☰ Menu
Educ@

Búsqueda por Índice

Filtro por título, resumen, autor, revista y año

Total: 41435 | Página 1846 de 2072
0 resultados seleccionados

Os sentidos de natureza na formação e na prática científica

PID: S1517-97022007000200011 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Falcão Faria
Investigou-se o alcance das idéias, das imagens e dos conceitos associados ao termo natureza: de que modo cientistas - homens e mulheres que não apenas produzem ciência, mas formam outros cientistas - concebem a idéia de natureza? Exercício comparativo foi realizado com um grupo de sujeitos não acadêmico. Enunciados relacionados ao termo natureza foram investigados nos dois grupos: o primeiro era de pesquisadores-professores de um departamento de bioquímica, e o segundo de motoristas e trocadores de uma linha de ônibus. Mediante a metodologia de análise do discurso do sujeito coletivo, identificaram-se os discursos de natureza, de modo a permitir uma comparação entre eles. Foi usado o conceito de representação social. Mostrou-se que, entre os grupos, as diferenças de formação científica manifestaram-se nas exemplificações marcadas por termos técnicos, usadas pelos bioquímicos. No entanto, as categorias que fundamentam as idéias sobre natureza mostraram-se semelhantes. Foi possível notar que os bioquímicos, mesmo lançando mão de natureza como referente do trabalho científico, acabaram por admitir, de modo geral, a sua incapacidade de precisar o significado do termo. Os resultados revelam a existência de uma lacuna na formação científica superior: a carência de uma formação epistemológica. Essa conclusão de cunho educacional é complementada por apontamentos sobre as relações entre formação científica, filosofia da ciência e impacto social da atividade científica.

Otobiografia como escuta das vivências presentes nos escritos

PID: S1517-97022007000300006 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Monteiro
Este texto é parte da fundamentação teórica da tese de doutorado intitulada: Quando a Pedagogia forma professores: uma investigação otobiográfica, defendida na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. O objetivo deste texto é explicitar o sentido de otobiografia, abordagem teórica que fundamentou o método da pesquisa. Esse conceito metodológico, construído a partir de Jacques Derrida, busca mostrar o sentido das vivências resultante da escuta que Nietzsche sugere ser feita. Essas vivências operam na produção escrita. Por isso, com a otobiografia, questiona-se a dynamis do texto, designando-a como a força, a potência virtual e móbil que dão vivência aos escritos. Pela investigação otobiográfica, importa dar outro sentido ao biográfico e sua assinatura - o autobiográfico. Derrida nos ajuda a pensar a estreita vinculação entre as vivências e a produção textual, amparado pela leitura que faz de Nietzsche. Entende que só artificialmente podemos separar um texto da vida de seu autor. Com esse método, é possível - e esse foi o objetivo da tese de doutorado - escutar as vivências de professores em formação por meio dos seus escritos. O pesquisador, nesse caso, coloca-se como ouvinte das vivências de formação, afinal são elas que nos mostram os valores e os saberes efetivados ao longo de um tempo de vida. O texto está estruturado da seguinte forma: depois de constituída questão que sustenta este trabalho, o conceito otobiografia é estabelecido a partir do livro homônimo de Derrida e dos textos de Nietzsche. Procuro mostrar o que está em foco na investigação otobiográfica, qual seja: a audição das vivências. Para tal, é forçoso restabelecer a questão geradora da pesquisa: o que quer o autor ao escrever seu texto? A trilha labiríntica sulcada por esse método persegue as vivências presentes nos escritos.

Pelas vias de uma didática da obra de arte

PID: S1517-97022007000300008 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Pougy
Trata-se de um artigo teórico, de cunho filosófico-educacional, visando analisar o dispositivo saber-poder da didática e propor a base epistemológica para a construção de uma Didática da Obra de Arte. A partir da perspectiva pós-estruturalista, com destaque para a produção de Michel Foucault, faz-se uma arqueologia dos discursos didáticos da Bíblia, da Didactica magna de Comenius, do O Emilio ou da Educação de Rousseau e do Democracia e Educação de Dewey, e percebe-se que esses discursos compartilham, a despeito de suas especificidades e seus diferentes objetos, o mesmo paradigma geral segundo o qual se estruturam os saberes científicos da comunicação. Também a partir da perspectiva pós-estruturalista, enfocando as idéias de Gilles Deleuze e Felix Guattari, propõe-se a base epistemológica para a construção de novas formas de pensar a didática ou a relação educação-comunicação. Assim como Deleuze e Guattari afirmaram que existe uma pedagogia que é do Conceito, pode-se propor a existência de uma Didática que é da Obra de Arte. Essa didática, que entende a relação didática como agenciamento e a comunicação como redundância e observação, pode ajudar-nos a compreender os momentos em que o processo de ensino e de aprendizado se processa entre o mundo do ruído e da construção de sentido, o mundo da criação.

Pelas vias de uma didática da obra de arte

PID: S1517-97022007000300007 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Pougy
Trata-se de um artigo teórico, de cunho filosófico-educacional, visando analisar o dispositivo saber-poder da didática e propor a base epistemológica para a construção de uma Didática da Obra de Arte. A partir da perspectiva pós-estruturalista, com destaque para a produção de Michel Foucault, faz-se uma arqueologia dos discursos didáticos da Bíblia, da Didactica magna de Comenius, do O Emilio ou da Educação de Rousseau e do Democracia e Educação de Dewey, e percebe-se que esses discursos compartilham, a despeito de suas especificidades e seus diferentes objetos, o mesmo paradigma geral segundo o qual se estruturam os saberes científicos da comunicação. Também a partir da perspectiva pós-estruturalista, enfocando as idéias de Gilles Deleuze e Felix Guattari, propõe-se a base epistemológica para a construção de novas formas de pensar a didática ou a relação educação-comunicação. Assim como Deleuze e Guattari afirmaram que existe uma pedagogia que é do Conceito, pode-se propor a existência de uma Didática que é da Obra de Arte. Essa didática, que entende a relação didática como agenciamento e a comunicação como redundância e observação, pode ajudar-nos a compreender os momentos em que o processo de ensino e de aprendizado se processa entre o mundo do ruído e da construção de sentido, o mundo da criação.

Professor: protagonista e obstáculo da reforma

PID: S1517-97022007000300010 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Evangelista Shiroma
O artigo discute a formação docente no contexto da reforma do Estado no Brasil, articulada às recomendações dos organismos internacionais para a Educação no início do século XXI. Para tanto, utiliza-se do conceito de Agenda Globalmente Estruturada para a Educação (AGEE), proposto por Roger Dale. Esse conceito permite pensar sobre tais reformas, apreendendo-as na dinâmica estabelecida entre países centrais e países periféricos no interior da divisão internacional do trabalho. A análise incide sobre três grandes projetos para a Educação na América Latina e Caribe: o Proyecto Regional de Educación para América Latina y el Caribe - PREALC -, patrocinado pela UNESCO; o Plan de Cooperación, resultante das Cumbre Iberoamericana de Educación, patrocinadas pela OEI; e os Proyectos hemisféricos en educación, patrocinados pela OEA. Privilegia-se, neste artigo, o modo pelo qual essas organizações procuram construir o professor como protagonista e, ao mesmo tempo, como obstáculo à reforma educacional, desqualificando-o teórica e politicamente. Procura-se evidenciar que, no corpus documental dos organismos indicados, dois conceitos são fundamentais para a compreensão da reforma da formação: profissionalização e gerencialismo. A centralidade atribuída a ambos tem em vista ampliar o controle sobre a categoria do magistério e sua potencial capacidade de opor-se às reformas e ao Estado. Corrobora-se a tese de que a reforma educacional tem pouco a ver com questões propriamente educativas e muito mais com a busca de uma nova governabilidade da Educação pública.

Qualidade de ensino e gênero nas políticas educacionais contemporâneas na América Latina

PID: S1517-97022007000100002 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Stromquist
Este artigo examina o conceito de qualidade de ensino no contexto das principais políticas globais e regionais propostas por agências financiadoras internacionais - como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento -, por acordos internacionais - como, por exemplo, as políticas previstas pelo Educação para todos e os Objetivos de desenvolvimento do milênio - e também pela sociedade civil global - como o Fórum Social Mundial e o Fórum Mundial de Educação. A análise do conteúdo dos discursos desses grupos distintos e influentes revela que a qualidade é definida e avaliada exclusivamente em termos cognitivos e reduzida a duas habilidades básicas: matemática e leitura. A qualidade, portanto, está dissociada de processos de transformação social, aos quais a educação deveria prestar uma contribuição essencial. Políticas globais de grande vulto, como o Educação para todos e os Objetivos de desenvolvimento do milênio, não consideram a importância da introdução da conscientização de gênero na concepção de uma educação de qualidade. Seus objetivos contemplam o gênero somente no que se refere ao acesso igualitário de meninas e meninos à escola. A autora argumenta que a não-inclusão do gênero no currículo e a não-formação de professores para reconhecer as questões de gênero nas práticas cotidianas da escola e da sala de aula contribuem para a persistência de valores e práticas que reafirmam distinções arbitrárias e assimétricas entre homens e mulheres. Numa perspectiva feminista, a autora enfatiza que é necessário que a qualidade ultrapasse a questão do acesso e inclua o tratamento igualitário de meninas e meninos na sala de aula, bem como um conteúdo curricular que despolarize o conhecimento das identidades de gênero que afetam o cotidiano das pessoas, tais como educação sexual, violência doméstica e cidadania. Além disso, é necessária a inclusão de práticas escolares que desenvolvam personalidades positivas e seguras, tanto nas meninas como nos meninos.

Retos y tensiones de la formación docente en el actual proceso de transformaciones

PID: S1517-97022007000200003 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Ofelia Chaile
El artículo expone los resultados de un estudio teórico sobre el tema Formación Docente (FD) en relación con el juego de lo social. Se efectúa un análisis general de las condiciones estructurales que, a nivel de globalización, inciden en la configuración política regional-local. Luego, asumiendo el enfoque de la regulación, se interpreta cómo las decisiones de la política educacional promocionan o estabilizan las funciones, perfil y actuación que el docente desempeña. La reflexión sobre el tema es objeto de estudio en proyectos de investigación que se llevan a cabo en Salta, Argentina. La metodología de abordaje incluye un rastreo histórico evolutivo desde los '60-'70 a la actualidad, argumentando y comparando fuentes conceptuales e interpretativas que - en la región - fundamentan la función asignada al maestro y al profesor. Se complementa el análisis epocal considerando factores sociales, históricos, culturales que lentamente se asumen en el cambio del perfil profesional docente. Esta suerte de inmutabilidad formativa docente resultaría coherente con la política de regulación que impone el gobierno. Sin embargo, la potencia del movimiento social que origina la globalización en los últimos tiempos, conduce a cambios profundos en la preparación de los docentes, bajo la modalidad de reformas y transformaciones. Pese al interés del gobierno por modificar la formación docente, continúa efectuándose un manejo político coactivo e interesado, que repercute en los órdenes de la gestión y la práctica institucional de la formación. Finalmente se postulan principios a considerar para asumir el reto de las transformaciones en la formación docente local.

Saberes docentes e formação inicial de professores: implicações e desafios para as propostas de formação

PID: S1517-97022007000200007 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Almeida Biajone
Trata-se de um estudo que teve por objetivo discutir as implicações e repercussões das pesquisas acerca do knowlwdge base para a formação inicial de professores. Esse campo de pesquisa surge em âmbito internacional na década de 1980 e vem apresentando expressiva profusão e multiplicação dos estudos na área. A importância desses estudos é atribuída, em grande parte, ao seu potencial no desenvolvimento de ações formativas que vão além de uma abordagem acadêmica, envolvendo as dimensões pessoal, profissional e organizacional da profissão docente. Foram analisadas obras de autores de referência na área como Tardif, Gauthier e Shulman. A análise das produções deu-se a partir de dois enfoques: primeiro, buscou-se apreender como definem saberes docentes numa perspectiva conceitual e tipológica e, depois, identificou-se indícios de alternativas de natureza teórica e prática para a formação inicial de professores. O estudo revela que a elaboração de um repertório de conhecimentos para o ensino, tendo como referência os saberes profissionais dos professores tais como estes os mobilizam e utilizam em diversos contextos do trabalho cotidiano, permite a introdução de dispositivos de formação que visem habituar os futuros educadores à prática profissional. Destaca-se a necessidade de garantir que as formações cultural, científica, pedagógica e disciplinar estejam vinculadas à formação prática, consolidando, assim, uma Teoria do Ensino.

Uma concepção pragmática de ensino e aprendizagem

PID: S1517-97022007000300005 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Gottschalk
Com a virada lingüística no final do século XIX, surgiram novas epistemologias que passaram a considerar o papel fundamental da linguagem e de sua práxis na constituição dos sentidos da nossa experiência. Em particular, o filósofo Wittgenstein passa a falar em jogos de linguagem para enfatizar as atividades envolvidas com a linguagem, vistas como instrumentos lingüísticos por excelência. Não obstante, o pragmatismo na Educação continuou reservando à linguagem apenas a função de descrever a experiência ou de ser sua representante. Nesse sentido, o texto propõe uma reflexão sobre o ensino e a aprendizagem no contexto escolar que tenha como referência uma epistemologia de inspiração wittgensteiniana, a pragmática filosófica, com o intuito de se repensar as atuais práticas pedagógicas, as quais têm oscilado entre uma concepção essencialista da Educação (todos constroem um mesmo conhecimento) e, no outro extremo, a possibilidade de um relativismo total. Entre o transcen-dental e o empírico, a pragmática filosófica nos dá instrumentos para ver a atividade do ensino como a apresentação de uma determinada visão de mundo, fundamentada em regras de natureza convencional, e que, portanto, não são passíveis de ser descobertas pelo aluno, mas ao mesmo tempo são as condições de sentido para que o aluno, uma vez persuadido pelo professor, possa organizar de uma outra maneira a sua experiência orientada por essas regras.

Vãs querelas e verdadeiros objetivos do ensino da literatura na França

PID: S1517-97022007000200002 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2007
Autores: Verrier
Discutem-se aqui as questões envolvidas na polêmica que agitou a França em 2000, quando professores, alunos, governo e sociedade em geral se juntaram em dois campos adversários sobre o ensino de literatura: ensino novo x cursus clássico. Neste ensaio, procura-se situar a questão de uma perspectiva histórica e identificar desafios que sejam fundamentais para a literatura e o ensino, tentando ver em que medida ambos os campos adversários contribuem para uma discussão que é hoje premente em todo o mundo ocidental. A propalada crise do ensino de francês é discutida a partir da argumentação de que a crise está como sempre esteve e como ainda estará, uma vez que as mentalidades não evoluem no mesmo ritmo que as reformas institucionais, as leis, os programas, as instruções oficiais que pretendem regê-las. Para argumentar em prol dessa posição, investigam-se na história do ensino francês os momentos de crise, suas razões e suas soluções. Enfocando sempre a literatura, discutem-se por fim as mudanças do ensino nos anos 1970 do século findo, as quais deram origem às alterações propostas pelos novos documentos oficiais, alvo da polêmica que ainda hoje reverbera fortemente entre a intelectualidade. O texto termina propondo uma tomada de consciência das tensões existentes, visando a um entendimento e não ao apego a posições extremadas, as quais não são capazes de trazer solução para o problema.

A sala de aula como um espaço que constitui a identidade gaúcha

PID: S0100-31432007000200004 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Freitas
Este artigo objetiva fazer uma reflexão sobre a construção da identidade gaúcha e sobre a importância da Escola enquanto um espaço singular, no qual se aprendem determinados conceitos identitários. Entendo que, apesar de esses conceitos estarem presentes durante toda a vida escolar de alunos e alunas, é nas primeiras séries do Ensino Fundamental que eles são privilegiados. Considerando-se que a identidade cultural e social é definida através de lutas dos diferentes grupos pela imposição de determinados significados, analiso, a partir de uma perspectiva não-essencialista da identidade, como se formou a representação hegemônica do “ser gaúcho” a partir da figura do mito do gaúcho, para, a seguir, discutir o papel da Escola como um espaço privilegiado na construção dessa identidade gaúcha hegemônica.

Anotações e inquietações acerca do objeto, da criança, do simbolismo

PID: S0100-31432007000200007 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Fernandes
Este artigo trata do simbolismo construído por crianças-alunos e adultos-educadores, a partir de objetos escolhidos e tomados na condição de signo, símbolo e ícone, como um procedimento metodológico para a construção dos caminhos e escolhas de trabalho pedagógico que compõem um currículo aberto e plural, em um contexto formal-escolar.

Antropologia da ciência, educação ambiental e Agenda 21 Local

PID: S0100-31432007000100008 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Branquinho Santos
O artigo tem como objetivo apresentar uma contribuição da Antropologia da Ciência à Educação Ambiental. Para tanto, discute a dicotomia objeto-sujeito à luz da noção de simetria entre natureza e cultura, tal como apresentada por Bruno Latour. A principal conseqüência desta discussão é a possibilidade de estabelecer em bases epistemológicas um diálogo entre os sistemas de conhecimento popular e científico sobre a natureza e a saúde. No campo educacional, essa discussão se traduz na possibilidade de formulação compartilhada por especialistas e comunidade de ações que visam minimizar a variedade de problemas socioambientais locais.

Contribuições da história das disciplinas escolares para a história do ensino de ciências

PID: S0100-31432007000100007 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Ern Aires
Estudos demonstram que a história do Ensino de Ciências no Brasil tem sido pouco explorada em teses e dissertações. Os que existem, em geral utilizam como referência alguns trabalhos que se tornaram paradigmáticos e que têm uma descrição hegemônica do período anterior à década de 50, sem que sejam empreendidas novas pesquisas empíricas referentes àquele período. O objetivo deste artigo será problematizar essa descrição, pois estaremos argumentando que, a partir de uma pesquisa sobre a história da disciplina escolar química em uma instituição de Ensino Secundário de Santa Catarina, verificou-se que, em alguns colégios jesuítas do sul do Brasil, o ensino de ciências apresentava características diferentes daquelas descritas na maioria das pesquisas que se reportam à primeira metade do século XX.

Grafite e o ensino da arte

PID: S0100-31432007000100005 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Lazzarin
Neste artigo, a partir do exemplo do movimento grafite, problematizo algumas características da arte contemporânea que, na maioria das vezes, são desconsideradas pelos currículos escolares. Inicialmente, faço algumas considerações sobre a dualidade discursiva entre a arte de rua e a arte de museu. Em seguida, apresento um breve relato sobre a história e as características do movimento grafite, inclusive no contexto de Roraima. Para finalizar, discuto alguns aspectos a serem repensados pelos professores de Arte, a partir do anacronismo existente entre a diversificação da produção artística contemporânea e os currículos da disciplina de Arte.

Marcas das diferenças nas políticas de inclusão social

PID: S0100-31432007000100006 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Zucchetti Klein Sabat
Este artigo apresenta uma análise de alguns documentos que compõem as Políticas Nacionais que têm referenciado ações afirmativas. Objetiva identificar as regularidades enunciativas presentes nos discursos que determinam as marcas das diferenças dos sujeitos da educação mencionados nos documentos. Apesar de fazer referência a políticas de diferentes áreas e com amplitudes diversas, observamos que as legislações compartilham uma racionalidade que se destina a parcelas específicas das populações, principalmente àquelas que são consideradas vulneráveis aos riscos sociais de discriminação, de marginalização, de pobreza e, conseqüentemente, de exclusão social.

Narrativas de professoras sobre a(s) língua(s) na educação de surdos

PID: S0100-31432007000200005 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Karnopp Klein
Este artigo apresenta resultados de uma investigação sobre as experiências de professoras com alunos surdos e com a língua de sinais, em contextos de escolas de surdos, classes especiais ou em situação de inclusão. Aplicamos questionários com perguntas abertas, respondidos por professoras participantes de um curso de capacitação no ensino da Língua Portuguesa para surdos. Das narrativas das professoras podemos inferir que, apesar do reconhecimento da língua de sinais como a língua da educação dos surdos, o uso dessa língua na escolarização acaba não acontecendo, uma vez que quase a metade dos profissionais entrevistados não consegue se comunicar de forma eficiente, em língua de sinais, com seus alunos surdos. Observamos ainda uma variedade de propostas direcionadas ao ensino de leitura e escrita, ligadas, evidentemente, às diferentes concepções de língua e de ensino de língua.

Ordenando poder-saber: produção de identidades e hierarquização de diferenças

PID: S0100-31432007000100003 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Bampi
Utilizando-me das ferramentas analíticas de tecnologias de governo e de racionalidades políticas, apresento um dos resultados da pesquisa em que analisei o governo do multiculturalismo. O objetivo deste artigo é demonstrar como a Etnomatemática, na condição de um dispositivo de governo multicultural, operacionaliza-se por meio de tecnologias do multiculturalismo, atualizando modos de governo multiculturais pela produção de identidades e hierarquização de diferenças. Aponto para a produtividade analítica que a perspectiva foucaultiana oferece para, quem sabe, transgredir fronteiras pela possibilidade de uma constante atualização de modos de existência para além das identidades.

Um discurso sobre gênero nos currículos de ciências

PID: S0100-31432007000100004 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Macedo
O objetivo deste artigo é analisar, tendo como contraponto outros sistemas referenciais, as tradições hegemônicas nos currículos de ciências desde os anos 90, com destaque para a diferença de gênero. São analisados os livros didáticos mais vendidos no período, entendidos como dimensão operativa do currículo e tratados como produtos culturais. A diferença é concebida a partir das matrizes antropológica e pós-colonial psicanalítica. A análise conclui que o currículo, além de biologizar a diferença e individualizar as diferenças entre homem e mulher ao vincular gênero, sexo e reprodução, intensifica a dicotomia ao generizar outras esferas da ciência. O caráter cultural de conceitos de masculino e feminino é reduzido, com a universalização da diferença para além do próprio humano.

Uma certa banda de música: representações sobre a homossexualidade numa escola pública

PID: S0100-31432007000200003 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2007
Autores: Ribeiro
Este artigo trata das representações sobre homossexualidade em um colégio do município de Niterói/RJ. As concepções de gênero, sexualidade, discurso e representação social são centrais nessa pesquisa. Analiso as diversas representações construídas por essa comunidade sobre o “outro” homossexual e sobre a banda de música do colégio, considerada por muitos como o lugar privilegiado para a manifestação dessa sexualidade. Apesar de sua história não ser objeto de análise desse artigo, a banda é central nessas reflexões, pois foi a partir, principalmente, de sua evocação que essas representações foram formuladas. Desenvolvo as reflexões sobre esse universo e seus integrantes, a partir das minhas impressões sobre o campo e dos discursos de alunos/as, professores/as, membros da administração e ex-regente da banda, construídos durante as entrevistas.
Reportar erro A