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A educação especial em Portugal. Uma memória do movimento associativo dos pais de cidadãos deficientes: as Cooperativas de Educação e Reabilitação (CERCIS)

PID: S0104-40602005000100015 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Afonso Afonso
Em dois momentos se estrutura o texto. Um primeiro dá conta do movimento de integração na escola pública das crianças e jovens deficientes mentais. Um segundo sublinha o nascimento e consolidação de cooperativas de pais de cidadãos deficientes mentais enquanto momento fundamental na criação de uma sociedade inclusiva; nesta reflexão ainda se marca como as iniciativas dos pais se vão posicionando face às mudanças políticas que se têm sucedido no Portugal pós 25 de abril de 1974.

A inteligência brasileira na virada de 1920/30: encontros e desencontros entre artistas e educadores

PID: S0104-40602005000200017 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Russeff
A ausência de um maior número de estudos acadêmicos que explorem a relação entre Literatura e Educação constitui uma das motivações propositivas deste texto; isto porque, afora as metodologias de ensino da literatura, não se tem muita coisa aproximando pedagogos e literatos. Assim, Literatura e Educação serão consideradas pela visão alargada da História, refletindo sobre os problemas referentes ao pensamento educacional brasileiro e contribuindo para a compreensão crítica das idéias que influíram sobre a nossa cultura. Com relação aos personagens desta narrativa, o estudo estará centrado em dois dos mais expressivos intelectuais da época: Fernando de Azevedo e Mário de Andrade, cuja importância para a educação e a literaturas nacionais dispensa maiores apresentações. Quanto ao período enfocado, conhecido em nossa história como virada dos anos de 1920 e 1930, a opção é justificada por se constituir numa espécie de incubadora das idéias germinais da “intelligentsia” do país, como se procurará evidenciar ao longo da exposição.

A matemática das crianças pequenas e a literatura infantil

PID: S0104-40602005000100016 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Zacarias Moro
O artigo descreve elaborações iniciais de matemática de crianças pré-escolares, no contexto de trabalho com literatura infantil. Estudos contemporâneos mostram a riqueza das referidas elaborações, mas são pouco numerosos os que tomam histórias infantis como contexto de iniciação matemática. Para examinar as possibilidades dessa alternativa, foi composto ao acaso um grupo de sete crianças (faixa etária: cinco anos), alunos de uma instituição particular. O grupo passou por três sessões de aprendizagem sobre noções da aritmética elementar apresentadas na forma de problemas sobre eventos da história “Branca de Neve e os Sete Anões”. Propostos oralmente pela pesquisadora no papel de professor, os problemas da primeira e da segunda sessão versaram sobre adição-subtração, proporção dois para um e comparação de medidas intensivas. Na terceira sessão, as crianças foram convidadas a propor problemas sobre temas da história, além de solucionar problemas propostos pelo adulto. Todas as soluções orais e as notações interpretadas de cada criança foram registradas em vídeo e analisadas qualitativamente. Os resultados apontam para: formas de cálculos orais, aditivos e subtrativos, com notações correspondentes (desenhos e algarismos); comparações qualitativas de medidas intensivas e cálculo aditivo em relações proporcionais. As notações produzidas foram apoio para a expressão dos cálculos e relações elaboradas pelas crianças. É discutida a importância: das histórias infantis como contexto favorável às elaborações matemáticas na educação infantil, e como forma de integrar o trabalho em matemática ao de exploração do vocabulário e da imaginação infantis; das formas de intervenção do professor.

Algumas letras, pouca saúde: Campinas, primeira metade do Oitocentos

PID: S0104-40602005000200013 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Martins
Em uma região que foi grande produtora de açúcar para exportação e, posteriormente, de café, as preocupações com a educação e a saúde andavam um tanto esquecidas. Os professores eram poucos e as oportunidades de freqüentar escolas eram restritas. Nelas, depois de aprender a obedecer as leis de Deus e do Estado, os alunos aprendiam a ler, escrever e contar. Se o iletramento entre homens livres era grande, entre as mulheres era maior, incluindo muitas esposas de senhores de engenho. Poucos leitores, poucos livros; mas eles existiam: quase sempre religiosos, alguns entretanto sinalizavam interesses de seus donos, como os que tinham como tema a saúde e a doença. Em Campinas, as enfermidades entre livres e escravos eram muitas e eram grandes as dificuldades de receber tratamento de um médico, cirurgião ou boticário. A escassez de homens habilitados “cientificamente” para o exercício da cura motivou tanto ações para suprir a falta daqueles profissionais na região (como a criação de uma Academia Fármaco-Cirúrgica), quanto a ampla atuação de curandeiros entre ricos e pobres, livres e escravos. Muitas famílias, quando suas posses e letras permitiam, se preveniam com pequenas boticas caseiras, nas quais havia de tudo um pouco, ou com livros que poderiam indicar o que fazer em casos de emergência. Lidos em voz alta, esses volumes ajudaram a aliviar dores e a difundir aquilo que muitos denominavam a “verdadeira arte de curar”.

Anéis de prata: alunos e professores na sociedade da comunicação

PID: S0104-40602005000200012 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Pait
Qual o papel do professor numa sociedade saturada de informação e marcada por mudanças constantes em suas esferas comunicativas? Ele deve resistir a essas mudanças ou aceitá-las acriticamente? Mostramos aqui que a preservação do núcleo central da relação professor-aluno é crucial para termos um diálogo público rico em nossas sociedades. Através de breves narrativas, refletimos sobre as estratégias usadas por professores para navegar em distintos espaços comunicativos. Os quatro tipos de professor apresentados são o professor do livro, o professor teatral, o professor televisivo e o professor telegráfico. Essa tipologia se refere a modos de incorporar e dar sentido a formas mediáticas distintas. Atenção especial é dada ao professor televisivo, aquele responsável pela organização de informação dispersa e também por ajudar os alunos a tolerar a eventual falta de sentido do campo comunicativo criado pela televisão.

Arcabouço histórico-institucional e a conformação de conselhos municipais de políticas públicas

PID: S0104-40602005000100010 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Côrtes
O presente trabalho apresenta resultados parciais de estudo comparativo em andamento sobre os conselhos municipais de políticas públicas na Região Metropolitana de Porto Alegre. O artigo analisa a influência do arcabouço institucional sobre a conformação de conselhos municipais de saúde, de assistência social, de direitos da criança e do adolescente, do Fundef, e das comissões municipais de emprego na referida Região. Ele se integra a iniciativas recentes no sentido de formar um acervo de dados empíricos para subsidiar o debate acadêmico e político sobre o tema, possibilitando a formulação de generalizações sobre o funcionamento e papel desempenhado pelos conselhos no contexto de cada área de política pública e nas transformações gerais que o sistema de proteção social brasileiro enfrentou na última década.

Aspectos históricos da neuropsicologia: subsídios para a formação de educadores

PID: S0104-40602005000100011 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Pinheiro
A neuropsicologia é uma ciência do século XX, mas as raízes da sua história remontam a antigüidade. O objetivo deste estudo é discutir aspectos da história da neuropsicologia, desde a sua origem até o seu surgimento e estabelecimento enquanto ciência, com o objetivo de fornecer subsídios a educadores interessados no estudo das dificuldades e dos distúrbios de aprendizagem. Uma teoria da aprendizagem efetiva deve levar em conta os substratos anatômicos cerebrais e os mecanismos neurofisiológicos do comportamento, pois só assim o educador poderá compreender o não aprender do aluno e, conseqüentemente, adotar estratégias adequadas para superá-lo.

Concepções alternativas e ensino de biologia: como utilizar estratégias diferenciadas na formação inicial de licenciadosAlternative conceptions and biology teaching: how to use differentiated strategies in the initial formation of graduated

PID: S0104-40602005000200016 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Oliveira
O presente trabalho objetivou diagnosticar como as aulas de histologia do Curso de Ciências Biológicas se desenvolvem no que se refere ao difícil aprendizado dos alunos sobre o conceito científico relacionado a “Tecido Muscular”. Para a avaliação, optou-se pela investigação das concepções alternativas dos alunos a respeito da estrutura e função da fibra muscular e para tanto, iniciou-se por uma entrevista para avaliar as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos mesmos. Os resultados desta entrevista orientaram a organização de um questionário a ser aplicado aos alunos. As respostas foram avaliadas nos aspectos referentes às características dos esquemas (desenhos dos alunos). Concluiu-se que os alunos apresentam dificuldade na visão tridimensional da célula, não conseguindo associar a forma e a localização e função das organelas que constituem a fibra muscular. Baseado nas conclusões obtidas, apresentou-se uma estratégia de ensino que fosse ao encontro das dificuldades dos alunos. Tal estratégia constou de várias etapas. Inicialmente, o professor poderia, investigar as concepções alternativas dos alunos sobre o conteúdo a ser ministrado. Na seqüência, o conteúdo teórico seria desenvolvido, porém a introdução de um problema referente a situações atuais, motivaria os alunos a transferir para esta situação prática os conteúdos ministrados na aula teórica. Seria importante que o professor propusesse aos seus alunos uma atividade prática diferenciada, construindo uma maquete. Com isso acredita-se que os alunos poderão sanar as dificuldades relacionadas à disposição das estruturas, aproveitando melhor o aprendizado do conteúdo, favorecendo situações de ensino e aprendizagem baseadas na representação de situações práticas para o aluno.

Da instrução à educação do corpo: o caráter público da educação física e a luta pela modernização do Brasil no século XIX (1880-1915)

PID: S0104-40602005000100014 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Herold Junior
O objetivo deste trabalho é analisar os debates sobre a criação da disciplina escolar de educação física no Brasil, fomentada publicamente e com caráter obrigatório. O estudo deteve-se em obras produzidas entre 1880 e 1915. Tendo como pressuposto a íntima relação entre as especificidades do debate brasileiro com as questões mais amplas do capitalismo mundial, buscou-se entender como elas condicionaram e foram condicionadas pelos debates educativos em relação à educação física. Essa dialética relação entre geral e específico foi posta neste estudo para tematizar o pensamento educacional referente a dois aspectos: a consideração da educação física em sua relevância social e as preocupações metodológicas que a possibilitassem exercer esse papel. Pôde-se notar como a educação física fora debatida enquanto um dos pontos principais para a solvência das crises oriundas das reordenações da sociedade brasileira no período. Verificou-se, também, uma intensa preocupação dos professores e defensores dessa modalidade educativa em atribuir às suas atividades um caráter educativo bem mais amplo do que o mero corolário anátomo-fisiológico. Por fim, foi interessante observar que, apesar dessas idéias terem sua base na realidade histórica brasileira e mundial do século XIX e XX, elas não tiveram os mesmos resultados que as realidades européia e americana vivenciaram. No Brasil, as idéias sobre a educação física e sua importância social tiveram que esperar os acontecimentos de 1930 para deixar de serem tidas apenas como nobre ideal e tornarem-se uma realidade educativa.

Dispositivo da maternidade: mídia e a produção pedagógica de sujeitos, práticas e normas

PID: S0104-40602005000200007 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Marcello
Este artigo tem como objetivo analisar de que maneira um dispositivo da maternidade é produzido e atualizado no espaço midiático de forma a produzir diferentes “modalidades maternas” e, a partir deles, padrões normativos. Para tanto, realizo uma análise enunciativa de dois conjuntos de materiais: um, composto por reportagens das revistas Veja e Caras sobre duas personagens mães-famosas (Vera Fischer e Xuxa) e capturadas entre 1992 e 2003; e, outro, composto por matérias retiradas da revista Crescer, no período de janeiro de 2001 a julho de 2002. Afirmo que esta normatividade é produzida a partir da relação entre as modalidades maternas e a partir do modo como os sujeitos-mãe deste dispositivo relacionam-se entre si e com os sujeitos-pai.

Educação física, cultura e a produção de significados

PID: S0104-40602005000200014 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Nogueira
O presente texto executa análises que buscam compreender como a Educação Física realiza discussões, tendo como estratégia central a cultura, abrindo espaços para se discutir como o significado é também uma construção cultural. A centralidade da dimensão simbólica da cultura representa uma forma de análise em que a produção, distribuição e acesso aos bens culturais estão envolvidos com a maneira como valorizamos ou ignoramos certos aspectos da vida social. O ponto fundamental dessa discussão refere-se à compreensão de que os sentidos e significados historicamente construídos estão inseridos num processo conflituoso em que relações de poder caracterizam um combate por significado. Nesse combate, relações sociais são desfeitas e estabelecidas, conhecimentos são produzidos e distribuídos, políticas são geradas. De posse destas discussões, a Educação Física passa a ser vista não como uma mera atividade em que são escolhidas técnicas supostamente livres de coerções, mas como uma produção e uma política cultural que participa da maneira como os significados são historicamente constituídos.

Educação para pensar questões socioambientais e qualidade de vida

PID: S0104-40602005000100012 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Buck Marin
A análise das relações entre educação e condições de saúde nos grandes centros urbanos está definitivamente atrelada às questões socioambientais. Pensar qualidade de vida significa pensar qualidade ambiental e desenvolver ações preventivas de saúde pressupõe voltar olhos para o crescimento urbano. O presente trabalho trata da causalidade de condições de baixa qualidade de vida e saúde advinda das mudanças de paisagem e problemas ambientais associados ao crescimento urbano desordenado. Apresenta ainda uma análise crítica dos condicionantes da acomodação em situações de inadequação ambiental e baixa qualidade de vida, apontando para possíveis formas como a educação ambiental pode significar o instrumento pelo qual a comunidade se abra à reflexão sobre o lugar habitado e o tratamento das questões socioambientais nele vivenciadas. As bases para pensar essa educação passam pela abordagem crítica e sócioconstrutivista e os pressupostos da educação ambiental.

Educação, cinema e alteridade

PID: S0104-40602005000200006 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Dinis
Provocado pelas análises do filósofo Gilles Deleuze sobre as imagens no cinema, esse artigo propõe pensarmos as relações entre o cinema e a educação na passagem de uma pedagogia da imagem ação para uma pedagogia da imagem tempo. Essa transformação nos convida a inventar na modernidade novas formas de subjetivação e de semiotização que possam expressar a relação do sujeito consigo mesmo e com o outro, pensando o cinema como um aliado da educação no exercício de alteridade que prepara o sujeito para as infinitas travessias que o levam em direção ao outro.

Escola de homens de ciências: a Academia Científica do Rio de Janeiro, 1772-1779

PID: S0104-40602005000100004 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Marques
O presente trabalho trata da Academia Científica do Rio de Janeiro como escola na qual formavam-se homens de ciências. Espaço de ensino e aprendizagem, caracterizava-se como um local no qual se observava a natureza, fazia-se experimentos, debatia-se achados, socializava-se informações e reflexões políticas, oportunizando formação teórico-prática aos seus partícipes. Funcionando como associação ligada ao vice-reinado, extrapolava o papel de subsidiar o Reino em temas atinentes à melhor exploração econômica da colônia, desempenhando também funções de cunho educativo ao possibilitar a circulação de uma cultura científica via aprendizado das ciências da natureza, denotando a chegada da ilustração em terras brasílicas.

Ficção e realidade no programa Cidade dos Homens: elementos para pensar sobre mídia e pedagogia das imagens

PID: S0104-40602005000200004 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Schwertner
O presente artigo discute as relações entre ficção e realidade num programa de TV e suas implicações para a educação. Expõe resultados de uma investigação em que, entre outros objetivos, procurou-se investigar acerca da autenticidade das imagens na ”sociedade do espetáculo”, destacando a profusão de “imagens caseiras” em produtos televisivos contemporâneos. Para tanto, estuda algumas cenas da microssérie Cidade dos Homens, veiculada pela Rede Globo entre 2002 e 2004. A análise da estrutura do programa, sua sintaxe e formas de narrar permitiram expor formas de visibilidade dos efeitos de realidade no seriado. As conclusões apontam para a utilização de recursos próprios dos programas de caráter documental, como a utilização de “cenas caseiras” e de depoimentos em “tempo real”, na busca por uma autenticidade das imagens. Enfatiza-se, ao final, que estudos sobre a mídia televisiva implicam sempre uma posição ética e política e, assim, tornam-se tarefa fundamental na educação ética e estética dos sujeitos.

Formação de professores: um esforço de síntese

PID: S0104-40602005000100013 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Valle
Este estudo analisa a produção acadêmica de dois grupos de trabalho: Formação de Professores e Sociologia da Educação, a partir de estudos apresentados nas Reuniões Anuais da Anped e no Seminário da Região Sul (1998). Nosso objetivo consiste em investigar o interesse que os temas formação de professores e profissionalização do corpo docente têm despertado entre os sociólogos da educação, assim como a influência de sociólogos estrangeiros na produção socioeducacional brasileira. Para tanto, foram repertoriados minuciosamente todos os trabalhos e comunicações apresentadas entre 1995 e 2000, classificando-os por tema central; em seguida, procedemos à seleção de alguns trabalhos, que mereceram uma análise mais aprofundada. Finalmente, elaboramos uma síntese apoiada nas conclusões dos estudos selecionados, privilegiando três aspectos básicos, a saber: um novo perfil de professor, a profissionalização e a formação de professores, visando construir categorias de análise que poderão orientar outras pesquisas em curso nessa área de conhecimento.

Inspecionando a escola e velando pela saúde das crianças

PID: S0104-40602005000100007 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Rocha
Este artigo pretende analisar algumas das estratégias acionadas pelos médicos-higienistas, entre o final do século XIX e as décadas iniciais do XX, com vistas a produzir uma nova configuração para a escola e, ao mesmo tempo, novos dispositivos de organização do trabalho pedagógico. Para tanto, toma como fontes os livros A hygiene na escola (1902) e Hygiene escolar e pedagógica (1917), de autoria do Dr. Balthazar Vieira de Mello, produzidos em diferentes momentos da atuação profissional desse médico-higienista, em sua militância pela institucionalização da inspeção médica das escolas paulistas.

Memória que educa. Epidemias do final do século XIX e início do XX

PID: S0104-40602005000100006 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Bertucci-Martins
O artigo resgata como as autoridades municipais e habitantes da cidade de Campinas (SP) receberam, em 1918, as notícias sobre a gripe espanhola ou influenza e, em vários momentos rememorando a febre amarela que flagelou a localidade em 1889, organizaram-se para combater a epidemia de gripe. O trabalho busca, desta forma, investigar como a memória da febre amarela esteve presente nas ações e reações dos campineiros desde as primeiras informações sobre a gripe espanhola, motivando atitudes e educando uma população ainda apavorada com a lembrança das conseqüências de uma doença epidêmica.

Mídia e educação: em cena, modos de existência jovem

PID: S0104-40602005000200003 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Fischer
Neste artigo, o propósito é articular o depoimento de jovens de 15 a 25 anos com o que deles falam os diferentes produtos da mídia, especialmente a televisão. A partir da escuta de estudantes de escolas públicas e privadas, selecionou-se um tema principal para a análise dos modos de existência jovem: a construção do “outro” nos meios de comunicação e a relação desses grupos com as diferenças sociais, econômicas, geracionais, raciais e étnicas, de gênero e de aparência física. Com apoio em Michel Foucault, particularmente nos conceitos de normalidade, normalidade e modos de subjetivação, discutimos as formas pelas quais a sociedade do espetáculo e da imagem opera na nomeação e na construção dos “outros jovens”, e como esse processo circula entre estudantes de nível médio e universitário no meio urbano de Porto Alegre, RS. Para tanto, recorremos também a autores como Jorge Larrosa e Maria Rita Kehl, com o objetivo de pensar de que forma se configura na mídia uma espécie de “normalidade jovem”. Sugerimos, nas conclusões, que, a partir dos debates e da análise das produções midiáticas, haveria a possibilidade de pensar outros modos de existência para grupos juvenis em nossa cultura.

Mídia, cognição e educação

PID: S0104-40602005000200011 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2005
Autores: Stoltz
Discutem-se as possibilidades e os limites do uso da mídia na educação. Embora considere-se a importância da apresentação e organização da mensagem, o artigo centra-se na atividade construtiva do sujeito e seu significado para a compreensão.
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