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Decolonizar a capacidade, latinizar os estudos feministas da deficiência

PID: S0104-026x2024000300602 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Gesser Moraes Vale
Resumo: Neste artigo, objetivamos identificar as contribuições do feminismo decolonial para os estudos feministas da deficiência, com destaque para as implicações de se considerar a capacidade como uma categoria colonial, e também para a busca de subsídios teórico-metodológicos alinhados com a decolonização dos tempos, espaços e formas de se relacionar com a deficiência. Para tanto, contextualizamos brevemente o feminismo decolonial. Em seguida, argumentamos que a capacidade é uma categoria colonial. Após, apontamos a modernidade como a genealogia do capacitismo. Finalizamos o texto destacando elementos que corroboram a relevância de os estudos feministas da deficiência dialogarem com o feminismo decolonial e este com as categorias capacidade e deficiência.

Discurso de ódio contra Dilma Rousseff a partir de uma perspectiva semiolinguística

PID: S0104-026x2024000100212 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Meneguelli Ferré-Pavia
Resumo: Este artigo mostra a análise do discurso de ódio misógino aplicado ao caso de Dilma Rousseff no Brasil. O caso da revista Veja, a revista mais lida no Brasil durante o mandato da ex-presidenta, é estudado a partir da perspectiva da teoria semiolinguística de análise do discurso. O caráter do que é denotado na adjetivação é analisado com base em seis artigos de opinião da revista, antes e depois das eleições presidenciais de 2014. A hipótese geral do texto é que o impeachment sofrido por Dilma em 2016, embora não provocado pelo fato de ser ela mulher, foi caracterizado por violência política de gênero, dado que sua representação social na mídia foi de fato disseminada em imagens misóginas das mulheres no Brasil. As características dos comportamentos linguísticos da Veja na criação de imagens sobre Dilma caem em uma propagação de ódio ou misoginia de gênero.

Discursos (neo)conservadores na Argentina sobre Educação Sexual Integral (2018-2021)

PID: S0104-026x2024000200403 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Torres
Resumo: As discussões para a legalização do aborto na Argentina iniciadas em 2018, bem como as campanhas políticas para as eleições de 2019 e 2021, evidenciaram tensões e disputas entre atores e discursos religiosos e seculares. Neste contexto, e na encruzilhada interdisciplinar entre pesquisa educacional, estudos de gênero e análise crítica do discurso, este artigo explora a produção e circulação de significados (neo)conservadores ante as políticas de educação sexual, igualdade de gênero e mobilização feminista na Argentina. O foco será a intervenção de grupos da sociedade civil, partidos políticos minoritários, igrejas católica e evangélica e ativismo na Internet. Serão mostradas as formas (neo)conservadoras de enunciação que respondam à perspectiva de gênero e à vigência da Educação Sexual Integral como novo direito.

Distribuição das tarefas domésticas no confinamento da covid-19 em Extremadura (Espanha)

PID: S0104-026x2024000100204 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Tostado-Calvo Pérez-Franco
Resumo: Estudos econômicos e sociais nunca deram muita visibilidade às tarefas domésticas e aos cuidados que as mulheres têm desenvolvido ao longo da história. Com a crescente inserção das mulheres ao mercado de trabalho, os homens não assumiram o trabalho reprodutivo numa maneira proporcional. Além disso, com a chegada da covid-19 uma crise sanitária, econômica e social iniciou-se, e o funcionamento das famílias mudou também. Este trabalho tem como objetivo comparar as utilizações de tempo segregadas por gêneros em casais heterossexuais com filhos, numa região espanhola antes e durante do período de confinamento. Aliás, pretende-se conhecer se a distribuição das tarefas das famílias foi proporcional à redução da carga de trabalho. Os homens reduziram o seu tempo de trabalho, no entanto, a sua carga diminuiu em quase todas as tarefas, exceto na de ir fazer a compra no supermercado, a única tarefa que permitia sair para um espaço público durante o período de confinamento.

Do gênero e outros demônios. Convergências antigênero na Colômbia (2016-2022)

PID: S0104-026x2024000200402 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Garcés Amaya
Resumo: Este artigo analisa o processo de qualificação das "convergências antigênero" na Colômbia entre 2016 e 2022, aplicando uma análise crítica do discurso por meio da qual são identificados os eventos e os emaranhados discursivos presentes tanto nos eventos que foram destaque na imprensa colombiana quanto nas postagens no Twitter dos legisladores "antigênero". A análise revela uma convergência de atores e discursos que aparentemente não têm relação entre si e onde a luta contra a "ideologia de gênero" se torna um guarda-chuva semântico para gerar antagonismos políticos, redefinindo um inimigo interno em tempos pós-conflito e significando um projeto nacional de securitização/racismo que representa a continuidade do projeto das elites políticas e econômicas do país.

Doenças das mulheres escravizadas no final da Córdoba colonial

PID: S0104-026x2024000100402 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: García
Resumo: A chegada dos europeus no Novo Mundo estimulou o comércio de escravos. Estima-se que cerca de 11 milhões de pessoas foram trazidas da África para o nosso continente durante os séculos em que se desenvolveu o tráfico negreiro e que aproximadamente um terço dos escravizados que entraram na América espanhola eram mulheres. Neste trabalho descreveremos, a partir da análise de diferentes fontes documentais, algumas das doenças sofridas com mais frequência pelas mulheres escravizadas que habitaram Córdoba, atualmente uma província da República Argentina, nas últimas décadas do período colonial e início da fase independente, investigando os fatores que colocam sua saúde em risco.

Domínios próprios. Disputa familiar pela escravidão de Marcelina

PID: S0104-026x2024000100401 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Araya Fuentes
Resumo: Em 1802, Úrsula Villalón, moradora da cidade de Santiago, iniciou um processo civil contra seu pai Fermín Villalón, com o objetivo de recuperar o domínio e a propriedade de Marcelina, uma mulher escravizada doada a ela por seus avós maternos. O conflito familiar expõe alguns elementos centrais que faziam parte da escravidão urbana e doméstica, além de fornecer pistas sobre o mercado local escravista na cidade de Santiago do Chile colonial. Principalmente, permite pensar sobre o valor que a escravização de mulheres significava no final do século XVIII e nos primeiros anos do século XIX. Marcelina, uma mulher escravizada, era considerada uma “peça” e uma “propriedade” altamente valorizada como produto, produtora e reprodutora da escravidão, pois representava um conjunto de possibilidades e interesses econômicos e sociais, que proponho sublinhar ao longo deste artigo.

Donna Haraway e a implosão do projeto moderno de ciência

PID: S0104-026x2024000200200 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Soares
Resumo: No presente trabalho, nos dedicamos a analisar, a partir do tecnofeminismo de Donna Haraway, sua leitura crítica da construção do projeto moderno de ciência, fundado na separação entre natureza e cultura. Para entendê-la, analisaremos três textos escritos entre as décadas de 1980 e 1990: “O Manifesto Ciborgue”, “Saberes Localizados” e Modest Witness. Seu conceito de ciborgue e identidades fraturadas, e sua crítica à construção da figura do cientista como sujeito de “lugar nenhum” e, por isso, único capaz de dar testemunho válido e fiável, exploram a impossibilidade de um sistema que tende à implosão. Se não há objetividade científica que não esteja implicada em uma localização, o cientista ou a “testemunha modesta” é corporificada e seu olhar, como o de todo e qualquer, bem como sua produção, é sempre parcial.

Economia sexual macua: reciprocidade, sexualidade e gênero em Moçambique

PID: S0104-026x2024000100213 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Gracia Cerdeño Ruiz
Resumo: O mito de origem da matrilinearidade macua conecta relações sexuais e trocas econômicas entre mulheres e homens. O objetivo deste artigo é analisar as continuidades nas concepções de sexualidade e agência das mulheres macua por meio do mito. Este artigo é baseado na pesquisa etnográfica realizada pela primeira autora durante 12 meses (2018-2019). Os resultados mostram uma atualização do mito para a realidade macua, submersa na economia global e que serve como instrumento para redefinir e renegociar as relações de gênero.

Emoções e ativismo familiar em defesa dos autistas no Brasil na década de 1980

PID: S0104-026x2024000100201 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Lopes
Resumo: No presente artigo, temos como proposta apresentar o papel das emoções no ativismo de mães e pais de autistas no Brasil durante a década de 1980. A partir da triangulação de fontes documentais distintas (autobiografias, livros acadêmicos do período e matérias publicadas em periódicos), mapeamos as emoções mais comuns expressas pelos familiares em suas narrativas sobre a experiência com seus filhos, com destaque para a infelicidade e o amor. Observamos que as emoções possibilitaram uma análise crítica da realidade, o estabelecimento de vínculos de solidariedade e a construção das primeiras medidas que possibilitaram o reconhecimento dos direitos dos autistas no Brasil.

Envelhecimento LGBTQIA+: auscultando profissionais em contexto institucional

PID: S0104-026x2024000200210 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Maia Rodrigues Santos
Resumo: As questões do envelhecimento constituem cada vez mais um foco de estudo nas ciências sociais. No entanto, o tema da sexualidade associado a pessoas idosas permanece silenciado socialmente, na sequência de perspetivas idadistas dominantes. Em consequência, a realidade institucional força, muitas vezes, a uma adaptação do comportamento por parte das pessoas idosas, particularmente desafiante para pessoas idosas LGBTQIA+. Percebe-se, assim, que, na maioria dos casos, estas pessoas se sentem obrigadas a esconder a sua identidade. Neste sentido, o presente estudo objetivou compreender, através de entrevistas semiestruturadas a profissionais portuguesas de instituições residenciais para pessoas idosas, de que forma a orientação sexual, a identidade de género, a expressão de género e/ou caraterísticas sexuais influenciam a vida das pessoas idosas institucionalizadas.

Escola, Literatura e Estereótipos Sexuais. Análise Didáctica

PID: S0104-026x2024000200207 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Olay Masegosa
Resumo: O objectivo do presente artigo é analisar didacticamente as respostas a um questionário de 2.124 estudantes do quinto e sexto ano sobre o assunto em estudo. Os estudantes foram questionados sobre alguns estereótipos de género que aparecem em obras literárias para determinar a percepção que tinham sobre eles e para poderem fazer, além disso, uma comparação entre as respostas de rapazes e raparigas. Concentrámo-nos nos resultados mostrando como os estudantes estão, em todas as declarações feitas, bastante próximos da resposta relacionada com a concordância com os estereótipos de género, salientando o facto de preferirem que as personagens principais dos livros sejam rapazes, o que poderíamos traduzir em futuros papéis de poder masculino.

Experiências políticas de mulheres ex-combatentes na América Latina

PID: S0104-026x2024000100206 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Acevedo Valencia
Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar as perspectivas teóricas adotadas por diferentes investigações na América Latina que indagaram sobre as experiências políticas de mulheres militantes de grupos guerrilheiros. Escolhe-se um método hermenêutico que preste atenção à observação dos dados e à interpretação de seu significado. Nos resultados, identifica-se que a construção do corpo se configura a partir de um referente sexo-gênero masculino e heterossexual, em que a maternidade pode ser interpretada como elemento de fuga que se opõe ao modelo hegemônico. E em relação à cidadania, observam-se elementos como: sacrifício, compromisso coletivo e limites difusos entre o público e o privado.

Face a 8M. Respostas de direita à mobilização feminista em Espanha (2017-2022)

PID: S0104-026x2024000200405 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Jiménez Aguilar Álvarez-Benavides
Resumo: A relevância alcançada pelo Dia Internacional da Mulher foi evidenciada pelo interesse e pela oposição dos partidos de direita. Todos os partidos políticos espanhóis se posicionaram de uma forma ou de outra em torno desse evento. Neste artigo, analisaremos as respostas dos três principais partidos de direita espanhóis ao 8M, o tipo de feminismo ou antifeminismo que propõem, seu repertório de ação e sua concepção de mulher, por meio da análise crítica do discurso e da etnografia digital. Demonstraremos a gradualidade, a pluralidade e a divergência dentro do espectro da direita com relação aos feminismos e antifeminismos no âmbito de uma renovação promovida pelos novos partidos políticos e pelo movimento feminista nos últimos tempos.

Fazer adulto: capacidade e ambiguidades do cuidado materno na deficiência intelectual

PID: S0104-026x2024000300605 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Fietz
Resumo: A noção de capacidade é central para o tema da deficiência e suscita reflexões sobre como a lógica capacitista organiza a sociedade a partir do binômio corpos capazes e corpos não capazes. No presente artigo, parto das práticas de cuidado de adultos com deficiência intelectual para examinar como o binômio infância e adultez espelha tal lógica capacitista. A partir de pesquisa realizada junto às mães de adultos com deficiência intelectual na cidade de Porto Alegre entre os anos de 2017 e 2018, analiso os paradoxos de uma maternidade que é, ao mesmo tempo, responsável pela promoção da “autonomia e independência” de seus filhos e pelo seu bem-estar físico. Argumento que as noções de adulto e criança são constantemente acionadas para classificar comportamentos de pessoas com deficiência intelectual, fazendo com que a tensão entre tutela e autonomia que medeia o cuidado seja produzida a partir de noções rígidas do que é “ser um adulto”. Proponho, por fim, que a categoria de adultez, tal qual a de capacidade, se aplica de forma hierárquica na categorização de pessoas e na avaliação do bom cuidado para adultos com deficiência intelectual.

Feminismo Negro na Literatura Angolana

PID: S0104-026x2024000200202 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Cabanillas Oliveira
Resumo: No presente artigo, nos propomos a uma análise interseccional do Diário de um exílio sem regresso (publicado em 2003) escrito entre 1956 e 1967 pela ativista e combatente angolana Deolinda Rodrigues. Procuramos apresentar como a vida e a obra de Deolinda Rodrigues podem contribuir para os estudos interseccionais de gênero, evidenciando que as ideias da autora no período das lutas anticoloniais eram confluentes com as do feminismo negro; para isso, partimos das análises bibliográficas e documental da obra citada. Os principais resultados encontrados nessa investigação apontam que as contribuições de Deolinda Rodrigues nos permitem repensar as genealogias do feminismo negro. Pontuamos a importância de contar com mais pesquisas sobre autoras negras que ajudaram a construir a história de países africanos através da literatura, do ativismo e da experiência.

Feminismo e arqueologia no Peru: caminhos e desafios das arqueólogas peruanas

PID: S0104-026x2024000200205 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Pagnossi
Resumo: O objetivo do artigo é apresentar a trajetória de inserção das mulheres na arqueologia peruana e o desenvolvimento da arqueologia feminista e de gênero no país. A influência dos movimentos feministas peruanos foi crucial para que houvesse uma abertura da disciplina que permitisse a entrada das mulheres no trabalho arqueológico. Apesar disso, ainda existe uma série de desafios enfrentados pelas arqueólogas peruanas e as subáreas de feminismo e gênero ainda encontram resistências na disciplina.

Filosofia (feminista) da ciência: a contribuição de Nancy Tuana

PID: S0104-026x2024000300204 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Reis Júnior
Resumo: Nos últimos quarenta anos, amplificou-se o campo dos estudos filosóficos e históricos sobre a ciência. Parte dessa evolução tem a ver com o desenvolvimento de epistemologias críticas; por exemplo, a análise das práticas científicas pelo olhar feminista. Ressaltamos, neste artigo, a produção intelectual de uma importante autora, Nancy Tuana. O propósito é o de demonstrar à comunidade de estudiosas do feminismo o estado atual do debate sobre ciência e gênero, realçando o mérito de uma bibliografia que revitalizou as primeiras discussões feministas em epistemologia. Baseado em algumas das publicações mais emblemáticas da personagem, o texto faz uma apresentação panorâmica de seus pensamentos. E conclui que as reflexões da autora (que mesclam perspectivas analíticas herdadas e renovadas) mantêm intacto o valor da crítica feminista para a ciência contemporânea.

Generização do poder e saber na Justiça de Biobío, Chile

PID: S0104-026x2024000100214 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Miranda-Pérez Cabrera-Morales
Resumo: Este trabalho se aprofunda nas desigualdades de gênero existentes nas instituições de justiça, entendendo-as criticamente como espaços de disputas de poder e de saber. Quando, no Chile, vários estudos sobre o tema têm utilizado metodologias qualitativas, nossa pesquisa utiliza estatísticas detalhadas para estudar o caso da região de Bío-Bío. Essa forma de análise permite a observação minuciosa e, ao mesmo tempo, global de diferentes dimensões organizacionais que se estruturam por gênero, que nem sempre atuam de forma unívoca. Com este propósito, analisa-se a proporção de mulheres e homens profissionais do direito e do campo psicossocial em instituições de justiça da região. Ademais, observa-se o nível de renda associado a seus cargos.

Gênero, classe e raça têm deficiência? Histórias e ativismos asiático-brasileiros

PID: S0104-026x2024000300603 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2024
Autores: Lopes Higa
Resumo: Neste texto, propomos uma intervenção cruzada entre o campo de estudos da deficiência e as histórias e ativismos asiático-brasileiros. Para tanto, trilhamos o seguinte percurso: resgatamos debates sobre raça, classe e gênero nos trabalhos com interseccionalidade e marcadores sociais da diferença; retomamos articulações entre classe, gênero e raça no campo dos estudos com deficiência; argumentamos pela pertinência da deficiência enquanto categoria interseccional; e apresentamos e discutimos algumas cenas do ativismo asiático brasileiro, em diálogo com as noções de deficiência e capacidade enquanto chaves de análise.
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