, estas possam se preparar para assumir seus papéis na sociedade. O objetivo deste trabalho consiste em identificar, através de uma pesquisa descritiva, as percepções dos graduandos do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário de Maringá sobre a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais nas classes comuns do sistema regular de ensino. A pesquisa constituiu-se tendo como sujeitos participantes alunos do 1º e 4º anos do curso de Ciências Biológicas, sendo que a opção por essas duas séries pode ser justificada pelo fato de caracterizarem duas fases importantes na formação do futuro educador. Verificou-se que a formação do futuro educador é preocupante, pois não há uma preparação contínua no decorrer do curso, uma vez que 50% dos alunos sentem-se despreparados e 31% inseguros para lidar com tal situação. A maioria dos entrevistados tem médio grau de interesse em atuar com alunos especiais, embora, 43% classifiquem como mínimos os conhecimentos adquiridos no transcorrer do curso. Considerando a importância da inclusão social para a socialização desses indivíduos, a formação do professor é fundamental nesse processo.

Inclusão social na educação não formal: o instituto arte no dique como experiência alternativa diante da crise do ensino escola

PID: S1519-39932009000200008 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Toledo
Diante da crise de identidade e de valor da instituição escolar, buscou-se verificar a importância da prática artística - num espaço de educação não formal - como mediadora do processo de inclusão social de sujeitos em condições de risco. O Instituto Arte no Dique, situado na periferia da cidade de Santos, que contempla os moradores da favela conhecida como Dique de Vila Gilda, constituiu o campo de pesquisa, com ênfase na prática educativa de adolescentes e crianças integrantes da banda de percussão Querô. Realizou-se estudo de caso de abordagem qualitativa, utilizando-se a perspectiva dialética. Os sujeitos pesquisados revelam a busca de expressão cultural por meio da arte que praticam, utilizando-a de forma significativa para a construção de sua autonomia, para a promoção de mudanças históricas e conquista dos direitos de cidadãos. Evidencia-se a necessidade de maior abertura da escola para práticas pedagógicas diferenciadas e para os espaços de educação não formal.

Leitor-autor: o sujeito construtor de sentido

PID: S1519-39932009000100003 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Arena
Diversas formas de ler e escrever foram geradas pelo homem no decorrer da história e continuam em constante processo de transformação, porque os homens criam instrumentos e realizam representações que são mediadoras de significados em cada época e cultura. O homem criou um novo suporte de texto, o hipertexto, que provocou mudanças no meio social. Neste contexto, o presente artigo tem como objetivo discutir como a tecnologia pode transformar o modo de operar e de pensar do leitor do século XXI, diluindo fronteiras rígidas entre autor e leitor que tradicionalmente são entendidos como opostos.

O currículo nos atravessamentos pós-modernos

PID: S1519-39932009000100005 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Henning
Querendo problematizar sobre o currículo escolar, o presente artigo tem intencionalidade de traçar as teorizações curriculares e suas implicações, ao longo da trajetória histórica, anunciando os atravessamentos de um tempo pós-moderno. Busca indagar sobre as posturas curriculares favorecedoras de pensares e fazeres marcadamente delimitados, buscando sempre um ideal de sujeito, de práticas, constituindo um binarismo pedagógico que legitima alguns fazeres e não outros. Investigar teorizações que vão compondo os entendimentos de currículo é propósito deste texto que busca nas teorias tradicionais, críticas e pós-críticas os estudos desenvolvidos sobre currículo, especialmente no Brasil. Na tentativa de provocar nosso pensamento, indaga concepções das teorizações críticas em Educação, problematizando as questões de saber e poder no território contestado do currículo escolar.

O ensino de filosofia: caracterização, organização e dificuldades no ensino-aprendizagem

PID: S1519-39932009000100011 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Pimentel Monteiro
O ensino de filosofia é uma atividade que exige criatividade e conteúdo, o docente precisa conhecer a especificidade da filosofia e, antes de tudo, fazer a experiência de uma postura criteriosamente filosófica, postura essa que examina o dito, o pensado; pensando nas razões pelas quais as afirmações figuram na sala de aula. Esse espaço pedagógico, a sala de aula, é um laboratório de aprendizado. Dificuldades não estão fora de tal contexto, pois toda atividade que necessariamente exige conceituação traz as dificuldades próprias de tal atitude. Contemplando a realidade da volta da filosofia ao ensino médio, a pergunta, em tempos de educação ligada à aprovação no vestibular, persiste e aparece na escola: “O que é a filosofia?”. Tal resposta é sim um problema filosófico.

O início da escolarização primária no final do século XIX em dois núcleos coloniais italianos

PID: S1519-39932009000200011 | Revista: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Año: 2009
Autores: Mimesse Maschio
Este artigo aborda a maneira como ocorreu o processo de escolarização primária nas colônias italianas de Alfredo Chaves no Paraná e de São Caetano em São Paulo no final do século XIX e início do século XX; analisa as iniciativas de abertura das primeiras escolas, identifica seus professores, alunos, condições de funcionamento e conflitos, e questiona o interesse desses imigrantes pelo ensino institucionalizado. Embora os dois núcleos coloniais tenham passado pelo crivo de uma política provincial diferenciada, alguns aspectos da colonização, organização e formação econômica, social e cultural apresentaram similaridades. As fontes utilizadas neste estudo compõem-se dos mais variados documentos encontrados nos acervos dos arquivos públicos dos citados Estados. Conclui-se que esse processo representou aspectos que explicam a motivação pelo ensino institucionalizado: a escola foi um elemento fundamental na integração dos imigrantes na sociedade.
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