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Feminismo em movimento: temas e processos organizativos da Marcha Mundial das Mulheres no Fórum Social Mundial

PID: S0104-026x2003000200019 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Nobre Faria
O texto apresenta uma comparação entre o surgimento e desenvolvimento do processo Fórum Social Mundial e a Marcha Mundial das Mulheres no Brasil. O Fórum teve uma enorme contribuição para historicizar a globalização capitalista e mudar os termos do debate, e o movimento de mulheres tem sua trajetória imersa neste contexto, assim como o feminismo tem um grande potencial para desnaturalizar o discurso sobre a globalização e a economia neoliberal. O texto também mostra as relações construídas entre os movimentos sociais e suas agendas em comum que vêm se expressando no conjunto das ações do movimento antiglobalização.

Feministas e tecnocratas na democratização da América Latina

PID: S0104-026x2003000200002 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Montecinos
Os movimentos de mulheres muito contribuíram para pôr fim aos governos autoritários na América Latina, mas sua participação na reconstrução da política democrática tem sido mais limitada do que o esperado. Este artigo argumenta que a enorme influência exercida por elites tecnocráticas no processo de democratização na América Latina tem representado um obstáculo para a melhoria do status da mulher na região. Pressupostos e práticas preconceituosos quanto ao gênero têm sido apenas parcialmente abordados, em parte porque o processo de elaboração de políticas é controlado por economistas, um grupo profissional com uma postura particularmente hostil às análises de gênero. Sugere-se que mudanças no interior da (disciplina) Economia poderiam colaborar na tarefa de tornar a democracia mais sensível às demandas das mulheres.

Feministas en el Foro

PID: S0104-026x2003000200015 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Celiberti Vargas
El articulo trata sobre la forma de incursión de expresiones significativas de la pluralidad feminista en el Foro Social Mundial expresa. Estas incursiones expresan los cambios en las subjetividades y en las estrategias de lucha que comienzan a desarrollar los movimientos feministas en particular y los movimientos sociales en general, en el marco de un mundo globalizado y en el nuevo milenio. Es un proceso inédito, que esta impulsando el desarrollo de nuevos paradigmas para la acción colectiva, que combina lo local y lo global, la interconexión de múltiples agendas y la recuperación de una dimensión mas profunda de la justicia económica, social, cultural y simbólica, ampliando, en este proceso, el concepto de la política, lo político y el poder. El articulo coloca en debate las formas de hacer política de los movimientos sociales que confluyen en el Foro - que arrastran viejas dinámicas y al mismo tiempo recrean los nuevos paradigmas - y que abren la posibilidad de reinventar un mapa emancipatorio y un imaginario social, capaz de competir con el consenso neoliberal y el pensamiento único, recuperando la diversidad y la pluralidad de sujet@s y actor@s sociales.

Feministas y feminismos en el II Foro Social Mundial de Porto Alegre

PID: S0104-026x2003000200014 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Chejter Laudano
El artículo trata acerca de la presencia feminista en el II Foro Social Mundial, realizado en Porto Alegre, a fines de enero y principio de febrero de 2002. En el marco de los discursos y prácticas de oposición a la globalización neoliberal hegemónica, los movimientos de mujeres y feministas colocaron en el centro del debate diferentes aspectos de la interrelación entre patriarcado y capitalismo desde distintos enfoques y estrategias.

Foro Social Mundial: discursos y gestos de diversidad

PID: S0104-026x2003000200017 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: León
El Foro Social Mundial tomó cuerpo y espacio, justo en un momento en el cual la globalización neoliberal intentaba legitimarse como el destino irreversible y natural de la humanidad, a la vez que sus instituciones presumían de ser los únicos mecanismos capaces de gestionar los intercambios mundiales, las relaciones económicas y también las sociales, culturales y políticas resultantes de sus dinámicas.

Jovens, feministas, em movimento: a Marcha Mundial das Mulheres no III Acampamento Intercontinental da Juventude

PID: S0104-026x2003000200024 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Di Giovanni
O propósito deste texto é aproveitar as questões suscitadas pela participação da Marcha Mundial das Mulheres no III Acampamento Intercontinental da Juventude. As atividades e as ações propostas pelas jovens feministas de todos os continentes revelaram que as experiências dessa nova geração política atualizaram e renovaram as questões fundamentais da organização dos movimentos feministas.

Juizados Especiais Criminais e seu déficit teórico

PID: S0104-026x2003000100009 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Campos
A Lei 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais Criminais), elaborada para fixar a punição de delitos de menor potencial ofensivo, é usada, majoritariamente, para julgar a violência conjugal. O paradigma masculino que norteou sua elaboração acarreta um déficit teórico por não ter aceito o paradigma da criminologia feminista ancorado no conceito de gênero. As conseqüências desse déficit se manifestam na operacionalidade da Lei cujos resultados são a banalização da violência doméstica, o arquivamento massivo dos processos e a insatisfação das vítimas, todas mulheres.

Mulheres atletas: re-significações da corporalidade feminina

PID: S0104-026x2003000200006 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Adelman
A participação esportiva das mulheres contribui para uma re-significação da corporalidade feminina? Lembrando da idéia de Susan Brownmiller, para quem a feminilidade representa, na sociedade moderna, uma "estética da limitação", e trabalhando com noções de gênero e corporalidade advindas particularmente da produção recente de Susan Bordo e Judith Butler, procuro identificar mudanças nas práticas e representações do corpo feminino que decorrem da atividade esportiva. Analiso depoimentos de atletas brasileiras profissionais, algumas praticantes de um esporte de elite (hipismo) e, outras, de um esporte mais popular (o vôlei). Incorporo também a análise de imagens culturais da atleta, como veiculadas nos meios de comunicação. Evidências de pesquisa de campo mostram que, se, por um lado, as atletas de fato participam da "desconstrução" de certos elementos da mencionada "estética da limitação", por outro, continuam em uma cultura na qual a atividade esportiva das mulheres pode 'comprometer a feminilidade' da atleta.

Naturalização da dominação e poder legítimo na teoria política clássica

PID: S0104-026x2003000100010 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Varikas
A reflexão aqui desenvolvida aborda uma das maiores antinomias políticas do pensamento político moderno: aquela que consiste em fazer da comunidade política um artifício humano, fundamentando-a, ao mesmo tempo, em bases pré-políticas, anteriores à ação humana. Ao reinventar o político como espaço de liberdade, os modernos reinventaram o natural como limite dessa liberdade humana que a religião já não estava em condições de conter. Nesse contexto, a caça às bruxas decorre tanto de um obscurantismo religioso ou supersticioso quanto de uma iniciativa racional fundada na eficácia. As implicações políticas do politeísmo cognitivo, que explode na pluralidade das percepções científicas da natureza humana e da natureza das coisas, estabelecem um estreito laço entre a constituição da autoridade da "ciência" moderna, como modelo de conhecimento da natureza, e a constituição da autoridade religiosa e temporal. A naturalização da hierarquia dos sexos no mundo moderno é, ao mesmo tempo, o arquétipo e o sintoma desse processo histórico que desloca a legitimação da dominação do âmbito religioso para o da natureza.

Navegando pelo labirinto do silêncio: artistas feministas no México

PID: S0104-026x2003000100006 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: McCaughan
O artigo aborda a relação problemática entre a produção artística feminina, o feminismo e os movimentos politicamente orientados surgidos no México na década de 1970. Através de entrevistas com algumas das principais artistas mexicanas da época, o autor demonstra que nem o feminismo, nem os movimentos de esquerda deram apoio às realizações artísticas das mulheres, que puderam contar apenas com seus próprios recursos na criação de novas estruturas, estéticas e práticas feministas.

O corpo perigoso

PID: S0104-026x2003000100003 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Hutcheon Hutcheon
A adaptação operística de Richard Strauss de Salomé de Oscar Wilde transgride todas as regras de representação do corpo feminino: este corpo não é apenas contemplado pelo 'olhar masculino' mas também contempla, com resultados poderosos e mortais. Na versão de Strauss, Salomé oferece um desafio às teorias canônicas tanto do 'olhar' quanto do feminino enquanto objeto.

O grotesco como estratégia de afirmação da produção pictórica feminina

PID: S0104-026x2003000100007 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Crippa
Uma proposta de leitura de gênero da produção artística feminina durante a fase do Modernismo através de elementos comuns entre artistas como Tarsila do Amaral, Frida Kahlo, Tamara de Lempicka e Georgia O'Keeffe, apesar da dimensão individual de cada uma, a partir da categoria de grotesco em sua definição estética. O grotesco, em sua expressão histórica e de gênero, aparenta ser um aspecto da linguagem comum utilizada pelas mulheres, em uma definição de estratégia voltada para um reconhecimento perante a crítica e o mercado. Se, de um lado, a tradição visual e decorativa remete a um 'feminino idealizado', potencialmente esperado, por outro, o grotesco, como meio de quebrar a realidade que se pretende racional e coerente, associado historicamente aos movimentos anticlássicos, fornece uma abertura para uma expressão sexuada e anticonformista das artistas.

Os destinos da diferença sexual na cultura contemporânea

PID: S0104-026x2003000200004 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Arán
Parte-se de uma reflexão sobre as mudanças ocorridas no campo das sexualidades como conseqüência do movimento feminista nos últimos 50 anos, principalmente a ruptura das fronteiras entre homem-público e mulher-privado, para, a partir daí, demonstrar como deslocamentos do feminino em meio à crise do masculino constituem um novo topos para pensar a diferença entre os sexos na cultura contemporânea. Em seguida, com base em algumas das principais teorias sobre a questão da diferença na atualidade, procura-se pensar que não estaríamos nem mais em um território totalmente ancorado na 'dominação masculina', nem tampouco em um terreno caracterizado pela total 'indiferença'. Uma nova possibilidade de diferenciação se anuncia e com ela um novo esboço do feminino.

Pensando o Fórum Social Mundial através do feminismo

PID: S0104-026x2003000200022 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Ávila
Este artigo introduz algumas questões inspiradas pelo Fórum Social Mundial que dizem respeito às relações entre os movimentos sociais e o projeto de transformação social, interpretado como processo político de superação das formas de exploração, dominação e discriminação presentes na sociedade. Compreende-se essa transformação na perspectiva de uma democracia radical, ou seja, na democratização da própria esfera política no campo da esquerda.

Publicando nas ONGs feministas: entre a academia e a militância

PID: S0104-026x2003000100019 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Miguel
Este artigo discute o campo das publicações feministas, formado pela produção das organizações não-governamentais e pela produção realizada na academia - oriunda dos núcleos de estudos da mulher e/ou de gênero, das disciplinas de gênero inseridas em diferentes cursos e das linhas de pesquisa sobre mulher e gênero, implantadas em diferentes mestrados e doutorados. Tendo como referência a experiência do CFEMEA, pensa a produção editorial das organizações não-governamentais feministas e as formas de sua disseminação.

Publicar é uma ação política

PID: S0104-026x2003000100022 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Melo
É preciso analisar a produção de publicações feministas como uma ação política direta, e não apenas como mais um instrumento de divulgação do trabalho desenvolvido pelas organizações. Essas publicações contribuem para o aprimoramento e a renovação dos discursos políticos sobre a condição da mulher. As organizações feministas precisam compreender que, em termos operacionais e práticos, o que é referência para as editoras comerciais também pode fazer parte das referências para o trabalho editorial do movimento feminista. Hoje há um maior acúmulo de experiências e um menor volume de recursos. Essa situação exige novas estratégias.

Publicações feministas sediadas em ONGs: limites, alcances e possibilidades

PID: S0104-026x2003000100018 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Toneli
O presente trabalho tem origem na relatoria da segunda sessão sobre publicações feministas sediadas em organizações não-governamentais do I Encontro Brasileiro de Publicações Feministas. Busca, através das contribuições resultantes, caracterizar esse cenário, apontando aspectos comuns entre elas, incluindo suas dificuldades e possibilidades. Além disso, a partir de consulta aos sites das organizações, apresenta uma pequena análise do material por eles disponibilizado nos diversos formatos de textos eletrônicos (artigos, dossiês, folhetos, cartilhas...). O cenário, embora promissor, revela fragilidades que precisam ser consideradas sob pena do comprometimento dos objetivos dos projetos editoriais aqui descritos.

Quien quiere genero cuando puede tener sexo?

PID: S0104-026x2003000200016 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Garrido
A partir de un paneo sobre la definición de red y del trabajo en redes del movimiento feminista, y de algunas de las últimas experiencias de coordinación regional, el artículo plantea la interrogante "Articular cómo, desde dónde y para qué". Se sugieren tres grandes líneas de trabajo que en varios casos guían o podrían guiar la acción feminista regional. La inserción en el Foro Social Mundial forma parte de la estrategia de incidencia que la Articulación Feminista Marcosur se ha dado para contestar esa pregunta. Y la elección del tema y el estilo de la campaña "Tu boca fundamental contra los fundamentalismos", es una manera de responder a la del título: "quién quiere género cuando puede tener sexo?"

Relações de gênero, meio ambiente e a teoria da complexidade

PID: S0104-026x2003000200005 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Di Ciommo
O trabalho utiliza a teoria da complexidade para a análise das questões de gênero, mostrando que a sociedade as constrói em uma interação de informações entre natureza e cultura. O enraizamento bioantropológico e as características socioculturais comportam graus diversos de experiências, conhecimentos e sabedoria, em uma complexa organização em que as oposições não devem significar extinção e as diferenças não podem traduzir enfraquecimento ou superioridade. Dessa forma, podemos aplicar o conceito do "anel tetralógico" de Edgar Morin, que comporta desordem, organização, ordem e interação para a compreensão dos impasses entre seres masculinos e femininos, humanos e não-humanos, em direção a uma mudança paradigmática em nossas relações sociais e ambientais.

Tinta e sangue: o diário de Frida Kahlo e os 'quadros' de Clarice Lispector

PID: S0104-026x2003000100005 | Revista: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Año: 2003
Autores: Vianna
O texto explora as relações interdiscursivas entre as criações do mundo privado e aquelas destinadas ao olhar público, questionando como realizações à margem da chamada Obra (conjunto das produções reconhecidas publicamente) contribuem para a construção da imagem identitária de seus artífices, no caso, duas excepcionais mulheres da cultura latino-americana da modernidade: Frida Kahlo e Clarice Lispector.
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