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A nova ordem educativa mundial e a União Europeia: a formação de professores dos princípios comuns ao ângulo Português

PID: S0102-54732007000200008 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Antunes
Neste trabalho delineamos um percurso de compreensão da elaboração de um texto de política educativa europeia, o documento Princípios Comuns Europeus para as Competências e Qualificações dos Professores, diligenciando ainda sugerir articulações com processos políticos nacionais no mesmo campo. Argumentamos que a educação e os professores se encontram sob o fogo de uma agenda emergente de pressões globais que se traduz numa pluralidade de orientações, de entre as quais os projectos democrático-profissionalizante e competitivo-tecnológico de massas, cujo desencontro é tão real quanto a discrepância da capacidade de influência entre as partes. Estas divergências ter-se-ão manifestado recentemente em Portugal, através de propostas de sentidos distintos para a formação inicial de professores. Procuramos clarificar percursos e processos, conexões e desarticulações, salientando, por um lado, a inscrição estratégica das políticas nacionais nas políticas da União e globais e, por outro lado, a construção mediada, contextualizada e não-linear do desenvolvimento daquelas políticas na realidade do país.

A reforma do estado e da educação no contexto da ideologia da pós-modernidade

PID: S0102-54732007000100012 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Zanardini
O propósito deste artigo é apresentar algumas considerações a respeito da reforma da Educação Básica implementada no Brasil, na década de 1990, e sua articulação com a reforma do Estado brasileiro e com a ideologia da pós-modernidade, que, por sua vez, ao sustentar as reformas e estratégias implementadas no contexto da globalização e do neoliberalismo, propõe a necessidade de uma “nova racionalidade” que se expressa na chamada administração pública gerencial. Ao lado da reforma do Estado, apresentamos, a partir de alguns documentos elaborados como resultado da Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada na Tailândia em 1990, reflexões sobre as perspectivas que embasam e orientam a reforma da Educação Básica.

Atividade pedagógica e o desenvolvimento das funções psicológicas superiores

PID: S0102-54732007000200003 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Bernardes Asbahr
Com a finalidade de explicitar algumas relações presentes entre a educação escolar e a constituição e o desenvolvimento das funções psicológicas superiores a partir da atividade pedagógica, o estudo apresentado tem como ponto de partida as obras de Vygotski, Luria e Leontiev, assim como apresenta as elaborações teóricas decorrentes das pesquisas das autoras. São explicitadas as considerações acerca do método de pesquisa, da constituição das funções psicológicas superiores e das relações interfuncionais presentes na apropriação da cultura relacionadas aos processos de internalização e apropriação do conhecimento. No que se refere à educação escolar, discute-se o papel da escolarização no processo de desenvolvimento humano e a concepção da atividade pedagógica como elemento fundamental na formação do pensamento teórico dos estudantes e educadores.

Conhecimento, sociedade e educação de professores: crítica consistente ou conservadorismo político?

PID: S0102-54732007000200002 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Avila Ortigara
Neste artigo apontamos alguns indicadores para repensar a formação de educadores tomando como eixo central a questão do conhecimento como pretensão de proximidade com o real. Objetivamos esboçar uma crítica às perspectivas neopragmáticas presentes na formação docente, em que o conhecimento deve se limitar a expressar as aparências ou estabelecer formulações que abrangem o imediato do objeto, podendo redundar numa visão distorcida ou lacunar do real - e nele, a realidade social. Realizamos uma reflexão sobre o papel do conhecimento na formação de professores, apontando os seus limites na linha “prático-reflexiva”. Ao final, indicamos que esta linha se aporta no movimento do “recuo da teoria”, favorecendo o bloqueio da crítica consistente, e colabora com o conservadorismo político.

Educação e os estudos atuais sobre letramento

PID: S0102-54732007000100010 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Dionísio
Entrevista concedida por Maria de Lourdes Dionísio, da Universidade do Minho, a Nilcéa Lemos Pelandré e Adriana Fischer.

Entre a antropologia e a história: uma perspectiva para a etnografia educacional

PID: S0102-54732007000200009 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Bueno
O texto apresenta uma perspectiva para a etnografia educacional com vistas a oferecer uma contribuição para o desenvolvimento da pesquisa qualitativa em Educação. Busca-se enfatizar o valor heurístico da abordagem e a importância do caráter multidisciplinar das investigações que tomam a escola como objeto de estudo. A exposição retoma as origens da etnografia educacional e as adesões que a caracterizam a partir dos anos 1960, em contraste com as tensões paradigmáticas que ocorrem no âmbito da Sociologia. Destaca-se a contribuição de alguns pesquisadores e grupos internacionais nesse campo, detendo-se especialmente nas concepções desenvolvidas no âmbito do Departamento de Investigaciones Educativas (DIE), México, em razão de suas particularidades e do interesse que tem despertado entre pesquisadores brasileiros. A última parte é dedicada à proposição de uma etnografia educacional que se situe na intersecção da Antropologia e da História, sugerindo uma maior apropriação, por parte dos etnógrafos da área educacional, dos desenvolvimentos teóricos da História Cultural realizados nas últimas décadas. Busca-se, com isso, apontar a fecundidade da perspectiva etnográfica para uma compreensão mais abrangente dos problemas que afetam a escola brasileira nos dias de hoje.

Escola e políticas educativas: lugares incertos da criança e da cidadania

PID: S0102-54732007000100007 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Ferreira Oliveira
Nos últimos anos, vários relatórios divulgados por organismos internacionais, contendo diagnósticos e recomendações, têm exercido grande influência nas políticas educativas de diferentes países. Em Portugal, a própria noção de reforma tem vindo a ser abandonada, sendo considerada incongruente com a urgência e a agilidade dos processos de decisão tendentes à recuperação do “atraso” enunciado por esses relatórios. Daqui tem decorrido a implementação de medidas de alta velocidade, baseadas numa lógica de racionalização, nomeadamente, o encerramento de escolas de pequena dimensão situadas em meio rural e o Programa Escola a Tempo Inteiro, as quais evidenciam a dominância de uma lógica de satisfação do cliente em detrimento de uma lógica dos direitos dos cidadãos. Neste artigo, sustenta-se que estas medidas têm sonegado direitos de cidadania às populações rurais e em particular às crianças, pois, ao intensificarem o tradicional modelo escolar, as crianças tendem a ser vistas apenas como alunos/futuros cidadãos e não como crianças/cidadãos no presente. Ou seja, a escola tende a ser vista como o espaço de educação para a cidadania e não como o espaço da própria cidadania.

Escola indígena: uma reflexão sobre seus fundamentos teóricos, ideológicos e políticos

PID: S0102-54732007000100011 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Pérez
Neste artigo, são discutidas as distintas abordagens que configuram o campo teórico da educação indígena, tendo como ponto de partida o ensaio de Marcel Mauss Transmission de la cohesion sociale, tradition, éducation, no qual se deslumbram aspectos como: o sentido de tradição, a dimensão do cotidiano, a aprendizagem corporal, os princípios de sexo e idade na classificação social e na iniciação ritual, entre outros, que hoje em dia constituem linhas importantes de pesquisa que estão sendo exploradas pela Antropologia da Educação. Com base nesta panorâmica teórica, revisa-se criticamente a noção de escola indígena, a qual está circunscrita e reduzida ao modelo de “educação formal”, próprio da tradição ocidental, que reproduz e mantém as formas hegemônicas de socialização. De modo que as crianças indígenas terminam vivenciando o conflito entre um sistema que desvaloriza seu aprendizado cultural, e uma visão de mundo e de valores que não gera pontes de tradutibilidade. A crítica que se formula é com respeito à relação mecânica que se estabelece entre educação formal e espaço escolar, indicando-se que não só é possível, senão necessário pensar na desconstrução desta relação com o fim de buscar no contexto amplo da educação e do cotidiano social alternativas de levar a cabo um processo de escolarização infantil que reformule a condição hegemônica da escola.

Infância e humanização: algumas considerações na perspectiva histórico-cultural

PID: S0102-54732007000100005 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Mello
Neste artigo, trago elementos da Teoria Histórico-Cultural que subsidiam uma análise da relação entre infância, educação e escola da infância. Essa análise pode orientar a organização de práticas voltadas para o máximo desenvolvimento humano na infância e, também, possibilitar uma crítica de práticas equivocadas existentes na Educação Infantil. Estudos realizados na perspectiva histórico-cultural apontam que muitas práticas educativas vigentes na escola da infância - freqüentadas por crianças entre 3 e 6 anos - se sustentam em concepções superadas acerca da relação entre educação e desenvolvimento, o que conduz a equívocos que empobrecem o desenvolvimento em nome de garantir a antecipação de aprendizagens próprias da escola de Ensino Fundamental. Com base na compreensão das teses da Teoria Histórico-Cultural acerca do desenvolvimento humano, percebe-se que, ao contrário da tendência de escolarização precoce e de abreviamento da infância presentes, de um modo geral, nas práticas atuais de Educação Infantil, o direito à infância defendido por essa teoria é condição para a máxima apropriação das qualidades humanas nas novas gerações.

Infância, mídias e educação: revisitando o conceito de socialização

PID: S0102-54732007000100004 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Belloni
O ser humano não se torna espontaneamente um ser social com competências sociais efetivas. É preciso que as novas gerações, que asseguram a reprodução da sociedade, interiorizem as disposições que as humanizam, tornando-as indivíduos sociais. A socialização é este processo que se desenrola durante toda a infância e adolescência por meio das práticas e das experiências vividas, não se limitando de modo algum a um simples treinamento realizado pelas instituições especializadas. Nas sociedades contemporâneas, as experiências vividas pela criança tendem a se caracterizar, entre outros aspectos: pela confusão entre a vida privada e a vida pública; pela obnubilação das fronteiras entre o mundo adulto e o mundo infantil; por uma maior reflexividade; e por um fosso tecnológico entre as gerações que subverte a relação tradicional entre o adulto que sabe e a criança que não sabe. Este artigo representa uma tentativa de síntese dos diferentes conceitos relativos à socialização em algumas das principais correntes da Sociologia. Trata-se de uma reflexão não exaustiva que pretende trazer uma modesta contribuição para compreender os últimos avanços da Sociologia da Infância, realizados com base na crítica ao conceito de socialização. Tal reflexão se inscreve num trabalho mais amplo que tem como eixo teórico o papel desempenhado pelas diferentes mídias no processo de socialização.

Las tecnologías de la información y comunicación como recurso en el prácticum de las carreras de educación en España

PID: S0102-54732007000200012 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Pesqueira Lorenzo
O presente trabalho trata sobre um estudo em relação as tecnologias da informação e comunicação (TIC) como recurso nas práticas de ensino dos cursos de educação na Espanha. Neste objeto de pesquisa interessa conhecer a incidência que tem o Practicum [pratica do ensino] das tecnologias da informação e comunicação (TIC) e revelar como se perfilam as instituições que trabalham com elas. Se utilizaram questionários como instrumento de coleta dos dados, participando 159 sujeitos envolvidos nas práticas de ensino. Os resultados e as conclusões evidenciaram que as TIC são um potente recurso no Practicum, sempre que as instituições disponham dos recursos materiais e humanos apropriados. Contudo, o emprego destas novas ferramentas tecnológicas no Practicum supõe um desafio para a inovação dos cursos de educação.

Leitura do texto literário: prazer e aquisição de conhecimentos

PID: S0102-54732007000200006 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Zinani Santos Wagner
A leitura do texto literário constitui preocupação relevante de professores de Língua Portuguesa e Literatura. Na tentativa de contribuir com a reflexão sobre esse problema, pretende-se apresentar algumas considerações sobre a abordagem do texto literário no processo de ensino. Inicialmente, discutem-se aspectos teóricos sobre leitura e suas implicações com cultura e escola, destacando o papel mediador da instituição na formação do público leitor e a valorização do texto literário como possibilidade de estimular um pacto entre o jovem e o texto, permitindo uma vivência singular com a obra. A seguir, são focalizadas as contribuições de Vygotsky acerca dos conceitos de zona de desenvolvimento proximal.

Movimento social e escola no Rio Grande do Sul: um estudo no campo da história das instituições educativas

PID: S0102-54732007000200011 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Corsetti
Este artigo trata de tema situado no campo da História das Instituições Educativas. O enfoque é regional, tendo como objeto de estudo a relação estabelecida entre um movimento social importante na história rio-grandense, ou seja, o movimento ferroviário, e a questão educacional, mais especificamente as iniciativas do Departamento da Educação da Cooperativa dos Ferroviários do Rio Grande do Sul, culminando com o resgate de uma de suas experiências representada pela Escola Silva Jardim, de Porto Alegre (RS). Através da recuperação da história desta escola, procuramos evidenciar as possibilidades investigativas desse campo que denominamos História das Instituições Educativas. Pelos dados empíricos que apresentamos, pode-se perceber a trajetória de uma instituição educativa que foi criada, como muitas outras, a partir das convicções educacionais e da ação do movimento organizado dos trabalhadores ferroviários. Nessa construção, percebeu-se a importância da Igreja Católica, que, aproximando-se da Cooperativa dos Ferroviários, acabou por definir e implementar a concepção pedagógica que vigorou durante muito tempo e norteou as atividades das escolas. A trajetória da instituição investigada explicita, assim, por um caminho específico, a relação entre público e privado, tão presente na história da educação brasileira.

Narrativas en torno a las subjetividades en la escuela primaria

PID: S0102-54732007000100009 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Hernández
No presente artigo apresenta-se algumas questões, dilemas e avanços surgidos na pesquisa O papel da escola primária na construção da subjetividade, realizada por 24 pesquisadores do grupo de pesquisa “Formação, Inovação e Novas Tecnologias” (FINT) - de cinco universidades de Cataluña, Espanha -, em um período de quatro anos. O principal desafio da redação do texto foi o de escolher quais aspectos, dos múltiplos que surgiram nesse intenso período de investigação, poderiam levar o leitor (a) a se acercar das implicações de uma investigação sobre um “objeto” que, com freqüência escapa diante de nossos olhos, nas notas de campo e no processo da escrita. Escolhemos, por fim, utilizando diversos registros e modos de escrita, apresentar alguns fragmentos do processo vivido na pesquisa que permitem mostrar nossa trajetória na compreensão de como as subjetividades infantis se expressam na escola primária, mas também em como esse processo afetou nosso percurso como pesquisadores.

O conceito “capital cultural” em Pierre Bourdieu e a herança etnográfica

PID: S0102-54732007000200010 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Cunha
Este artigo tem por objetivo realizar uma análise retrospectiva acerca da gênese do conceito “capital cultural” em Pierre Bourdieu, formalizado inicialmente em colaboração com Jean-Claude Passeron na obra Les héritiers, publicada em 1964. Nossa proposição inicial é que a trajetória intelectual pregressa de Bourdieu pode ter condicionado as observações acerca das atitudes em relação à escola e à cultura de estudantes oriundos de diferentes classes sociais, como analisado na obra supracitada. Ao realizar uma revisão desta obra em especial, tentaremos, assim, investigar as contribuições advindas dos primeiros registros etnográficós de Bourdieu, presentes em trabalhos seminais como Sociologie de l’Algérie e Travail et travailleurs en Algérie. Este trabalho toma como pressuposto inicial que não se pode levar adiante uma reflexão fechada dos usos do capital cultural: buscar-se-á, desta forma, investigar como os trabalhos etnográficos de Bourdieu repercutiram na formalização deste conceito.

O ensino da língua materna: as narrativas cotidianas e literárias nos anos iniciais do ensino fundamental

PID: S0102-54732007000200005 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Chagas
O texto apresenta a importância das narrativas na primeira série do Ensino Fundamental, destacando alguns aspectos das atividades de ensino da língua materna como resultado da pesquisa de doutorado na área da Linguagem e Educação. O objetivo do estudo foi o de compreender como as narrativas cotidianas e literárias foram trabalhadas e se manifestaram com todo o seu movimento, limitações e avanços, tendo como pano de fundo um conjunto de mediações que configurou, em parte, a análise realizada. O campo empírico foi analisado a partir de uma concepção de linguagem e de atividade humana, com base nas referências teóricas fornecidas pela perspectiva histórico-cultural, especificamente os aportes de Vygotski e Leóntiev. O resultado foi o de que as narrativas cotidianas e literárias estavam presentes nas atividades de ensino, mas que, em alguns momentos e ações, havia uma subsunção das narrativas literárias à didática, quando essas narrativas eram usadas como recursos para o ensino da língua. Essa questão tensionou a linha tênue entre a necessidade de ensinar a ler e a escrever, os processos de aprendizagem (campo da didática) e o uso da narrativa literária sem que se perdessem os elementos potencializadores nela contidos. Nesta pesquisa, defendemos a tese de que as narrativas - cotidianas e literárias - são relevantes e fundamentais nas atividades de ensino da língua materna. Mas as narrativas literárias são as que potencializam os aspectos e os saltos qualitativos que permitem ir além do plano da cotidianidade, ampliando e estendendo as diversas possibilidades do uso da palavra e o desenvolvimento da capacidade criadora.

O trabalho docente diante da complexa relação entre educação e mercado

PID: S0102-54732007000200007 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Amado
O texto discute o trabalho e a formação docente neste momento em que as transformações ocorridas no campo da produção colocam como exigência a criação de um novo tipo de sujeito e trabalhador. Afirma o lugar peculiar ocupado pelo profissional docente - sujeito às e sujeito das políticas públicas para a educação. Discute a necessidade de problematizar o trabalho e a formação destes profissionais e os processos de subjetivação engendrados pelos dispositivos pedagógicos, a partir da análise da relação entre educação e mercado, e das demandas produzidas com base nesta relação. Examina a reorganização dos espaços de formação docente, efetuada de modo a limitar o processo à profissionalização do professor, indagando qual a posição deste profissional da educação diante da reprodução da lógica atual e da construção de alternativas.

Por uma educação para-si: algumas reflexões sobre o trabalho pedagógico

PID: S0102-54732007000200004 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Bissoli
Este artigo tem por objetivo refletir sobre os elementos que configuram o que convencionamos denominar uma educação para-si. Aponta a importância de um trabalho pedagógico intencional e sistematizado, capaz de contribuir para o desenvolvimento amplo da criança da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, discutindo alguns princípios fundamentais à atividade docente. A partir da perspectiva Histórico-Cultural, para a qual o desenvolvimento humano é resultado do processo educativo que se configura nas relações sociais, reflete sobre as especificidades da educação escolar, buscando elucidar como a educação para-si transita entre os âmbitos cotidiano e não cotidiano da atividade social.

Repensando os estudos sociais de história da infância no Brasil

PID: S0102-54732007000100002 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: Warde
Os Estudos Sociais e de História da Infância no Brasil tiveram um promissor impulso inicial em fins dos anos de 1980. Passados mais de quinze anos, esses estudos aparentam perda do ímpeto inaugural, apresentando reduzido crescimento, bem como certa homogeneidade conceitual e analítica. Com base em revisão bibliográfica nacional e internacional, este artigo examina alguns desafios a serem enfrentados pelos aportes de História da Infância no Brasil que implicam, por um lado, o exame de extensa e diversificada literatura internacional, destacadamente dos chamados new social studies of childhood com vistas ao alargamento dos horizontes conceituais; por outro, implicam superação de preconceitos que bloqueiam diálogos necessários com as Ciências Biológicas e Psicológicas.

Violencia familiar y aprendizaje: profundización de la victimización y el despojo

PID: S0102-54732007000100008 | Revista: Perspectiva (0102-5473) | Año: 2007
Autores: González
O presente artigo baseia-se na observação de vários casos de Violência Familiar e suas conseqüências na aprendizagem dos filhos. Abordam-se as causas sociais e econômicas que geram violência naquelas famílias em que esse tratamento não era habitual. Também se refere às formas em que este funcionamento familiar desvirtuado reduplica as conseqüências da condição de vítima. Os mecanismos psicológicos que se põem em jogo são abordados a partir dos aportes da escola Sócio-cultural e da Psicanálise.
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