☰ Menu
Educ@

Búsqueda por Índice

Filtro por título, resumen, autor, revista y año

Total: 41435 | Página 1895 de 2072
0 resultados seleccionados

Para uma semiótica sensível

PID: S0100-31432005000200007 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2005
Autores: Landowski
A reflexão sobre o estatuto da significação na experiência estética conduz a rechaçar a concepção herdada da tradição que consiste em opor a sensação à cognição. No quadro da semiótica, a tentativa de ultrapassar essa visão dualista não supõe a invenção de uma nova problemática “do sensível”, vista como oposta à “do inteligível”, mas exige um esforço para tornar a própria semiótica mais sensível. Com esse objetivo, explora-se as pistas abertas pela última obra de A.J. Greimas, Da imperfeição. À concepção da experiência estética como encontro providencial e efêmero é contraposta a idéia de uma aprendizagem do sentido estésico dos objetos mediante processos graduais de ajuste às qualidades sensíveis dos elementos com os quais o sujeito interage, quer se trate de obras de arte, de outros sujeitos, ou ainda das coisas mais ordinárias que compõem o meio ambiente da vida cotidiana.

Por uma crítica à nova filosofia da educação musical

PID: S0100-31432005000100007 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2005
Autores: Lazzarin
Este artigo trata, primeiramente, das concepções sobre a natureza procedural da experiência musical, apresentadas pela "Nova Filosofia da Educação Musical" (NFEM), nascidas da crítica à "Filosofia da Educação Musical" (FEM). Em seguida, a discussão tensiona as dimensões que constituem o modelo multi dimensional da NFEM e questiona a preponderância à atividade de fazer musical, como única natureza da experiência com música. Argumento que a Educação Musical (EM) deve pensar em termos de múltiplas naturezas da experiência musical e, contra uma polarização artificial e improdutiva entre o ouvir e o fazer musicais, gerada pela disputa entre a FEM E a NFEM.

Sincretismo em desenhos animados da tv: O Laboratório de Dexter

PID: S0100-31432005000200009 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2005
Autores: Pillar
Este artigo examina algumas relações entre as linguagens visual e sonora em um texto sincrético criado e exibido, a partir dos anos 90, na mídia televisiva; e as significações que as crianças conferiram a tal produção. Busca enfocar o sincretismo presente num desenho animado, analisando como um mesmo conteúdo se mostra na interação de diferentes linguagens. O entendimento desta criação híbrida é complexo e envolve considerar tanto as informações presentes no texto como as competências de leitura das crianças. A discussão fundamenta-se nas contribuições da teoria semiótica desenvolvida por Algirdas Julien Greimas, em especial, nos estudos do Centro de Pesquisas Sociossemióticas sobre leitura de produções sincréticas contemporâneas, tanto da mídia como da arte.

Visualidade, entre significação sensível e inteligível

PID: S0100-31432005000200008 | Revista: Educação e Realidade (0100-3143) | Año: 2005
Autores: Oliveira
O principal objetivo deste artigo é mostrar a relevância de compreender a estrutura da comunicação do texto visual. As diferentes posições dos sujeitos da enunciação (o enunciador e o enunciatário) constituem a principal chave para analisar como o texto visual faz ver o que ele mostra. Os arranjos das relações interativas entre o enunciador e o enunciatário assumem formas de contrato entre essas duas figuras do discurso. Como resultado dessas formas, o sentido é experienciado, assim como é racionalizado. Intercomunicantes e guardando entre si relações de complementaridade, esses modos de construção do sentido nos levaram ao estabelecimento de correlações entre regimes de interação e regimes de sentido. A abordagem semiótica dessas correlações oferece um modelo teórico e metodológico para descrever e interpretar os textos visuais.

A Hora de Leitura Pedagógica como estratégia de divulgação da renovação pedagógica no Rio Grande do Sul

PID: S0102-46982005000100007 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Peres
Analiso neste trabalho a Hora de Leitura Pedagógica, instituída no Rio Grande do Sul pela Secretaria de Educação em 1937. Argumento que essa prática de leitura, extensiva a todas as diretoras e professoras primária das zonas urbanas e rural do estado, tinha como objetivo principal a divulgação das idéias da escola renovada. A análise tem como referência principal o livro de Atas da hora de leitura pedagógica (327 atas entre os anos de 1939 e 1968) de uma escola pública primária do interior do estado gaúcho, além de comunicados e circulares expedidos pelo Centro de Pesquisas e Orientação Educacionais (CPOE) e entrevistas com antigas professoras primárias.

A Vila Olímpica da Maré/RJ e a relação Estado, sociedade civil e políticas públicas

PID: S0102-46982005000200008 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Melo
O presente artigo busca debater acerca da natureza de atuação do Estado capitalista em nossos dias. Com isso, pretendemos abordar a relação entre Estado e sociedade civil na implementação de políticas públicas. Para isso, nos valeremos da experiência da Vila Olímpica da Maré/RJ, enquanto uma política pública de esporte da Prefeitura do Rio de Janeiro, implementada pela ONG UEVOM. A partir das contribuições de Antonio Gramsci, situaremos essa nova face de atuação do Estado capitalista como um dos elementos centrais no projeto de sociedade neoliberal de terceira via.

A contribuição e os reflexos do sistema de avaliação da educação básica na sala de aula: o caso Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública - SIMAVE

PID: S0102-46982005000200006 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Carnielli Machado
O presente artigo retrata uma pesquisa realizada com uma amostra de professores do Estado de Minas Gerais sobre o conhecimento dos mesmos a respeito do SIMAVE e se eles utilizam os resultados do Programa no seu fazer pedagógico. Inicialmente, realiza-se um breve histórico sobre a introdução dos sistemas nacionais de avaliação na América Latina e no Brasil para, em seguida, enfocar o caso específico da avaliação da educação básica em Minas Gerais. A pesquisa constatou uma notável discrepância de conhecimento, discussão e apropriação dos resultados do SIMAVE entre os professores da capital e do interior. Constatou também a falta de uma divulgação adequada dos resultados do SIMAVE, de forma a possibilitar que este programa de avaliação cumpra sua função de identificar problemas e levar à discussão de soluções no âmbito da educação básica.

A etnografia como uma lógica de investigação

PID: S0102-46982005000200002 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Green Dixon Zaharlick
Como resposta às discussões controversas acerca do que é realmente considerado como etnografia em pesquisa educacional, as autoras apresentam a etnografia como uma lógica de investigação, ou seja, um conjunto de princípios que localizam a etnografia dentro de teorias sobre cultura aplicadas em pesquisas no campo da Educação. No decorrer do capítulo, as autoras advogam que já existe um conjunto considerável de pesquisas na interface entre etnografia e Educação, as quais permitem reconhecer a etnografia enquanto abordagem de pesquisa para os problemas e as investigações pertinentes à Educação. Tendo como ponto de partida a noção de Toulmin (1972) sobre o conhecimento científico, as autoras afirmam que o reconhecimento da existência de um grupo de pesquisadores sobre a etnografia-em-educação certamente contribui para o estabelecimento de uma ecologia intelectual, ou “um conjunto coletivo de conceitos, práticas e ações adotados em comum por membros de uma comunidade denominada ‘cientistas’”, a qual confere à etnografia em educação bases sólidas para considerá-la uma lógica de investigação. Como suporte aos seus argumentos, as autoras apresentam três princípios-chave considerados fundamentais às questões relativas à etnografia aplicada à Educação. São eles: a etnografia como o estudo de práticas culturais, a etnografia como início de uma perspectiva contrastiva e a etnografia como início de uma perspectiva holística. Ao final, as autoras propõem um esquema para auxiliar o(a)s pesquisadore(a)s na condução de suas pesquisas etnográficas sob a perspectiva da etnografia-em-educação como uma lógica de investigação. Por fim, a título de melhor clareza da distinção de uso dos termos ético e êmico no decorrer da pesquisa etnográfica, esta versão traduzida apresenta nota acerca da relação binária entre uma perspectiva ética ou êmica adotada pelo(a) pesquisador(a) durante seu trabalho de campo.

A exteriorização da escola e a formação do cidadão no Brasil (1930- 1960)

PID: S0102-46982005000100003 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Fonseca
O processo de exteriorização da escola no Brasil, no período entre 1930 e 1960, foi uma estratégia educativa para a formação moral e política do ideal de cidadão que se pretendia para a promoção do desenvolvimento e da modernização do País naquele momento, tendo a festa cívica como um de seus principais instrumentos. Buscando legitimidade nos modelos pedagógicos então considerados de vanguarda e representativos da modernidade no campo da educação ocidental e extrapolando o espaço propriamente escolar para a efetivação de uma educação cívica e patriótica, o Estado brasileiro consolidou o papel da escola como agente dessa formação, não apenas em seu próprio espaço físico, mas, sobretudo por meio da fixação de um espaço público reservado para a escola e para seus principais sujeitos, isto é, professores e estudantes.

A formação do leitor e os textos de Clarice Lispector

PID: S0102-46982005000200003 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Dinis
No discurso psicopedagógico atual, a aprendizagem da leitura está condicionada ao desenvolvimento de estruturas cognitivas que possibilitam ao sujeito-leitor a interação com materiais apropriados a sua faixa etária, partindo dos elementos mais simples aos mais complexos. Proposição que seria unânime, não fossem as transformações que a pós modernidade imprimiu na nossa relação com os livros, desconstruindo os nossos conceitos de autor, de texto e de leitor. Na literatura brasileira, temos exemplo em Clarice Lispector, cujo estilo tem afastado alguns educadores que acreditam que a leitura da obra dessa autora seja inadequada ao estágio de formação de seus educandos. Mas como explicar a proximidade da obra Clariceana com seus leitores? Qual a formação desse leitor? Qual a importância da instituição escolar como agente formador desse leitor? Os textos de Clarice Lispector se aventuram pelo mundo do inusitado, expõem o leitor ao desconhecido, possibilitando-lhe a vivência de múltiplas formas.

Algumas reflexões sobre a noção de público no contexto da política educacional brasileira

PID: S0102-46982005000200007 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Oliveira Paoliello
Desde o final do século XIX, a escola pública tem sido objeto de intenso debate. Mas o que é essa escola pública? Se ela se apresenta de formas diversas desde o seu surgimento, é possível defini-la de modo universalista Basta que uma escola seja mantida por órgãos estatais para ser nomeada pública? Este ensaio apresenta uma breve discussão, com base na realidade educacional brasileira mais recente, sobre como tempos e lugares diferentes produziram conceitos distintos de “público”, em função da relação que a sociedade civil estabelece com o Estado. A tese defendida é que se pode abstrair, a partir da forma pela qual os homens se organizam em sociedade em um dado momento e dos mecanismos que criam para institucionalizar essa forma social, o conceito de “público” nela expressa, sendo que diferentes concepções e práticas políticas podem coexistir numa mesma realidade.

Construção de uma relação acadêmica com o saber na formação de professores no ensino superior

PID: S0102-46982005000200005 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Bicalho
O artigo discute a formação de professores no ensino superior, especificamente no que se refere à construção da relação acadêmica com o saber. Adota como referencial teórico a noção de relação com o saber como proposta por Bernard Charlot. Utiliza ainda as reflexões de Jean Pierre Terrail sobre a especificidade da ação educativa escolar para discutir as implicações e os desafios dessa construção.

Educar la mirada: notas sobre los aportes de la imagen a la formación docente

PID: S0102-46982005000100009 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Dussel
La imagen es uno los modos de representación más extendidos hoy, muchos más probablemente que las palabras. Vivimos en una sociedad dominada por las imágenes, desde la televisión y la publicidad; aprender a leer esas imágenes y analizar la carga que contienen, ‘abriéndolas’ hacia contextos más amplios y poniéndolas en relación con otros relatos y discursos que interpretan esa realidad, es una tarea educativa de primer orden. En este artículo, nos proponemos contribuir al análisis de cómo se ‘educa la mirada’, a partir de las reflexiones que realizamos en un proyecto de producción de audiovisuales y formación docente desarrollado en FLACSO/ Argentina. La experiencia nos lleva a cuestionar la presunción de una identificación total entre ‘ver’ y ‘saber’, y a plantear la necesidad de trabajar y debatir la representación visual en su estatuto de verdad.

Educação e cinema: contestando a hegemonia hollywoodiana

PID: S0102-46982005000100011 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Lopes
Neste trabalho procuraremos mostrar que não é possível sugerir alternativas cinematográficas e educacionais ao cinema de matriz hollywoodiana sem antes procurar fazer sua radiografia, na tentativa de desnudar seus conceitos e seus métodos. Em seguida analisaremos o modo como, na interação dos sujeitos com o cinema, eles se tornam mediadores deste, assim como o cinema se trona mediador deste, assim como o cinema se trona mediador entre os sujeitos. Procuraremos mostrar o modo como repercute o cinema de vertente hollywoodiana nas crianças e adolescentes e de que margem de liberdade eles dispõem para fazer escolhas. Buscamos demonstrar que, se não forem oferecidas, entre muitas outras, as experiências dos valores que desejamos transmitir, a educação conforme esses valores convertem-se numa tarefa impossível. Trata-se de oferecer a possibilidade de os nossos alunos verem outro tipo de cinema, de forma a fazerem as melhores escolhas. Finalizaremos nosso trabalho defendendo um cinema de reflexão, de pensamento e de resistência às formas banais.

Em educação histórica, a memória não vale a razão!

PID: S0102-46982005000100002 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Laville
Há alguns anos a memória, em suas diversas formas, parece encontrar-se em todo lugar, tanto no espaço público quanto no campo específico da história. Agora, percebe-se que a memória está rondando o ensino da história. Qual proveito poder-se-ia esperar da memória? Após lembrar a concepção que se tem habitualmente da educação histórica e dos seus objetivos, o artigo examina, primeiramente, o lugar e o papel da memória no campo histórico e, em seguida, o que poderia ser a sua contribuição para o ensino da história. E conclusão, veremos que as vantagens da contribuição da memória não são tão evidentes e que, considerando, o que se espera atualmente do ensino história, precisaríamos provavelmente desconfiar de seus possíveis efetivos adversos.

Formação do professor e diferenças raciais e culturais: a visão das revistas da área de educação

PID: S0102-46982005000100004 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Pinto
Este estudo analisa artigos publicados em 21 revistas da área de educação, entre 1990 e 2003, que tratam da formação do professor em articulação com a questão das diferenças raciais e culturais. São identificadas as perspectivas teóricas que têm subsidiado os estudos sobre o tema e os fatores e contextos que contribuíram para que se passasse a pensar a formação do professor nessa perspectiva. Destacam-se também as características, os avanços e os problemas com que têm deparado algumas experiências de formação de professores que incorporam essa preocupação. Finalmente, enumeram-se sugestões dos autores para direcionar a formação do professor de modo a torná-lo sensível às questões e aos embates que dizem respeito às diferenças raciais e culturais.

O cinema e a História: reflexões e relato de uma experiência de ensino

PID: S0102-46982005000100010 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Villalta Gomes Ramos Michel
Até a segunda metade do século xx, o historiador estava impedido de se fiar - para usar um termo de Marc Ferro - no cinema, nas suas interpretações e manipulações da realidade. Entretanto, com a renovação historiográfica ocorrida principalmente no cenário do movimento dos Annales, ampliaram-se enormemente as fronteiras do conceito de fonte histórica, e uma outra visão de documento emergiu. Nesse contexto, tornou-se possível a incorporação do cinema ao universo do historiador. Mas de que forma a história pode se apropriar do cinema como fonte? Como fazer do cinema um recurso didático relevante no ensino da história? Neste artigo, desenvolvemos, num primeiro momento, algumas reflexões sobre a relação entre história e cinema, procurando compreender os modos como o filme pode ser concebido pelo historiador. Num segundo momento, relatamos a experiência de realização de um curso de extensão em que produções cinematográficas nacionais foram utilizadas como recurso didático no ensino da história. Enfocamos, então, o trabalho que efetuamos com o filme Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), de Carla Camurati.

O estudante pobre na Universidade Federal de Minas Gerais: uma abordagem histórica

PID: S0102-46982005000100006 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Portes
O propósito deste artigo é discutir e analisar como um determinado conjunto de ações, inicialmente de jovens estudantes e, posteriormente, de instituições, permitiu a permanência de estudantes pobres na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desde os seus primórdios. Para a análise, foram utilizados documentos oficiais da UFMG e documentos inéditos produzidos pela caixa dos estudantes pobres Edelweiss Barcellos entre 1932 e 1935. O artigo mostra como o acolhimento do universitário pobre foi lento e gradativo, enfrentando sempre a resistência institucional, e, ainda, como o engajamento de personalidades como Mendes Pimentel e Baeta Vianna favoreceram a criação de uma assistência aos universitários pobres, hoje prestada pela Fundação Universitária Mendes Pimentel.

O observável e o imensurável na universidade do desempenho

PID: S0102-46982005000200009 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Santos
A cultura da performatividade na sociedade pós-industrial está relacionada a um conjunto de medidas e mudanças implementadas, visando superar as crises que afetavam o sistema capitalista. Como resultado, o conhecimento tornou-se uma mercadoria e as políticas de cunho neoliberais reconfiguram a sociedade, a partir da idéia de livre mercado. Em nome da transparência, o estado tem criado tecnologias de auditoria voltadas para o desempenho do setor público. Nesse contexto, este artigo examina a cultura do desempenho que vem sendo desenvolvida no interior da universidade e suas implicações para o ensino e a pesquisa. Ambas tornaram-se colonizadas por uma forma de regulação, fundamentada na eficiência, como um mecanismo de legitimação para a produção do conhecimento e de sua transmissão. Somente as atividades que podem ser mensuradas tornam-se importantes porque evidenciam a produtividade da universidade e definem seu status e posição de prestígio. Responsabilização (accountability), competição e individualismo são expressões do novo discurso que age tanto do exterior para o interior das pessoas, como em sentido inverso, modelando um novo tipo de profissionalismo e moldando novas subjetividades, marcados pela intensificação do trabalho.

Problematizando a formação dos futuros trabalhadores/professores

PID: S0102-46982005000100005 | Revista: Educação em Revista (0102-4698) | Año: 2005
Autores: Amado
Atualmente, afirma-se com freqüência que as redefinições no campo do trabalho impõem a necessidade de um novo trabalhador, dotado de características bastante peculiares. Ao mesmo tempo, os ‘antigos’ espaços organizacionais responsáveis pela formação dos trabalhadores são considerados insuficientes para atender às exigências contemporâneas. Este artigo sugere estarmos diante do desafio de aproveitar este momento para discutir os rumos assumidos pela sociedade. Assim, procura problematizar a formação docente, chamando a atenção para os processos de subjetivação engendrados nos espaços educacionais. Com esse objetivo, desenvolve análise a partir de três tópicos: uma discussão acerca das transformações no mundo da produção e seus reflexos no âmbito educacional; uma breve pesquisa sobre a produção acadêmica relativa à formação de professores, em periódico de educação superior e, por fim, o debate acerca das recentes orientações oficiais quanto aos espaços reservados para tal formação. Conclui afirmando que os espaços de formação docente, em vez de abraçarem a causa do mercado, precisam criar condições para que os futuros professores possam problematizar sua formação, assim como a daqueles que estarão sob sua responsabilidade.
Reportar erro A