A produção da diferença e da aprendizagem na sala de aula
PID: S1984-71142008000100002 |
Revista: Contrapontos (1984-7114) |
Año: 2008
Autores: Maia Caldeira Tosta
Este artigo foi escrito com a intenção de discutir o entendimento que duas professoras têm do conceito de diferença e analisar as implicações desse entendimento na relação professor-aluno e no processo de aprendizagem dos alunos. Partimos do princípio que a diferença e a aprendizagem são produzidas por meio de interações sociais e que essas, a priori, não são formativas. Para tanto discutimos que a compreensão do conceito de diferença, construído a partir da vida cotidiana, necessita desvincular-se de sua visão cotidiana, pois, só então é possível aos professores compreender as ações empreendidas nas relações pessoais e/ou nas relações educativas. Apoiando-nos na diferença de percepção das duas professoras em relação a um mesmo aluno, selecionamos fragmentos de situações de interação na sala de aula pertinentes ao objeto de análise. Concluímos que as interações sociais formativas dependem de condições que as façam favoráveis a um processo saudável de produção da diferença e da aprendizagem. Para nós, categorias conceituais discriminatórias geram o conformismo e a passividade, enquanto categorias respeitosas e igualitárias geram o envolvimento, a flexibilização e o engajamento. São estas últimas, portanto, as mais desejáveis ao processo de formação humana e ao desenvolvimento dos indivíduos.