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Políticas para avaliação da qualidade do ensino superior no Brasil: um balanço crítico

PID: S1517-97022006000300002 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2006
Autores: Dias Horiguela Marchelli
Este trabalho tem como objetivo contribuir para o debate sobre a avaliação do Ensino Superior no Brasil, apresentando um estudo a respeito dos sistemas utilizados para as medidas de qualidade e produtividade. Busca-se analisar, por meio da revisão bibliográfica e da análise documental, as origens do processo de avaliação, a seqüência histórica dos debates políticos que definiram os programas de trabalho na área, as concepções metodológicas adotadas por esses programas, os instrumentos de mensuração e acompanhamento que foram desenvolvidos e os sistemas de indicadores criados para aferir a qualidade de ensino nas instituições, bem como o desempenho dos estudantes. A discussão contempla todos os sistemas de avaliação praticados no Brasil até o ano de 2005 e conclui que, desde os primeiros procedimentos estabelecidos, houve uma evolução contínua na definição de indicadores mais precisos e eficientes. Os resultados alcançados pela pesquisa que fundamenta o trabalho aplicam-se explicitamente à revisão dos instrumentos de avaliação praticados no Brasil. O trabalho sugere indicadores ainda não utilizados no processo histórico de avaliação, buscando o aperfeiçoamento do sistema atual.

Por dentro de uma sala de aula de física

PID: S1517-97022006000100010 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2006
Autores: Moreira Borges
Apresentamos os resultados de uma investigação etnometodológica sobre uma sala de aula de física, desenvolvendo uma abordagem descritiva desse ambiente de aprendizagem. Atividades com simulações, exercícios com lápis e papel e experimentação foram combinadas para proporcionar aos alunos ambientes de aprendizagem diferenciados. As interações de alguns grupos de alunos foram gravadas, em áudio e vídeo, e analisadas. Ao compará-las, destacamos e analisamos situações nas quais as interações vivenciadas nos diferentes ambientes contribuíam para a descrição de aspectos característicos da prática de alunos e professor. A produção de narrativas é o principal instrumento de descrição. Identificamos o etnométodo de direcionar as interações para a obtenção da resposta correta. Mostramos como esse procedimento, compartilhado por alunos e professor, interfere nas perguntas dirigidas ao professor e na forma de este exercitar sua escuta no diálogo com os alunos. A sala de aula é caracterizada como um local de ações simultâneas, que ocorrem para além do controle docente. Discutimos a concepção expressiva de objetivo e de atividade como referência para lidar com essa impossibilidade de controle. Chamamos atenção para a diversidade de estilos de conduta dos alunos e analisamos suas implicações. Discutimos, finalmente, as conseqüências de tratarmos a sala de aula como um lugar onde se desenvolve uma prática social específica, especialmente em relação aos obstáculos à transposição, para o seu interior, de resultados de pesquisa que implicam em modificações nessa prática.

Questões im-pertinentes para a Filosofia da Educação

PID: S1517-97022006000300011 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2006
Autores: Goergen
A crítica pós-moderna aos rumos da modernidade provocou uma intensa discussão em torno de alguns pressupostos básicos da tradição iluminista. Entre eles, encontram-se as noções de filosofia da história, de sujeito e de valores. Vivemos um momento histórico conturbado em que não só a filosofia da história, mas também a razão e a subjetividade, os fundamentos e os valores, as identidades e as certezas se tornam ambíguos. O estremecimento desses conceitos angulares, que orientam o pensamento e a ação do homem moderno, afeta a vida em todas as suas dimensões. E como tais conceitos representam também os fundamentos da tradição educacional, é particularmente a educação que se vê diante de novos desafios, cruciais para o estabelecimento de seus objetivos e suas práticas. O presente artigo procura assinalar a necessidade de se incorporar à Filosofia da Educação os debates que vêm sendo desenvolvidos nos campos da Filosofia, da Ética e da Estética para averiguar tanto a procedência das teses pós-modernas, quanto a sua eventual repercussão no campo da Educação. Trata-se, portanto, de defender o ponto de vista de que não é mais satisfatório rejeitar, em princípio, os argumentos dos chamados pós-modernos, mas de averiguar se sua leitura da realidade contemporânea é justificada ou não e, na seqüência, avaliar as implicações para o campo da teoria e da prática educacionais.

Teorias econômicas de oferta de educação: evolução histórica, estado atual e perspectivas

PID: S1517-97022006000100008 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2006
Autores: Waltenberg
Este artigo preocupa-se com uma faceta particular (o lado da oferta) de uma das duas grandes linhas de pesquisa em economia da educação (aspectos econômicos dos sistemas educacionais). Apresentam-se a evolução histórica, o estado atual do debate e as perspectivas de desenvolvimento das teorias econômicas de oferta de educação, abarcando-se o período compreendido entre o início da década de 1960 e as contribuições mais recentes. Argumenta-se que as teorias tradicionais de economia da educação (capital humano e sinalização) não deram tratamento adequado ao lado da oferta da educação. Mais tarde, os conceitos e o instrumental da microeconomia da firma foram mobilizados a fim de se tentar mapear a "tecnologia de produção de educação". A abordagem das funções de produção de educação, baseadas inicialmente apenas em insumos monetários, não foi suficiente para que se apreendesse toda a complexidade envolvida no processo de provisão de educação. Uma análise de artigos mais recentes revela três caminhos promissores para o desenvolvimento das teorias de oferta de educação: (i) incluir insumos não monetários às funções de produção; (ii) levar em consideração aspectos institucionais e organizacionais do sistema educativo; e (iii) aprimorar as técnicas econométricas de estimação das funções de produção. Por fim, o artigo discute mais detidamente o primeiro desses três caminhos.

A psicanálise e o debate sobre o desaparecimento da infância

PID: S0100-31432006000100007 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Lajonquiere
Parece que as crianças se comportam de forma diferente de outros tempos. Tratar-se-ia de novas produções subjetivas, ora bem-vindas, ora indesejáveis. Assim, impera, no campo pedagógico e psicológico, a idéia de que a educação deve se adequar a essa nova forma de ser das crianças, como conseqüência do desaparecimento da infância inventada pela modernidade. No entanto, os estudos em Psicanálise e Educação (tributários da noção de o infantil) possibilitam operar um deslocamento nesse raciocínio viciado por certo naturalismo e, dessa forma, considerar o retorno inevitável e disruptivo de um resto de produção discursiva da infância no devir da história.

Bildung e educação

PID: S0100-31432006000200008 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Weber
A partir da referência à filosofia, à literatura e aos projetos educacionais - como, por exemplo, a criação da Universidade de Berlim - do final do século XVIII e início do século XIX, na Alemanha, busca-se explicitar a polissemia do conceito de Bildung (formação, autoformação, cultivo). Utiliza-se como mote a contraposição, tornada paradigmática, entre “educação estética” e “educação política”, para mostrar o equívoco de tal contraposição. Por fim, demonstra-se a vinculação daqueles termos ao projeto moderno de constituição da subjetividade política e estética.

Compulsão à comunicação: modos de fazer falar de si

PID: S0100-31432006000200003 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Ratto
O presente artigo busca colocar em questão a emergência de uma “sociedade da comunicação” como padrão hegemônico de descrição da cultura contemporânea, analisando um dos principais efeitos dessa lógica: uma “compulsão à comunicação” que acaba enfraquecendo o espaço público e a ação política. Para tanto, oferece uma análise das principais linhas provenientes de tal fenômeno, cuja intensificação vêm produzindo um apelo quase irresistível à confissão íntima e a uma suposta auto-reflexividade com pretensa vocação formadora. O autor traz como aporte teórico-crítico sociólogos da atualidade ligados a uma tradição crítica da educação e da cultura contemporâneas com os quais busca pensar possíveis novos modos de sociabilidade e ação política.

Concepções de corpo na educação da postura

PID: S0100-31432006000100010 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Vieira Souza
Este artigo propõe discutir as repercussões de diferentes concepções de corpo na educação da postura. Partimos da idéia, presente na Antropologia do Corpo e da Saúde, de que diferentes formas de abordar o corpo contribuem para a produção de diferentes corpos-sujeitos. A presença de conhecimentos advindos de várias áreas do conhecimento possibilita uma visão multidimensional do corpo e um questionamento do discurso biomédico, que tem predominado na educação postural. Ao enfatizarmos as concepções de corpo mecânico e de corpo perceptivo, traçamos uma reflexão sobre os parâmetros que dão suporte às abordagens corporais direcionadas à educação da postura e sobre os corpos produzidos a partir desses diferentes referenciais.

Contos de fadas e infância(s)

PID: S0100-31432006000100008 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Hillesheim Guareschi
Neste artigo buscamos discutir como os contos de fadas produzem modos de ver, descrever e compreender a infância, prescrevendo formas de ser criança. A escolha dos contos de fadas pautou-se no fato de que eles marcam o começo da leitura infantil, sendo que, no decorrer deste artigo, apontamos alguns detalhes, acidentes, acasos, assim como regularidades que acompanham essas obras. Discutimos como os contos de fadas articulam as produções discursivas sobre a infância - tanto de culpa e irracionalidade quanto de inocência - no sentido de tomá-la governável, ou seja, agindo no disciplinamento e controle dos corpos infantis, entrelaçando-se, assim, com um projeto pedagógico. Ao mesmo tempo, a arte traz consigo possibilidades de ruptura, transgressão e resistência, trazendo a experiência de estranhamento, de como as coisas ainda não são.

Crianças e informação: papéis da família e da escola

PID: S0100-31432006000200011 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Resende
A partir de pesquisa realizada com crianças de 9 anos, este artigo discute os papéis da família e da escola no acesso à informação e no desenvolvimento de disposições favoráveis ao efetivo aproveitamento do potencial informativo atualmente oferecido pelos mais diversos veículos. Constatam-se desigualdades não só no acesso a esses veículos, mas também nas formas de apropriação de suas mensagens. Tais desigualdades colocam em evidência a questão do capital cultural familiar, as estratégias das famílias no tocante à escolarização e a relação com o próprio conhecimento. Delimita-se, assim, um importante espaço de atuação para a escola, tendo em vista a inclusão efetiva dos alunos na chamada “era da informação”.

Críticas piagetianas e psicanalíticas à atual formação de professores

PID: S0100-31432006000100005 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Petry
Neste artigo, parte-se das teorias piagetianas e psicanalíticas para criticar algumas práticas atuais na formação de educadores. Pela teoria psicanalítica, é impossível chegar a um meio termo ideal entre repressão excessiva e falta de limites, mas é possível criticar a idéia de ajustar medidas educativas aos educandos por dificultar a ação educativa e aumentar a impotência de pais e professores. Pela teoria piagetiana, parece claro que a mera repetição de teorias apresentadas em cursos não causa grande impacto na prática educativa e que uma alternativa viável mais interessante para mudar a educação seriam cursos nos quais os educadores possam construir suas próprias teorias sobre sua prática - sendo elas respeitadas por seus formadores.

Educação e comunicação: uma abordagem histórico-filosófica

PID: S0100-31432006000200004 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Zuin
O objetivo deste artigo é argumentar que a história do processo educacional/formativo é marcada pelo desenvolvimento das mediações técnicas que permitiram a sua comunicação e difusão. De acordo com esta análise, observa-se a presença dos sentimentos de euforia ou de ressentimento em relação a tais mediações - fato este que reforça a caracterização da técnica como fetiche. É justamente a recuperação histórico-filosófica deste processo que possibilita compreender a técnica como produto do trabalho humano e que, desta forma, pode e deve ser empregada para construção do processo educacional/formativo.

Estudos de laboratório no ensino médio a partir de Bruno Latour

PID: S0100-31432006000100011 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Oliveira
O presente artigo trata da articulação entre os estudos de laboratório descritos por Bruno Latour e sua pertinência, como enfoque teórico-metodológico, para pesquisas em laboratórios das escolas do Ensino Médio. São abordados principalmente os conceitos de enunciado científico e de articulação. O artigo tem como objetivo contribuir com reflexões acerca da superação da crença das atividades escolares de laboratório como simples correias de transmissão de conhecimentos experimentais. É feita a análise de algumas categorias metodológicas na construção de argumentos, em tomo das condições que possibilitam a produção de determinados enunciados práticos no âmbito do laboratório escolar.

Estudos pós-estruturalistas: entre aporias e contra-sensos?

PID: S0100-31432006000200007 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Uberti
Este artigo problematiza alguns questionamentos produzidos em direção ao campo analítico definido como pós-estruturalismo. Para tanto, direciona especial atenção a três críticas, quais sejam: uma apologia à diferença - a qual resulta de uma contraditória noção de pluralidade de identidades; um relativismo total - o qual deriva na falta de distinção entre bem e mal; e uma noção totalizadora de discurso - na qual a linguagem torna-se um transcendente. Trata-se de exercitar uma contra-argumentação a tais críticas, a partir da perspectiva analítica de Michel Foucault, na tentativa de dar visibilidade à construção de contrasensos, possivelmente, inerentes ao trabalho intelectual.

Experiencia, narración y formación docente

PID: S0100-31432006000100002 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Alliaud
Los maestros perciben que no pueden ensenar. Los formatos habituales en materia de formación y capacitación docente se muestran impotentes. Este trabajo presenta una serie de reflexiones destinadas a re-pensar las prácticas y políticas formativas, a partir de la recuperación y producción de narraciones y relatos de experiencias pedagógicas. Textos "provocadores" que superan épocas y autores. Condiciones que se crean para producir encuentros entre aquellos que cuentan lo que han hecho y tienen la intención de transmitirIo a otros. Experiencias vividas que se legan, alentando nuevas propuestas. Acciones, reflexiones y nuevas narraciones que surgen deI saber de la experiencia que se recupera y dispone con la intención de transformar el porvenir.

Família e escola na contemporaneidade: os meandros de uma relação

PID: S0100-31432006000200010 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Nogueira
O artigo aborda as tendências contemporâneas de intensificação das interações entre a família e a escola e a ampla visibilidade social desse fato. Examina os fatores que estão na origem de tal movimento, a saber: de um lado, as mudanças sofridas, na contemporaneidade, pela instituição familiar e, de outro, pelo sistema escolar. Ressalta ainda algumas características de que se reveste hoje a relação família-escola e chama a atenção para o risco de se tomar a idéia de “parceria”, entre essas duas instâncias de socialização, como uma evidência inquestionável. Para tanto, defende a necessidade de se problematizar o fenômeno à luz de pressupostos sociológicos que apontam para as diferenças entre as famílias pertencentes a diferentes meios sociais.

Infância sexuada freudiana: condições históricas de seu aparecimento

PID: S0100-31432006000100006 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Weinmann
O artigo analisa as condições históricas da elaboração, por Sigmund Freud, de uma teoria da infância, que tem na sexualidade um dos seus pontos nodais. Indica de que modos as linhas de força do dispositivo de infantilidade constituem a infância sexuada freudiana e a configuram como um dos mais poderosos modos de subjetivação infantil, vigentes no século XX. Por fim, problematiza em que medida tal forma de subjetivação ainda opera na contemporaneidade.

Las fotos escolares como “analizadores” en la investigación educativa

PID: S0100-31432006000200006 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Fischman
Este artículo propone el uso de las fotografías escolares como “analizadores” de instituciones educativas. Después de una breve discusión sobre las limitaciones de los enfoques teóricos que consideran las fotografías como contenedoras transparentes de fácil e inapelable lectura sobre sus significados, este artículo introduce la noción de las fotografías escolares como “analizadores” y discute su relación con los métodos de foto-entrevista e investigación cualitativa. La discusión conceptual se ejemplifica con el análisis de dos fotografías escolares. Para concluir este artículo analiza los aspectos claves necesarios para incorporar las fotografías desde esta perspectiva.

O problema da experiência no ensino de filosofia

PID: S0100-31432006000200002 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Gelamo
A questão central do artigo consiste em pensar o ensino de filosofia como experiência filosófica. Pensar em tal possibilidade de ensino na contemporaneidade é deparar-se com a problemática filosófica da experiência. Walter Benjamin dizia que fomos expropriados da experiência. Como podemos, então, pensar um ensino de filosofia que se paute na experiência de filosofar, no qual a experiência se confunda com o próprio modus operandis do ensino? Distanciando-nos dessa perspectiva, pensamos que o ensino da filosofia se dê entre o empírico e o transcendental, no indizível deleuziano. Assim, o ensino da filosofia estaria na experimentação de pensar o impensável ou como um pensar in-fante.

Os devires do território-escola: trajetos, agenciamentos e suas múltiplas paisagens

PID: S0100-31432006000200009 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2006
Autores: Oliveira Fonseca
O presente artigo propõe uma análise da escola em sua singularidade a partir de um paradigma ético-estético sobre a Educação. Tal abordagem concebe a escola como multiplicidade, uma vez que é constituída por uma trama rizomática de olhares e paisagens. A imagem da escola-paisagens perpassa o texto em um percurso que se inicia nos conceitos de plano, território e paisagem - formulados por Deleuze e Guattari -, chegando à noção de individuação proposta por Simondon. Seus contornos mutantes delineiam-se nos movimentos do ritornelo entre os planos estriados, perceptíveis e os planos lisos, imperceptíveis. A escola, como obra de arte, torna-se um posicionamento político calcado em experiências que desacomodam e abrem os devires da Educação.
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