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PRÁTICAS DE APRENDIZAGEM INTEGRADORAS E INCLUSIVAS: REFLEXÕES SOBRE A (TRANS)FORMAÇÃO DOCENTE

PID: S2178-26792024000100148 | Revista: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Año: 2024
Autores: Pereira Alves
RESUMO: A pandemia da COVID-19 evidenciou questionamentos importantes quanto às formações dos docentes, principalmente no que se refere às práticas inclusivas considerando os espaços de formação inicial de professores. Assim, questionamos “Quais as contribuições das PAII - Práticas de Aprendizagem Integradoras e Inclusivas (Alves, 2016) na formação inicial dos docentes para a promoção da inclusão no âmbito educacional, considerando os desafios de cenário pandêmico?”. Este artigo objetiva investigar as contribuições das PAII à formação docente inicial, com vistas à promoção da inclusão numa perspectiva ecossistêmica. Enquanto metodologia, a revisão sistemática de literatura integrativa foi utilizada, com intuito de investigar as produções acadêmicas realizadas no período de pandemia relacionadas às PAII no contexto da formação docente. Para análise, tomamos como fundamentos teóricos o Paradigma Educacional Ecossistêmico, o Pensamento Complexo e Transdisciplinar. Percebe-se que se trata de um novo paradigma que tem fundamentado ainda poucas produções. Nenhum estudo foi encontrado acerca da temática abordada, sendo notada a importância de refletir sobre as possibilidades (trans)formadoras no contexto educacional numa perspectiva inclusiva. Neste sentido, os espaços de formação docente se apresentam como cenários importantes na promoção das PAII enquanto estratégia de transformação necessárias à educação do futuro e do presente, permitindo compreender e desvelar contribuições às formações docentes e práticas inclusivas por meio das PAII. Bem como, se faz relevante refletir sobre as formações docentes no âmbito das graduações a luz da perspectiva complexa, transdisciplinar e ecossistêmica para lidar com as instabilidades e incertezas próprias da vida em sua complexidade inerente.

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTEGRADAS: UM CONFRONTO ENTRE DOCENTES LICENCIADOS E DOCENTES BACHARÉIS

PID: S2178-26792024000100107 | Revista: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Año: 2024
Autores: Melo Marques França
RESUMO: Tomando como marco inicial para o Ensino Médio Integrado (EMI) o Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004, acreditamos que 15 anos não foram suficientes para que as instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT) se tornassem profundas conhecedoras em relação às práticas pedagógicas que corporificam a integração de ensino. Em vista disso, este artigo é resultado de uma pesquisa que objetivou investigar, por meio de entrevistas individuais com 16 docentes efetivos do IFTM Campus Uberlândia, o conceito de EMI, colocando em confronto as compreensões de docentes bacharéis e de docentes licenciados. Para isso, focamos em analisar quais são as práticas pedagógicas utilizadas por eles, em sala de aula, que favoreçam a efetivação do EMI, e possíveis dificuldades encontradas nesse processo. A base teórica deste artigo se apoiou em Maldaner (2017), Moura (2008) e Sena e Souza (2023). As entrevistas foram realizadas no mês de novembro de 2018, dentro dos limites físicos do próprio campus. A escolha dos 16 docentes entrevistados aconteceu por conveniência e pela análise de seus currículos cadastrados na Plataforma Lattes, a fim de selecionar primeiramente aqueles que apresentassem formação acadêmica apenas em licenciatura ou apenas em bacharelado. Como destaque dentre os resultados da pesquisa, identificamos que quase todos os docentes demandam a socialização de experiências exitosas, o estímulo por meio de convites à participação de atividades em conjunto, assim como a disposição dos docentes a participarem da reformulação de diretrizes institucionais, a fim de criar uma infraestrutura burocrática mais amigável à implementação da integração de ensino.

TRAJETÓRIAS DE VIDA-PESQUISA-FORMAÇÃO: DISCURSO DE PROFESSORA EMÉRITA

PID: S2178-26792024000100200 | Revista: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Año: 2024
Autores: Olivera
RESUMO: Discurso proferido pela professora doutora Dalila Andrade Oliveira na ocasião da Cerimônia de Recebimento do Título de Professora Emérita da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 02 de outubro de 2023, na Faculdade de Educação (FaE).

TRAÇADOS HISTÓRICO-FILOSÓFICO DE UMA ARTE PEDAGÓGICA DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA ATUALIDADE

PID: S2178-26792024000100115 | Revista: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Año: 2024
Autores: Silva Henning
RESUMO: O artigo tem como objetivo analisar alguns traçados históricos e filosóficos que dão sustentação às práticas educativas desenvolvidas com crianças de 4 e 5 anos matriculadas em classes de educação infantil na atualidade. Toma como corpus analítico as estratégias metodológicas relatadas por professoras na Revista Pátio Educação Infantil no período de 2014 a 2018. Assume a perspectiva dos estudos foucaultianos e inspira-se na história efetiva para traçar uma breve história genealógica a respeito do pensamento pedagógico moderno, a fim de encontrar algumas pistas sobre a composição das forças que nos ensinaram as formas como realizamos nossas práticas de educação infantil hoje. Desse modo, revisita ditos de Jan Amos Comenius e Jean Jacques Rousseau, pensadores clássicos da Pedagogia Moderna, apontando-os como instauradores de discursividade sobre os modos como assumimos o pensamento pedagógico contemporâneo. Busca dar visibilidade às práticas atuais no que se refere à Educação Infantil e trata de compreender como estas foram se engendrando e se constituindo ao longo da história da Pedagogia levando à emergência de uma arte pedagógica da atualidade, a qual é entendida como uma atualização dos princípios da arte de ensinar comeniana e da arte de educar rousseauniana.

UM OLHAR PARA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO A PARTIR DE NARRATIVAS DOCENTES

PID: S2178-26792024000100144 | Revista: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Año: 2024
Autores: Santos Sales Cavalcante
RESUMO: Esta pesquisa tratou a respeito do Estágio Supervisionado, que se constitui como campo teórico-prático de conhecimento que faz parte da formação inicial da carreira docente, também inserido na matriz curricular dos cursos de Licenciatura do país. O estudo teve como objetivo geral compreender o Estágio Supervisionado a partir de narrativas docentes. Tratou-se de uma investigação qualitativa, cujo método foi a pesquisa narrativa, oportunidade em que foram entrevistados quatro professores de cursos de Licenciatura em Filosofia e Música de uma universidade pública do Sul do Ceará. Outrossim, recorreu-se à Análise Textual Discursiva para analisar os dados produzidos. A partir das narrativas, foi possível reconhecer a essencialidade de uma formação pautada pelo diálogo, pela atitude de escuta e convite ao saber, aspectos estes relacionados à racionalidade crítica. Desse modo, a formação dialógica marcou presença em todo o percurso formativo da graduação, sobretudo no Estágio, até a concepção e atuação docente atual dos participantes.

“EU ACHAVA QUE EU NÃO ÍA CONSEGUIR...”. TRAJETÓRIAS ESCOLARES DE JOVENS EM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE SOCIAL

PID: S2178-26792024000100136 | Revista: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Año: 2024
Autores: Carneiro Costa
RESUMO: No Brasil, apesar do ensino público gratuito no nível básico ser um direito constitucional das crianças e adolescentes até os 17 anos, a construção da trajetória escolar de um estudante de escola pública demanda uma série de investimentos familiares que desafiam desde o tempo disponível para ações de transmissão do capital cultural familiar e gastos com serviços e materiais necessários ao dia a dia do estudante. Este artigo é fruto de uma pesquisa com abordagem qualitativa, realizada a partir de uma escola pública frequentada por estudantes residentes em bairro de periferia de Salvador, Bahia. O estudo, que privilegiou os conceitos de vulnerabilidade social, capital cultural/social e projetos de vida, objetivou analisar as relações entre o contexto de vulnerabilidades sociais e os desafios enfrentados para permanecer no ensino médio e visar dar continuidade aos estudos. A partir de narrativas de doze estudantes, meninos e meninas, egressos de uma instituição, investigamos a experiência da família com relação ao acesso e manutenção dos filhos na escola. A pesquisa de campo foi realizada entre 2019 e 2023. A análise mapeou e nominou as diversas vulnerabilidades sociais: manter-se na escola exige recursos, tempo e energia dos estudantes e familiares. O envolvimento dos estudantes com atividades extraescolares contribui para a ampliação do capital social, embora os benefícios desta contribuição sejam mitigados pelas distâncias das suas residências para os locais onde há oferta destas atividades (cursos, estágios ou trabalho). As questões ligadas à infraestrutura urbana e à violência mostram-se fatores impeditivos de expansão e acúmulo de capital cultural.

(DES)VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO INTERIOR DO AMAZONAS: notas dos imaginários de professores

PID: S1982-03052024000100181 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Rocha Nunes Oliveira
Resumo A educação física é reconhecida legalmente como um componente curricular obrigatório da educação básica. Contudo, há percalços nos processos de legitimação na escola. Investigamos os imaginários atribuídos à educação física pela comunidade escolar. Especificamente, analisamos as ambiguidades da sua (des)valorização. Uma pesquisa qualitativa foi conduzida em escolas do interior do Amazonas. Cinquenta e três participantes responderam a uma entrevista semiestruturada. Categorizamos os dados a partir de uma análise de conteúdo. Observamos uma espécie de bênção confusa quando a educação física é valorizada como uma disciplina importante, mas que se concentra apenas em momentos de lazer desvinculados de intenção pedagógica. Também, notamos processos de desvalorização evidenciados na falta de professor formado em educação física e na visão da educação física como uma moeda de troca ou apêndice de outras disciplinas. Conclui-se que essa conjuntura pode levar a processos de desinvestimento/abandono pedagógico e que são necessárias políticas públicas que permitam mudar esses cenários.

A AGENDA 2030 PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (2015) E O MARCO DE AÇÃO DE MARRAQUEXE (2022): estagnações e avanços na política internacional de educação de jovens e adultos

PID: S1982-03052024000200039 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Oliveira Cova
Resumo A pesquisa buscou realizar uma análise sobre a política internacional de educação de jovens e adultos, a partir da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU elaborado em 2015, que teve a Unesco como organismo responsável no âmbito da educação. O outro documento analisado foi Marco de Ação de Marraquexe, produto final da Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea VII) realizada em 2022 no Marrocos. Para tanto, a pesquisa foi estruturada de modo qualitativo e utilizou revisão bibliográfica e análise documental. O estudo demonstrou que a política internacional de educação de jovens e adultos apresenta contradições, intenções de avanços, estagnações, propõe consensos, não aponta para ruptura do modo de produção capitalista, mas insiste em equacionar desigualdades, inerentes ao próprio capitalismo, que atravessam os sujeitos por ela atendidos. Ainda assim, entendemos serem as Confinteas espaços políticos fundamentais para avançarmos na efetivação da educação de jovens e adultos como direito de todas e todos.

A EDUCAÇÃO E A APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA CHEGAM À LDB BRASILEIRA: o conceito por detrás do princípio

PID: S1982-03052024000200266 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Rodrigues Calegari
Resumo O artigo discute as matrizes históricas do conceito de educação e aprendizagem ao longo da vida por meio de referenciais teóricos da análise documental. Analisa documentos de política educacional da Unesco referentes a três décadas, mostrando fundas continuidades históricas entre si. Partindo da constatação de que o conceito de educação e aprendizagem ao longo da vida assumiu recentemente o status de princípio na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional do Brasil, questiona os significados dessa inclusão na LDB e a reconhece no mesmo nexo histórico de outras reformas educacionais contemporâneas no Brasil, como a aprovação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e a homologação da Base Nacional Comum Curricular. Fundamentado em referenciais do campo crítico, o trabalho apresenta o conjunto de argumentos que conformam esse princípio educativo, pautado em fortes críticas aos sistemas educacionais e na defesa da horizontalização de espaços educativos e do estreitamento da formação humana conformada à lógica mercantil.

ANALFABETOS ABSOLUTOS NO BRASIL. Quem são esses novos/velhos sujeitos?

PID: S1982-03052024000200128 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Esteves
Resumo Com base na análise do banco de dados disponibilizado pela PNAD Contínua - Educação 2022, abrangendo os anos 2016, 2017, 2018, 2019 e 2022, desenha-se um breve perfil dos chamados analfabetos absolutos no Brasil, a partir das variáveis: localização, faixa etária, sexo e cor/raça. Ainda que informações a respeito do analfabetismo absoluto sejam recorrentes na mídia nacional, constatou-se que a produção acadêmica acerca do perfil desses sujeitos é escassa. De modo geral, em 2022, aferiu-se que estes somam mais de 9,5 milhões e 51% são homens. Maiores de 40 anos abarcam 89% e 54% são idosos (mais de 60 anos). Mulheres acima de 40 anos respondem por 46% do total, idosas somando 31%. Considerado o total de analfabetos em relação à população de 15 anos ou mais por região, predominam o Nordeste (11,7%) e o Norte (6,4%). Os 9 estados nordestinos ocupam as primeiras posições, liderados pelo Piauí (14,8%), Alagoas (14,4%) e Paraíba (13,6%). Negros (pretos e pardos) somam quase ¾ do total de analfabetos absolutos, 64% na faixa acima de 40 anos. No Nordeste e Norte está também a maior concentração por cor/raça: 12,4% negros e 9,7% brancos e 6,9% negros e 4,5% brancos, respectivamente. No momento em o país se volta para a promulgação do futuro PNE (2024-2034), urge levar ao conhecimento da sociedade características básicas acerca de tais sujeitos, humanizando-os e, sobretudo, exigindo a empatia a que fazem jus no campo das políticas públicas educacionais a serem emanadas pelas três esferas de governo.

APRENDER POR TODA A VIDA: da redistribuição ao reconhecimento

PID: S1982-03052024000200011 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Silva
Resumo Esse texto, de caráter ensaístico, tem como temática a educação de jovens, adultos e idosos (EJA), a partir de uma compreensão gnosiológica de que se aprende por toda a vida em diferentes espaçostempos educativos, reconhecidamente a partir da condição humana de inacabamento, inconclusão e incompletude. Objetiva-se, com o referido ensaio, apresentar a professores, pesquisadores e militantes dessa modalidade educativa algumas concepções que vêm constituindo o fundamento filosófico do aprender por toda a vida, com ênfase na ideia de redistribuição social e reconhecimento cultural, enquanto discussão balizadora que desafia, no tempo presente, o trabalho político e pedagógico de educadores da EJA. O diálogo reflexivo, como procedimento metodológico, possibilitou a reconstrução e dilatação de compreensões acerca do ato educativo em questão – aprender por toda a vida —, tomando como recurso disparador perguntas problematizadoras capazes de impulsionar inquietações e produzir arquiteturas emancipatórias acerca da modalidade. Entre elas, destaca-se a energia e a força do pensamento sistêmico-recursivo, representado pela metáfora da rede, na qual articulam-se processos e possibilidades educativas, coerentes com as reais necessidades dos sujeitos que lutam por reconhecimento e distribuição social justa.

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: a organização educacional e pedagógica em documentos de Rondônia

PID: S1982-03052024000200467 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Corrêa Oliveira
Resumo A avaliação da aprendizagem, embora bastante discutida conceitualmente, não tem se apresentado como forma de superação de seus significados relacionados à classificação, seleção ou geração de dados estatísticos, mesmo diante da perspectiva inclusiva e, de forma particular, em relação à aprendizagem de alunos com deficiência intelectual. Neste artigo, tem-se como objetivo analisar a organização educacional e pedagógica de Porto Velho e Cacoal, em Rondônia, prevista ou não para a avaliação da aprendizagem de alunos com deficiência intelectual, a partir do exame dos documentos disponíveis. Para tanto, fez-se uso de pesquisa documental de fontes primárias. Os resultados apontaram que não há arranjos educacionais, em nível municipal, no que concerne à orientação da processualidade da avaliação da aprendizagem de alunos com deficiência intelectual. Estes municípios seguem a legislação nacional e documentos orientadores da política educacional no âmbito da educação especial, sem diretrizes mais objetivas, apenas apontando que esta deve ser contínua e cumulativa. Considerando a legislação que prevê a descentralização da gestão pública municipal relativa ao seu sistema educacional, para que as ações intersetoriais possam atender à necessidade local de maneira efetiva e democrática, constatou-se que a política municipal não evidencia em seus documentos a autonomia prevista na legislação nacional para atuação local.

Aprender ao longo da vida direito humano, direito social e subjetivo, formação política: (inter)faces da educação no Brasil e no mundo

PID: S1982-03052024000200002 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Paiva Lorenzatti Gasse
Resumo O que pode significar, na contemporaneidade, o direito à educação de jovens, adultos e idosos? É direito de todos? Qual a relação entre educação como direito social, político, subjetivo e educação como direito humano fundamental? Como se constituem (inter)faces do aprender em processos educativos? O que significa direito à educação diante de questões / problemáticas de responsabilidade social e ambiental: educação no pluralismo e na diversidade; respeito a diferenças — de gênero, etárias, étnico-raciais; educação intercultural; educação e desenvolvimento sustentável; educação, conhecimento local e saberes endógenos; educação inclusiva? Fundamentos para pensar políticas de educação interseccionais para jovens, adultos e idosos — de gênero, antirracistas, sem etarismo, não transfóbicas, não xenofóbicas, de não violência etc. — interculturais, saudáveis, humanizadoras voltadas a pessoas com conhecimentos e saberes e que aprendem ao longo da vida. Formação cultural, política, humana e educação. Direito à educação em contextos plurais e currículos emancipatórios.

CONCILIAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E MATERNIDADE: trajetórias escolares de mulheres da EJA na Maré/RJ

PID: S1982-03052024000200209 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Fonseca Andrade
Resumo O presente artigo busca discutir, com base em resultados de pesquisa, como mulheres mães conciliam estudos e maternidade na vida cotidiana. Apresenta-se como objetivo principal entender como constroem estratégias, os suportes e apoios que têm permitido a elas ampliar a escolaridade. No que tange à metodologia, a pesquisa recorre a abordagem quantitativa, elaborando e aplicando extenso questionários e articulando os resultados com e observação de campo. O estudo empírico efetivou-se no conjunto de favelas da Maré, situado no Rio de Janeiro, com mães estudantes da educação de jovens e adultos (EJA). Os resultados mostraram que Trabalho é uma categoria em destaque na relação entre estudos e maternidade, sobretudo entre as mais pobres, moradoras de favela, pretas e pardas, tendo em vista que é considerado fator prioritário, principalmente nos casos em que a mulher é a única ou a principal responsável pelo sustento da casa. Ficou evidente, que nas suas trajetórias os afazeres domésticos e os cuidados dos filhos são considerados, na maioria das vezes, tarefas exclusivas das mulheres, condição que acaba distanciando muitas delas da escolarização. Nesse contexto, a EJA aparece como o “campo de possibilidade”. Assim, o estudo transita pelo debate que aproxima gênero dos campos da educação, trabalho e demais intersecções, buscando levantar elementos capazes de fornecer subsídios para a construção de políticas públicas, que consolide o direito à educação para todas as mulheres, como prevê a Constituição Federal.

DIREITO À EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO AO LONGO DA VIDA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: reafirmação de conceitos em tempos de retrocessos de direitos

PID: S1982-03052024000200086 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Duarte Filho Costa
Resumo O presente artigo versa sobre direito à educação, à luz da educação de jovens e adultos (EJA) analisada a partir da ideia de educação e aprendizagem ao longo da vida. A Educação, em suas dimensões histórica, cultural e sociopolítica, é entendida como direito humano inalienável. Considerando o momento político dos últimos dez anos, marcado pelo encolhimento da modalidade e por retrocessos no campo das políticas públicas, o texto se propõe a discutir analiticamente conceitos já conhecidos no campo da EJA, entendendo a necessidade de sua reafirmação em tempos de reconstrução de direitos. As reflexões apontadas englobam a heterogeneidade dos sujeitos, a diversidade de demandas que atravessam a EJA e a noção de educação ao longo da vida enquanto uma prática social que articula conhecimentos, saberes e experiências de vida dos educandos. A análise fundamenta-se em autores diversos e tem um foco no pensamento freiriano. Concluise ratificando o entendimento de que a EJA se investe de um caráter inerente à educação enquanto aprendizagem ao longo da vida, não divorciado da dimensão social, individual e coletiva de aprendizagem. Denota, pois, um processo de aprendizagem que é permanente e precisa ter como horizonte a retomada da reflexão sobre essas temáticas nas instâncias de formação de educadores e na construção de políticas públicas.

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EJA CAMPO: itinerários possíveis

PID: S1982-03052024000200184 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Santos Borghi
Resumo O artigo apresenta resultados de uma pesquisa que buscou refletir através do diálogo com professores de uma escola do campo os itinerários possíveis para trabalhar a educação das relações étnico-raciais (ERER) na EJA campo. O estudo é de abordagem qualitativa, amparado pelos pressupostos da pesquisa participante e como instrumento de produção de dados foram utilizados os círculos epistemológicos, ancorados nos círculos de cultura freireanos, realizados com onze professores da educação de jovens e adultos, a partir de três eixos, sendo o 1º Eixo: EJA campo; 2º Eixo: ERER na EJA campo; 3º Eixo: formação continuada para ERER na EJA campo, sendo analisados com o suporte da análise de conteúdo (Bardin, 1977). O trabalho revelou que quando os professores abordam nas aulas a religião de matriz africana, os estudantes apresentam resistência e ainda há falta de planejamento; e como possibilidades os docentes veem o trabalho com a cultura e a tradição africana, que se mantêm vivas nas comunidades camponesas.

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: desafios à educação inclusiva

PID: S1982-03052024000200197 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Bueno Oliveira
Resumo Este texto discorre sobre política educacional e a educação inclusiva de pessoas com deficiência na educação de jovens e adultos no Brasil. Tem como objetivo refletir sobre os desafios que a pesquisa em política educacional vivencia no Brasil no campo das políticas educativas que reverberam na implementação da educação inclusiva para pessoas com deficiência, sobretudo jovens e adultas, por meio de uma pesquisa de revisão narrativa de literatura. Organizam-se metodologicamente a partir de fundamentação teórica, com base precípua de consulta, publicações do Grupo de Trabalho (GT 05 – Estado e Política Educacional), da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), e de autores que sustentam a necessidade de posicionamento da pesquisa em política educacional para a democratização da educação. Para isso, divide-se em três partes:1) a contextualização das políticas e prioridades para a educação básica, adotadas pelos governos eleitos a partir do ano de 2018; 2) a política de educação inclusiva e a pessoa com deficiência na educação de jovens e adultos; 3) reflexões sobre alguns desafios, que implicam responsabilidades na investigação e produção de conhecimentos acerca das políticas educacionais, especialmente, no campo da educação inclusiva para pessoas com deficiência na educação de jovens e adultos. Traz como resultado, reflexões contributivas à problematização das políticas de educação inclusiva para pessoas com deficiência na educação de jovens e adultos na contemporaneidade.

EDUCAÇÃO FÍSICA E EDUCAÇÃO DE JOVENS, ADULTOS E IDOSOS: um ensaio para tornar-se outra coisa

PID: S1982-03052024000200482 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Bonifacio Malacarne Peil
Resumo Este ensaio deriva de uma pesquisa desenvolvida em um curso de especialização de uma universidade pública brasileira. Ao longo do texto refletimos sobre a educação de jovens, adultos e idosos e a educação física, na contemporaneidade, pensando-as como direitos garantidos, respeitados e inegociáveis, apostando na possibilidade poética e política de torná-las outras coisas, como nos ensina a Didática da invenção, de Manoel de Barros. O organizamos em quatro momentos escolares: a entrada, a chamada, a aula e a saída. Espaços-tempos para ensaiarmos possibilidades para transpor a hegemonia dominante, encontrando na educação, ambiência propícia para a emancipação dos estudantes, se aliando através da pesquisa com açõesteorias que visibilizam os/as sujeitos/as envolvidos/as na/com a educação de jovens e adultos (EJA). Gente que elabora suas juventudes e senioridades em conjunto, no chão da escola, no cotidiano. Assim, apostamos na experiência de um fazer acadêmico implicado com pessoas de conhecimentos aprendidos e criados ao longo de suas existências.

EDUCAÇÃO POPULAR, EDUCAÇÃO AO LONGO DA VIDA E O LETRAMENTO DIGITAL DE PESSOAS IDOSAS: entre elos e contradições

PID: S1982-03052024000200253 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Santos Machado
Resumo Este estudo tem como foco temático a ligação entre as perspectivas da educação popular e da educação ao longo da vida com a prática social de pessoas idosas, voltando-se para os debates acerca dos elos e das contradições encontradas nesta relação. O objetivo geral da pesquisa foi discutir estas conexões sob um prisma amplo, elucidando algumas questões que perpassam estas temáticas, as quais vão desde a adequação mercadológica na fabricação de novas tecnologias para o público idoso ao processo de construção da autonomia propiciado pelas funcionalidades dos aparelhos tecnológicos. Concernente aos aspectos teórico-metodológicos da investigação, o artigo possui abordagem qualitativa, objetivos exploratórios e se caracteriza por ser bibliográfico, resultado, portanto, de uma dissertação de mestrado. A partir das análises, observou-se que o letramento digital, aliado as perspectivas da educação popular e da educação ao longo da vida, pode contribuir positivamente para as vivências sociais das pessoas idosas nas mais variadas esferas da sociedade.

ESTADO DA ARTE SOBRE DISSERTAÇÕES E TESES ACERCA DA ARTE NA EJA: (2002 a 2023)

PID: S1982-03052024000200069 | Revista: Revista Teias (1982-0305) | Año: 2024
Autores: Sousa Araújo
Resumo No contexto histórico da educação de jovens e adultos no Brasil, observa-se um movimento significativo em direção à democratização do acesso ao ensino, buscando eliminar barreiras e proporcionar oportunidades educacionais inclusivas. Nesse panorama, a arte emerge como um componente crucial, pois transcende as fronteiras tradicionais da aprendizagem, oferecendo um meio de expressão e desenvolvimento pessoal. O objetivo da pesquisa foi realizar um estado da arte sobre teses e dissertações acerca da arte na EJA no Brasil em Programas de Pós-graduação em Educação (2002 a 2023), no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES. De abordagem qualitativa e quantitativa, o estudo assumiu caráter exploratório e bibliográfico. A partir das análises feitas nas teses e dissertações encontradas no referido Catálogo, constatamos que há escassez de produção acadêmica sobre arte na EJA, na região Norte, principalmente no estado do Tocantins, o que implica a necessidade de apoiar pesquisas com esse tema, a fim de enriquecer a compreensão e a aplicação de estratégias educacionais voltadas ao campo, nesse contexto.
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