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Didática e a formação de professor de 3º grau

PID: S0102-25551993000100014 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Masetto
O ensino superior no Brasil destina-se à formação de profissionais nas diversas áreas de conhecimento: médicos, advogados, cientistas, sociólogos, economistas, pedagogos, psicólogos, assistentes sociais, administradores, professores de 1º e 2º graus, fonoaudiólogos, etc. Esta formação se realiza através dos cursos de graduação e pós-graduação, de pesquisa gerando novo conhecimento e de difusão do mesmo para a comunidade maior através principalmente da prestação de serviço profissional competente. Tal trabalho de formação exige do professor nele engajado conhecimentos, habilidades e atitudes específicas para ensinar.

El Qujote em la escuela

PID: S0102-25551993000100002 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Ortega y Gasset
A propósito de la Real Orden que impone La lectura Del Quijote em todas lãs escuelas primarias, escribe em La Libertad Antonio Zozaya: “El Quijote no es lectura para párvulos ni para adolescentes... Em La esculea no hacen falta Don Quijote ni Hamlet”. Desde que aprecio La Real Orden mencionada esperaba yo que alguien se resolviese a decir primero, com El fin de apresurarme a repetirlo yo el segundo. La razón por La cual esperaba Cortés a que alguien se me adelantase no importa mucho, aunque podría em poças palabras expresarse aí: los que están condenados a pensar en muchas cosas de distinta suerte que sus convencinos, a ser de outra opinión, a ser heterodoxos, deben economizar cuanto puedan esta su heterodoxia, para que no se tache de afán lo que es más bien uma desdicha. Es seguro que la Real Orden quijotesca parecerá excelente a casi todo El mundo. Como a mi me parece em muchos sentidos um desatino, me complace cargar La responsabilidad de esta opinión sobre los ombros respetables de Antonio Zozaya, escritor tan mesurado y reflexivo, de quien lãs ideas suelen presentarse avanzando noblemente sobre um fondo de elevada filosofia.

Leis Orgânicas e Educação em vinte municípios paulistas

PID: S0102-25551993000200007 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Oliveira Catani
O presente trabalho dedica-se ao exame de uma série de temas educacionais presentes em duas dezenas de Leis Orgânicas de municípios paulistas, integrando pesquisa mais ampla, que pretende dar conta da educação nas Leis Orgânicas dos 625 municípios do Estado de São Paulo. Equacionamos as seguintes temáticas para serem analisadas: o financiamento da educação, a concepção de gestão do sistema de ensino e da unidade escolar, o ensino superior, as indicações curriculares, bem como outras modalidades de ensino.

Manifesto in memoriam do IESAE/FGV

PID: S0102-25551993000200009 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores:
Em junho de 1990, através da portaria nº 24, a Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, imbuída do ideário neoliberal e da “modernidade colorida”, de uma só vez, extinguiu oito órgãos e, dentre eles, o Instituto de Estudos Avançados em Educação (IE-SAE) que completava 20 anos. Instituto reconhecido pelos Comitês científicos do CNPq e pelas avaliações da CAPES do Ministério da Educação como Programa de excelência. Incorporando o discurso da modernidade, da qualidade e da produtividade sem definir qual modernidade, que qualidade, e produtividade para quem, a FGV sequer levou em consideração tais aspectos. O IESAE contava com 106 alunos regulamente matriculados. Não por acaso foram extintos os órgãos que tinham uma ligação mais direta com as áreas sociais.

O falar divino e o falar humano em Tomás de Aquino

PID: S0102-25551993000100003 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Lauand
O artigo discute decisivos conceitos de Tomás de Aquino relativos à fala. Em Tomás, tais realidades transcendem o plano meramente acústico, para lançar-nos no âmago de discussões sobre a realidade como um todo: o ser, o conhecimento, a educação. Apresenta o opúsculo de Tomás: <i>Sobre a diferença entre a palavra divina e a humana</i>.

O professor: retratos através de textos constitucionais

PID: S0102-25551993000200001 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Cury
O artigo procura analisar a figura do professor a partir de uma série de textos legais brasileiros - Constituições Federais, Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e Constituições Estaduais de 1989.

Para que ler Ortega? (Uma introdução a El Quijote em La escuela).

PID: S0102-25551993000100001 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Horta
Poderíamos caracterizar o filósofo como aquele que faz questão daquilo que faz. Como uma criança nas fases dos porquês, dos para quês e dos comos, vive instalado num enorme ponto de interrogação. Ortega y Gasset, quem sabe devido à dupla interrogação no espanhol, tenha vivido radicalmente esta condição. De fato, iniciava muitas de suas atividades indagando qual a razão de estarem “gastando” aquele tempo - que na vida é sempre tempo único e insubstituível - naquela aula de metafísica, naquela palestra de bi-centenário, ou naquele estudo de certa personalidade. Ortega não aceitava a divinização da cultura; e, por essa razão, investiu boa parte de sua vida em luta contra o classicismo - contra o que gostava de chamar a “beataria” da cultura. Não aceitava que a vida fosse subordinada à cultura, mas que, pelo contrário, esta é que haveria de se justificar perante a vida.

Práticas eugênicas, medicina social e família no Brasil republicano

PID: S0102-25551993000100007 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Vilhena
Nos inícios do século XX, o desenvolvimento urbano-industrial e a chegada de grandes levas de imigrantes transformaram a vida dos habitantes de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Para sanitaristas e eugenistas era preciso lutar contra os chamados “venenos sociais” trazidos com a desorganização do espaço urbano e, para tanto, iniciaram um verdadeira “cruzada eugênica”. Inscritas nos quadros da medicina social, essa campanha ganha amplitude a partir de 1930 e seu sentido deve ser compreendido no âmbito da elaboração de uma política familiar pelo governo de Getúlio Vargas. Uma das medidas de “eugenização” da sociedade brasileira seria o estabelecimento do exame pré-nupcial obrigatório, para garantir a formação da família com prole sadia. A Igreja Católica opunha-se a estas e outras medidas, como o controle dos nascimentos, por entenderem que se constituíam em impedimentos à evolução natural das famílias. Para os eugenistas, as escolas seriam espaços essenciais para o desenvolvimento de uma “mentalidade eugênica”. O exército, outra instância do poder, se auto-considerava fator preponderante ma “eugenização” do organismo social, porque tratava da saúde, da forma física e incutia bons hábitos de higiene nos seus soldados.

Questões de teorias de ensino: uma perspectiva para a didática no curso de pedagogia

PID: S0102-25551993000100012 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Bueno Catani Garrido Chamlian
O texto aqui apresentado expõe uma perspectiva para o tratamento da disciplina Didática, traduzida na nova organização curricular do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da USP. Além disso, explicita algumas das razões que sustentam a alternativa de desdobramento da Didática na direção da análise das produções sobre ensino. A prática pedagógica envolve inúmeras dimensões que não são redutíveis a análises de caráter particularizado, influenciadas seja pela ótica da filosofia, sociologia ou psicologia por mais fecundas que essas contribuições possam ser. Essa multidimensionalidade está a exigir um trabalho abrangente de esclarecimento e conceituação.

Sobre a definição

PID: S0102-25551993000100005 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Sayeg
O problema da definição lexicográfica é abordado e é comentada a influência que sobre o assunto exerceu uma concepção de análise do significado desenvolvida pelos filósofos de Port-Royal. O tema é discutido a partir das idéias de Wittgenstein, inicialmente no Tractatus Logico-Philosophicus, onde se sustenta uma forma de análise do significado, de modo que uma definição precisa e exaustiva é possível. Sua posição muda nas Investigações Filosóficas e o significado não é necessariamente precioso, mas é determinado pela “forma de vida”. As considerações feitas são usadas para examinar os experimentos de Luria sob nova luz. Discutem-se também as descobertas de E. Rosch sobre conceitos e o pensamento complexivo de Vygotsky.

Sobre a diferença entre a palavra divina e a humana

PID: S0102-25551993000100004 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Aquino
1. Para entender o vocábulo “palavra”, é preciso saber que, como diz Aristóteles, aquilo que é expresso com a voz é signo do que há nas potências da alma. 2. Ora, é usual que na Sagrada Escritura se atribuam os nomes dos signos às realidades significadas, e, reciprocamente, como quando se diz: “A pedra, porém, era Cristo” (I Cor 10, 4). 3. Segue-se, pois, necessariamente, que se chame também “palavra” àquilo que está presente interiormente na nossa alma e que exteriormente é significado pela voz mediante a palavra. 4. Não tem a menor importância para esta nossa discussão se o nome “palavra” é mais adequado à realidade exterior, proferida pela voz, ou ao próprio conceito interior da alma. É, no entanto, evidente que o conceito interior na alma precede a palavra proferida vocalmente e é como que sua causa. 5. Se, pois, quisermos saber o que é essa “palavra interior” (o conceito) em nossa alma, examinemos o que significa a palavra proferida exteriormente pela voz.

Sobre o ensino de filosofia

PID: S0102-25551993000100008 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Favaretto
O artigo discute o ensino de Filosofia e seus valores específicos no currículo, voltados para o desenvolvimento das “condições de inteligibilidade” mais do que para “programas”.

Sociedade, educação e história: representações de professores sobre qualidade de ensino: um estudo comparativo

PID: S0102-25551993000200004 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1993
Autores: Nadai
O artigo analisa a visão que o professor de História tem do ensino que pratica. Discutem-se os resultados nesse sentido, a partir de questionários aplicados a professores de História nas cidades de São Paulo e de Rio Branco (Acre), incidindo sobre quatro temas: o dos entraves ao trabalho docente; o das prioridades selecionadas para a busca de uma melhoria do ensino; o dos aspectos negativos na prática quotidiana e, por fim, o da caracterização de um ensino de História de qualidade.

A "revisão da bibliografia" em teses e dissertações: meus tipos inesquecíveis

PID: S0100-15741992000200005 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1992
Autores: Alves
O artigo analisa o papel da revisão da bibliografia em trabalhos de pesquisa e aponta as principais deficiências observadas em teses de mestrado e doutorado, no que se refere a esse aspecto. A primeira seção destaca a importância da análise crítica do estado atual do conhecimento na área de interesse do pesquisador para a problematização do tema a ser investigado. A segunda trata do referencial teórico e discute as dificuldades encontradas na construção teórica no campo da educação. Finalmente, a terceira seção apresenta os equívocos mais freqüentes observados em revisões de bibliografia, utilizando o recurso da caricatura para tornar mais visíveis certos traços.

A educação pré-escolar brasileira durante os governos militares

PID: S0100-15741992000300002 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1992
Autores: Rosemberg
Tanto no plano da ação como no das idéias, a educação da criança pequena delimita hoje um campo no âmbito das políticas sociais, enfrentando embates (assistência ou educação, competência privada ou pública) que aparecem cristalizados na Constituição de 1988. Este artigo traça a trajetóriado modelo de educação pré-escolar de massa implantado durante os anos do regime militar e desenvolvido até a abertura política de meados da década de 80, resgatando também as resistências de administrações locais (estaduais e municipais) ao modelo centralizador definido pela esfera federal.

A formação dos docentes: o confronto necessário professor x academia

PID: S0100-15741992000200008 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1992
Autores: Gatti
Embora considerando que a formação do professor tem aspectos idiossincráticos conforme a natureza da disciplina objeto-de-ensino a que se dedique, há questões de fundo que perpassam a formação de qualquer professor e que devem ser revisadas antes de, e até como ponte de referência para, uma discussão sobre uma especialidade em particular. Quero colocar desde o início que, falando em formação de docentes, refiro-me tanto à formação pré-serviço como à continuada, ambas faces de uma mesma problemática.

A produção recente na área da educação

PID: S0100-15741992000200002 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1992
Autores: Weber
Este panorama da produção brasileira na área educacional recorta os estudos recentes segundo quatro linhas de estudo - as relações entre Estado e educação; entre universidades e sociedade; professores e prática pedagógica; e educação popular - apresentando um leque das principais tendências e pleiteando a ampliação do diálogo entre as áreas da Educação e das Ciências Sociais.

A psicologia dos psicólogos e a psicologia dos educadores

PID: S0100-15741992000400008 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1992
Autores: Miranda
Posto dessa forma, esse tema sugere uma provocativa indagação: há uma psicologia dos psicólogos e uma psicologia dos educadores: Se a questão pretende se referir à existência de mais que uma instância de produção de conhecimento psicológico, a resposta só poderia ser não. Não há mais do que uma Psicologia, ainda que essa única psicologia se constitui como uma multiplicidade de teorias, paradigmas, áreas e técnicas. A Psicologia não pode ser desdobrada, portanto, em uma psicologia dos psicólogos e uma psicologia dos educadores

Acerca da instrumentação prática do construtivismo: a (anti) pedagogia Piagetiana, ciência ou arte?

PID: S0100-15741992000200006 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1992
Autores: Lajonquière
As diversas tentativas de aplicação pedagógica das teses psicogenéticas em geral pressupõem em geral logicamente que estas possam imbuir o educador de um poder de controle sobre a dinâmica da aprendizagem, o que acabaria tornando metódico e científico o fazer pedagógico. À luz dos estudos genebrinos, é precisamente isso que parece inviável de ser sustentado, para além das diferentes e pertinentes críticas que tais tentativas tenham recebido. A possibilidade de controlar a aprendizagem pressupõe, por um lado, que a dinâmica do aprender seria suscetível de padronização e, por outro, que o sujeito que aprende é centrado sobre sua consciência. Essas duas pressuposições colidem com teses piagetianas centrais. Este artigo tenta demonstrar, em particular, como os estudos sobre a problemática da tomada de consciência impugnam radicalmente toda ilusão de controle.

Afinal, onde está a leitura?

PID: S0100-15741992000400003 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1992
Autores: Bajard
A ausência de material escrito em exposição e à disposição dos alunos das séries iniciais de escolas públicas no Brasil alerta para uma grave distorção. No esteio do construtivismo e outras tendências, a introdução à língua escrita dá-se através da produção de texto pela criança, negligenciando-se a leitura. Este artigo faz um breve apanhado das práticas sociais da escrita e de sua história, assim como do nexo entre o papel do pedagogo e a pesquisa sobre alfabetização - especialmente as realizadas por Emilia Ferreiro e seguidores. Apontando os efeitos em sala de aula decorrentes da primazia à produção de texto na aprendizagem da língua, pleiteia medidas para corrigir a distorção e levar os alfabetizados ao efetivo domínio da leitura.
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