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Educação inclusiva: um estudo na área da educação física

PID: S1413-65382005000200005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Aguiar Duarte
O presente estudo teve por objetivo investigar os significados da inclusão de pessoas com necessidades especiais nas aulas de educação física no sistema regular de ensino. A amostra foi constituída de 67 participantes, assistentes técnicos pedagógicos de Educação Física de Diretorias de Ensino do Estado de São Paulo. Trinta informantes eram do sexo masculino, 57 cursaram faculdades privadas e 10 públicas, 29 possuíam curso de especialização, 57 tinham mais de 10 anos de experiência na área da Educação Física Escolar, 5 tinham entre 5 e 10 anos de experiência e 5 entre 1 e 5 anos, a idade entre eles variou de 27 a 58 anos. Para coleta de dados foi utilizado como instrumento um questionário do tipo semi-estruturado, composto por 10 questões fechadas e 4 abertas. Os resultados apontaram que cerca de 97% dos participantes não possuíam conhecimentos suficientes para incluir alunos portadores de necessidades especiais nas aulas de Educação Física e que também, por volta de 97%, acreditavam que a participação do aluno portador de deficiência em aulas de Educação Física pode auxiliar na sua inclusão na comunidade escolar. Os resultados também indicaram que para realizar a inclusão os professores necessitam de: a) apoio do governo, no que se refere a oferecimento de cursos de reciclagem; b) auxílio técnico pedagógico especializado; c) estrutura adaptada do espaço físico; e d) material didático adequado.

Elaboração do abstract: orientação aos autores

PID: S1413-65382005000100003 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Souza
Dois aspectos são relevantes na elaboração do abstract: sua importância nos artigos científicos e as dificuldades decorrentes de ser a sua redação em língua estrangeira. O abstract é o cartão de visitas da pesquisa, funciona como meio de disseminação da informação e atinge um maior número de leitores pela universalidade da língua. Os autores dos artigos devem estar cientes dessa importância, conhecerem melhor a estrutura dos abstracts, assim como receberem instruções para uma melhor elaboração. Para esse conhecimento, mencionamos as partes que devem estar contidas e, para sua realização, algumas metodologias de elaboração. Alguns erros são comuns nesse tipo de redação feita por não nativos da língua inglesa. Baseados nos problemas mais evidentes, recomendamos algumas instruções para melhorar a redação dos abstracts.

Escolha e desempenho no trabalho de adultos com deficiência mental

PID: S1413-65382005000300004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Escobal Araújo Goyos
O presente estudo teve como objetivo analisar o comportamento de escolha de adultos com deficiência mental sob duas condições de trabalho com e sem arranjo instrucional e avaliar a influência da situação de escolha sobre parâmetros de desempenho nessas condições. Três adultos com deficiência mental aprenderam, inicialmente, uma tarefa de trabalho com e sem o referido arranjo, através de técnicas de controle de estímulos, modelagem e esvanecimento, e instruções verbais. O arranjo, desenvolvido para a tarefa específica de trabalho, contém dispositivos para colocação de papel picado, fundo de capas de bloco de anotações e cola. Seus objetivos específicos foram prover assistência imediata; aumentar ou manter a freqüência do comportamento e prevenir erros na rotina da tarefa. A estratégia experimental consistiu de cinco fases: ensino da tarefa (em grupo), pré-treino (em grupo), treino individualizado (com e sem arranjo instrucional), treino para escolha, e avaliação sob extinção. Os resultados mostraram que a introdução do arranjo instrucional diminuiu o tempo de realização da tarefa e a média de erros durante a execução da mesma. Pode-se afirmar que o arranjo instrucional permitiu maior controle dos participantes sobre a situação de trabalho e, aliado à oportunidade de escolha, possibilitou que trabalhassem mais estimulados e com maior independência.

Inclusão de crianças em educação pré-escolar regular utilizando comunicação suplementar e alternativa

PID: S1413-65382005000200002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: von Tetzchner Brekke Sjothun Grindheim
Muitas crianças usuárias de meios alternativos de comunicação se encontram educacionalmente segregadas, mesmo não havendo evidências de que tais ambientes pudessem ser mais benéficos na promoção de sua comunicação e do desenvolvimento da linguagem do que ambientes não segregados. Os efeitos potencialmente positivos do ambiente escolar inclusivo ainda não foram plenamente descritos. No entanto, explicações teóricas recentes sobre o desenvolvimento lingüístico sugerem que a comunicação e o desenvolvimento de linguagem de crianças usuárias de sistemas de comunicação manual e gráficas possam estar melhor amparados em ambientes de pré-escola inclusiva do que em espaços segregados, desde que as práticas comunicativas dos adultos e dos pares sejam suficientemente adaptadas às habilidades e limitações das crianças. Neste contexto é possível o desenvolvimento e a facilitação das interações criança-criança e constituição cultural do sujeito. Os exemplos apresentados ilustram como as práticas inclusivas podem ser utilizadas para promover o desenvolvimento de linguagem alternativa em crianças com diversas habilidades e limitações, sugerindo várias formas de interação entre as crianças que desenvolvem diferentes modos de comunicação e seus pares, incluindo situações envolvendo disputas infantis do cotidiano escolar. Além disso, são indicadas razões que justificam os benefícios dos ambientes inclusivos para muitas crianças que estão desenvolvendo comunicação alternativa.

Interação entre professora e alunos em salas de aula com proposta pedagógica de educação inclusiva

PID: S1413-65382005000300005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Silva Aranha
Correntes teóricas presentes na literatura científica têm demonstrado a importância das relações interpessoais para o processo de construção do conhecimento. É no contexto da interação professor e aluno que se configura a relação entre as necessidades educacionais dos alunos e as respostas pedagógicas a elas disponibilizadas, o que envolve o domínio do conhecimento pelo professor, sua capacitação técnico-científica, a competência de ensinar pesquisando, as características sócio-culturais e o perfil psicológico dos atores sociais envolvidos- professor e aluno. Buscando melhor compreender este universo, elaborou-se este estudo que teve como objetivo descrever as interações ocorridas entre uma professora, e seus alunos, em classes em que se propunha adotar uma prática pedagógica inclusiva. Os dados foram coletados em 2 salas de aula, em escola estadual de Ensino Fundamental, no município de Bauru. O processo de coleta de dados se deu através do registro da realidade de sala de aula em vídeo tape. Optou-se por este método, por permitir a recuperação posterior dos dados. A coleta se deu no transcorrer do 1º semestre do ano letivo de 2001. A análise fundamentou-se em sistema prévio de categorias, e tratou os dados quantitativa e qualitativamente. Os resultados demonstraram peculiaridades e diferenças nas interações da professora com os seus alunos, em função da presença ou ausência da deficiência. Indicaram, também, que a interação vem demonstrando avanços na prática educacional, no que diz respeito à atenção pedagógica, da professora, ao aluno com deficiência.

Intervenção focada na família: um estudo de caso com mãe adolescente e criança de risco

PID: S1413-65382005000100005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Cia Williams Aiello
A intervenção precoce proporciona ao indivíduo considerado de risco experiências significativas que venham a minimizar ou prevenir a ocorrência de danos mais graves ao seu desenvolvimento. Para sua efetividade, a família torna-se essencial, por ser responsável pela solução de problemas diários que surgem durante as etapas de desenvolvimento de seus filhos. A intervenção torna-se ainda mais importante para mães adolescentes de baixo poder aquisitivo, pois muitas não têm conhecimento sobre os cuidados com o filho, têm que abandonar os estudos, além de não contarem com apoio social. Sendo assim, o presente estudo teve por objetivos identificar os impactos a curto prazo de uma intervenção direcionada para uma família e avaliar a médio prazo os impactos da intervenção sobre o desenvolvimento de uma criança de risco. Participaram deste estudo uma criança do sexo feminino (20 meses) e sua mãe (15 anos). Para avaliar os impactos da intervenção foram aplicados roteiros de entrevistas com a mãe e o Inventário Portage Operacionalizado com a criança e realizados registros da interação profissional-mãe durante a intervenção. Observou-se que a curto prazo a intervenção foi eficaz para que a mãe organizasse sua vida pessoal (retomar os estudos e voltar a realizar atividades sociais) e passasse a desenvolver interações mais adequadas com a filha com maior freqüência. Decorridos cinco meses da intervenção, verificou-se que a criança apresentou melhoras significativas em todas as áreas do desenvolvimento. Conclui-se que a intervenção foi eficaz para o empoderamento da família e conseqüentemente, para o favorecimento do desenvolvimento da criança.

Matemática para deficientes mentais como objeto de pesquisa: análise e perspectivas

PID: S1413-65382005000100009 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Rossit Araujo Nascimento
O presente trabalho tem como objetivo organizar e sistematizar as pesquisas desenvolvidas para o ensino de habilidades matemáticas para pessoas com deficiência mental. A análise da literatura nessa área poderá auxiliar os profissionais e pesquisadores da educação a reconhecer a importância desse tema no processo educacional do deficiente mental. A análise e discussão das pesquisas foi direcionada para os aspectos da aplicabilidade e da manutenção das relações aprendidas, proporcionando uma oportunidade para: (a) examinar que tipo de intervenção tem sido conduzida; (b) descrever as características da população classificada como deficiente mental que tem participado desses estudos; (c) sintetizar e discutir os resultados obtidos através dos diferentes procedimentos de ensino; e (d) oferecer sugestões para futuras pesquisas.

O processo de solução de problemas em crianças com deficiência mental leve: a relação entre o real e o virtual

PID: S1413-65382005000300006 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Araújo
Este artigo trata de uma pesquisa realizada com vinte e duas crianças com deficiência mental leve tendo como objetivo estudar o processo de solução de problemas dessas crianças em duas situações diferentes - uma situação denominada real e uma situação virtual. Esses sujeitos foram divididos em dois grupos experimentais: Grupo Experimental I e Grupo Experimental II. Como resultado, verificamos a supremacia da situação virtual (para ambos os grupos) e a supremacia do Grupo Experimental II (Virtual - Real - Virtual). Consideramos que essa supremacia pode ser explicada pelo fato de que a situação virtual possui uma característica de monitoramento, que permite à criança com deficiência mental leve ter um feedback imediato quanto às estratégias escolhidas; uma forma de aprendizagem mais gradual, onde lhes é possível aprender a organizar e integrar informações, e, também, uma situação onde elas sejam menos expostas ao medo do fracasso.

O que os empregadores pensam sobre o trabalho da pessoa com deficiência?

PID: S1413-65382005000200008 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Tanaka Manzini
Este estudo teve o objetivo de identificar o ponto de vista dos empregadores sobre a pessoa com deficiência, o seu trabalho e a sua admissão como funcionária da empresa. Os dados foram coletados por meio de entrevista semi-estruturada, junto a seis responsáveis pelo setor de recursos humanos de empresas pertencentes aos ramos de comércio, indústria e prestação de serviços. Os resultados indicaram que essas empresas possuíam funcionários com diferentes tipos de deficiência e a sua contratação ocorreu, predominantemente, pela obrigatoriedade da lei. Os entrevistados acreditavam que as pessoas com deficiência tinham condições de exercer um trabalho, mas apontaram algumas dificuldades em função: a) dela própria - falta de escolaridade, de interesse e de preparação profissional e social; b) da empresa - condições inadequadas do ambiente físico e social, falta de conhecimento sobre a deficiência; c) das instituições especiais - inadequação dos programas de treinamento profissional e social, falta de contato com as empresas para conhecer as suas necessidades; d) do governo - de proporcionar acesso à escola e ao transporte, falta de incentivo para as empresas promoverem adaptações ergonômicas e desenvolverem programas de responsabilidade social. Os cargos que os funcionários com deficiência ocupavam exigiam pouca qualificação e o seu treinamento era realizado no próprio local de trabalho. A concepção de que as dificuldades desse trabalhador eram decorrentes das suas condições orgânicas prevaleceu na fala desses entrevistados.

O resumo como instrumento para a divulgação e a pesquisa científica

PID: S1413-65382005000100002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Chaves
Considerando o resumo como fonte de pesquisa e de comunicação científica, objetiva-se analisar seus aspectos estruturais como subsídio ao aperfeiçoamento científico da Revista Brasileira de Educação Especial. Para tanto, parte-se da análise dos elementos lógicos e lingüísticos da estruturação do resumo científico para, a título de exemplo, proceder-se à análise de alguns resumos publicados na revista, cujos resultados, reveladores de alguns problemas de natureza predominantemente estrutural, levam a concluir pela necessidade de os autores receberem, no âmbito da normatização dos originais, instruções específicas sobre a construção do resumo, de modo a garantir a informatividade do mesmo.

Paradoxos da formação de professores para a Educação Especial: o currículo como expressão da reiteração do modelo médico-psicológico

PID: S1413-65382005000200007 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Michels
O objetivo deste artigo é discutir a formação de professores para a educação especial, analisando a organização curricular como expressão de uma determinada concepção de educação especial, deficiência e de prática educativa destinadas aos alunos considerados deficientes. Como campo empírico elegeu-se a Universidade Federal de Santa Catarina, no período de 1998-2001, quando coexistiram duas modalidades de habilitação Educação Especial no Curso de Pedagogia - regular e emergencial. Por meio de análise documental, principalmente dos projetos de curso e das ementas de disciplinas, buscou-se refletir sobre o currículo e a constituição histórica da Educação Especial no Brasil. Desta análise depreendeu-se que a formação de professores para a Educação Especial está subsidiada no modelo médico-psicológico e que está constitui-se em uma disposição incorporada (habitus). Tendo analisado as disciplinas e suas respectivas ementas, pôde-se perceber a permanência da compreensão do fenômeno educacional relacionado ao aluno com diagnóstico de deficiência pela base biológica e, de maneira mais acentuada, pela Psicologia. A manutenção de tais bases de conhecimento para a área retira da Educação a compreensão da deficiência e da própria ação pedagógica como fato social.

Políticas de educação especial no Brasil: estudo comparado das normas das unidades da federaçãoBrazilian special educational policies: a comparative study of the unities federation norms

PID: S1413-65382005000100008 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Bueno Ferreira Baptista Oliveira Kassar Figueiredo
Este artigo é uma síntese do trabalho apresentado na 26ª Reunião Anual da Associação Brasileira de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - ANPEd, em 2003. A partir de duas grandes chaves de análise (Fundamentos das Políticas de Educação Especial e Normatização das Políticas Estaduais), procurou-se - através do conteúdo de documentos legais, promulgados pelos Conselhos e Secretarias Estaduais de Educação - mapear e analisar as semelhanças e diferenças regionais, sobre os seguintes aspectos: bases legais; princípios e diretrizes; conceituação de educação especial; conceituação do alunado; níveis de ensino abrangidos; estrutura organizacional de atendimento; organização curricular e pedagógica; serviços de apoio; tipos de formação e requisitos para a docência; e educação profissional. O mapeamento e análise aqui efetuados, com base nas diferenças e semelhanças regionais, tiveram por finalidade constituir material de referência para estudiosos e pesquisadores que se debruçam sobre as políticas de educação especial no Brasil.

Professores de crianças com necessidades educacionais especiais: o suporte informacional no cotidiano da escola que busca a inclusão

PID: S1413-65382005000100006 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Martinez Pamplin Oishi
Um grande número de pesquisas sobre inclusão de crianças com Necessidades Educacionais Especiais (NEE) no sistema regular de educação tem enfocado o professor como o principal responsável pelo sucesso ou fracasso dessas crianças na escola. Contudo, estudos recentes têm apontado para a importância de se considerara influência do contexto familiar no processo de escolarização de crianças. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a relação entre os professores de Educação Especial e as famílias de seus alunos no que se refere ao suporte informacional que os professores fornecem para a família. Treze professores participaram deste estudo, respondendo ao Questionário sobre o Papel do Professor de Educação Especial. A partir dos resultados foi possível assumir que a relação entre professores e famílias de crianças com NEE não pode ser descrita como uma parceria, uma vez que os professores não fornecem as informações sistematicamente mesmo que sejam necessárias para os responsáveis pelas crianças.

Relato da vida escolar de pessoas com o transtorno obsessivo-compulsivo e altas habilidades: a necessidade de programas de enriquecimento

PID: S1413-65382005000200004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Barbosa Simonetti Rangel
Este artigo tem por objetivo discutir a oferta de atividades escolares de apoio a estudantes com sintomas ou transtorno obsessivo-compulsivo e altas habilidades/superdotação/talentos, através de atividades psico-educacionais denominadas programas de enriquecimento. Para se identificar o comportamento relativo às altas habilidades nos sujeitos, foram utilizados os testes psicológicos Matrizes Progressivas de Raven - Escala Geral, e Minhas Mãos (MM), além do coeficiente de rendimento escolar dos sujeitos, bem como os relatos dos mesmos, colhidos por meio de questionário baseado no Modelo Triádico de Renzulli e Mönks. Quanto aos comportamentos dos sujeitos relacionados ao transtorno obsessivo-compulsivo diagnosticado por psiquiatra, foram utilizados a Escala de Sintomas Obsessivo-Compulsivos de Yale-Brown (YBOCS) e um questionário baseado em Cordioli, para a identificação dos sintomas obsessivo-compulsivos apresentados pelos sujeitos. Os resultados da pesquisa, além de (1) reforçarem a pertinência da proposta de utilização de programas de enriquecimento para estudantes com altas habilidades, (2) evidenciaram a desinformação de alguns educadores acerca das manifestações e sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo, e (3) indicaram que as altas habilidades não são percebidas por muitos educadores como uma necessidade especial que deve ser reconhecida e oportunizada. O método de pesquisa estudo de caso foi aplicado a 9 sujeitos os quais apresentam altas habilidades/superdotação/talentos e transtorno obsessivo-compulsivo.

Revisão por pares na Revista Brasileira de Educação Especial

PID: S1413-65382005000300002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Omote
O artigo discute algumas questões relativas ao procedimento de revisão por pares na avaliação de originais submetidos a um periódico. Essa avaliação é aceita como necessária para assegurar a qualidade científica de artigos publicados, já que a integridade da literatura especializada é considerada essencial para o desenvolvimento da ciência. Entretanto, há críticas à revisão por pares, incluindo o longo tempo decorrido entre a entrega dos originais e a publicação, o tempo e a energia despendidos pelos autores e revisores, a subjetividade na avaliação e outros problemas que podem introduzir vieses na área. A Revista Brasileira de Educação Especial, que adota a avaliação cega por pares, tem-se mostrado relativamente versátil. O tempo médio entre o recebimento dos originais e o aceite final, depois de passar pela revisão por pares e conseqüente ajuste por parte dos autores, é de cerca de cinco meses e meio. Na literatura especializada, encontram-se sugestões como a eliminação de avaliação e publicação de todos os textos submetidos, em meios eletrônicos, menos onerosos e mais versáteis, deixando que os próprios leitores façam a sua avaliação. A análise procedida conclui que a revisão por pares é necessária. Aponta a necessidade de se realizarem discussões sobre a própria avaliação, para que se desenvolvam procedimentos mais eficientes de controle de qualidade das publicações. Sugere que a avaliação efetiva é feita pela própria comunidade acadêmica, após a publicação, mediante reconhecimento coletivo do valor científico da publicação, na forma de impacto que pode causar sobre novas investigações e construção do conhecimento na área.

Ter um irmão especial: convivendo com a Síndrome de Down

PID: S1413-65382005000300009 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Petean Suguihura
O presente estudo teve por objetivos conhecer como é a relação entre irmãos mais velhos de pessoas com diagnóstico de Síndrome de Down (SD); que informações e sentimentos possuem sobre o diagnóstico; se houve ou não modificações na dinâmica familiar e em suas próprias vidas. Foram entrevistadas 11 pessoas, de ambos os sexos, com idade superior a dez anos, sendo, cada uma, o irmão mais velho de criança com diagnóstico de SD, sendo realizada análise quantitativa de dados da amostra e análise quantitativa-interpretativa e qualitativa para os dados da entrevista. Os dados mostram que a maioria dos sujeitos (90,9%) sabe o nome da Síndrome e foram informados pela mãe logo após o nascimento do irmão, seis deles consideram que reagiram normalmente à notícia. Quanto às responsabilidades adquiridas, a maioria, 90,9%, são responsáveis pelas atividades de vida diária; 27,27% deles consideram que houve acréscimo de responsabilidade em suas vidas em decorrência do nascimento do irmão com SD. Em relação ao sentimento que apresentam por terem um irmão especial, 54,54% consideram como positivo, ou seja, disseram que também sentem-se especiais. Na falta (morte) dos pais, a metade dos participantes informa que eles serão os responsáveis legais deste irmão. Pode-se concluir que o nascimento de um irmão com SD tem conseqüências na rotina de vida dos irmãos mais velhos, trazendo modificações e responsabilidades para eles. Entretanto, parece ter um efeito menos dirigido para a desestrutura psicológica, sendo poucas as manifestações de sentimentos extremos, ficando apenas no nível da tristeza, quando são expressos.

Uma análise dos mitos que envolvem os alunos com altas habilidades: a realidade de uma escola de Santa Maria/RS

PID: S1413-65382005000200009 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2005
Autores: Rech Freitas
No Brasil, ainda existem poucas pesquisas sobre a temática das altas habilidades, suscitando, assim, maiores discussões no campo da educação, em particular, da educação especial. Diante disso, alguns mitos ou idéias equivocadas perpassam a trajetória acadêmica dos alunos com altas habilidades. Isso se deve ao fato do desconhecimento, por parte de alguns professores, sobre como reconhecer e estimular as habilidades desses alunos. Neste artigo são apresentados os resultados de uma pesquisa proposta para investigar se os mitos que envolvem os alunos com altas habilidades prevalecem na concepção dos docentes do ensino fundamental de uma escola da rede pública estadual de Santa Maria/RS. Dez professoras do turno da tarde, que lecionam de 1ªà 4ª série, participaram da pesquisa. O instrumento definido para a coleta dos dados foi a entrevista semi-estruturada, aplicada individualmente em um ambiente reservado. Para o registro dos dados foi utilizado gravador, mediante autorização prévia das entrevistadas. A análise de conteúdo foi utilizada como forma de "leitura" das falas dos sujeitos participantes da pesquisa. Como resultado, à incidência dos mitos nas entrevistas das dez participantes, foi constatado que a professora "A" pode ser observada em 60% dos mitos citados, as demais não ultrapassaram a 20%. Esse fato pode ser explicado, pois essa professora não participou da pesquisa desenvolvida na escola nos anos de 2002 e 2003. As considerações finais apontam para a importância da conscientização dos professores que atuam em sala de aula regular, para que eles saibam identificar, atender e/ou encaminhar alunos com características de superdotação para um atendimento especializado.

A ciência dos partos: visões do corpo feminino na constituição da obstetrícia científica no século XIX

PID: S0104-026x2005000300011 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2005
Autores: Martins
RESUMO Este artigo trata da produção do saber especializado sobre o corpo feminino entre os séculos XIX e XX, tendo como objetivo principal analisar as imagens divulgadas nos tratados e manuais de obstetrícia publicados na Europa e que foram utilizados pelos estudantes de medicina e médicos brasileiros. Procura-se entender o realismo das imagens médico-científicas sobre o corpo feminino como forma de expressão de uma nova relação entre médicos e mulheres engendrada pelos métodos de investigação produzidos nos laboratórios de anatomopatologia e nos exames clínicos das mulheres grávidas

A não-ordenação feminina: delimitando as assimetrias de gênero na Igreja Católica a partir de rapazes e moças vocacionados/as

PID: S0104-026x2005000200016 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2005
Autores: Fernandes
A não-ordenação feminina no catolicismo é abordada neste texto a partir da ótica de jovens seminaristas e moças que desejam ingressar em conventos. Trata-se de um estudo sociológico e qualitativo que analisa comparativamente as percepções de rapazes e moças sobre as relações de gênero na Igreja Católica. Suas narrativas demonstram claramente a existência de desigualdades de gênero no nível hierárquico e revelam que as moças tendem a ser mais críticas e questionadoras e os rapazes tendem a manter o status quo.

A presença feminina nas (sub)culturas juvenis: a arte de se tornar visível

PID: S0104-026x2005000100008 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2005
Autores: Weller
Na produção bibliográfica existente, constata-se uma lacuna no que diz respeito à participação feminina nas (sub)culturas juvenis. Será que jovens-adolescentes do sexo feminino constituem uma minoria no movimento hip hop ou em outras manifestações culturais como as galeras ou gangues? O presente artigo questiona a ausência de estudos sobre jovens-adolescentes do sexo feminino, tanto nos trabalhos sobre juventude como nos estudos feministas, destacando a necessidade de pesquisas voltadas para a compreensão das ações juvenis em seus contextos específicos. Com base em dados empíricos sobre jovens-adolescentes negras e jovens de origem turca pertencentes ao movimento hip hop nas cidades de São Paulo e Berlim, discute ainda a luta pela conquista de espaço e de reconhecimento nesse movimento cultural de predominância masculina.
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