Este trabalho procurou reunir num quadro coerente e sistemático, dados, informações e reflexões sobre a educação de negros que, devido a ausência de estudos específicos sobre o tema, aparecem dispersos na extensa bibliografia sobre o negro brasileiro. Estes dados foram discutidos e organizados sob os seguintes tópicos: A educação no contexto teórico dos trabalhos sobre o negro brasileiro; Dados de interesse sobre a educação do negro; Fatores que interferem na escolarização do negro; Conseqüências da escolarização do negro; Resistências e perspectivas.
Respondendo a uma indagação sobre como via o papel do intelectual em seus dias, Foucault certa vez afirmou: “Durante muito tempo o intelectual dito `de esquerda` tomou a palavra e viu reconhecido o seu direito de falar enquanto dono de verdade e de justiça. As pessoas o ouviam, ou ele pretendia se fazer ouvir como representante do universal (...) há muitos anos que não se pede mais ao intelectual que desempenhe este papel.
O artigo trata de forma sucinta o desenvolvimento das concepções pedagógicas no Brasil. O período abordado vai de 1889 a 1986, ou seja, toda a República. São mencionadas a Pedagogia Tradicional, a Pedagogia Nova, a Pedagogia Libertária, a Pedagogia Socialista, a Pedagogia Libertadora, a Pedagogia Tecnicista, as Pedagogias Não-Diretivas, as Teorias Crítico-Reprodutivistas e a Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos (Pedagogia Histórico-Crítico).
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Processo de Socialização da Criança e Formação da Identidade. Os textos agrupados em torno deste tema - estudos de caráter abrangente ou pesquisas que enfocam realidades específicas - abordam diversas questões envolvidas na compreensão da socialização e da formação de identidade da população negra brasileira. Resgatar, recuperar, fortalecer, dar visibilidade a uma identidade ambígua, negada, enfraquecida por um país que formula e executa "uma política histórica de assimilação do diferente, do outro" foram falas freqüentemente emitidas por expositores e debatedores. Por outro lado, as falas permitem que se apreenda, também, a extensão das iniciativas da raça negra no intuito de afirmação de sua identidade étnico-cultural. Tais iniciativas serão retomadas em outros temas, principalmente no que diz respeito a suas interfaces com o sistema formal de ensino.
Este texto pode ser definido como um exercício de transbordamento. Nele, o caminho (o meu caminho) impregna a escrita numa tentativa desajeitada e provisória de recriar o que me é dado, de forjar o que sofro. Há doze anos venho trabalhando como professora e pesquisadora em História da Educação Brasileira e pareceu-me oportuno colocar no papel o que sinto e penso na relação cotidiana que estabeleço com companheiros de trabalho, alunos e os documentos que tenho tido oportunidade de manusear nos arquivos e bibliotecas públicas.
O fenômeno creche caracteriza-se por uma complexidade de fatores diversos, que incluem componentes ideológicos, históricos, psicológicos, econômicos, políticos e sociais, permanecendo como pano de fundo o papel que tem sido confiado à mulher na guarda e educação de seu filho.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Livro Didático: Análises e Propostas.A discriminação contra a raça negra produzida e veiculada pelos livros didáticos constituiu o tema central deste painel. Foram apresentados e discutidos resultados de pesquisa, revisão da bibliografia nacional sobre o assunto, sugestões para transformação dos conteúdos, bem como relatos de iniciativas visando a sensibilização de produtores e usuários quanto ao racismo contido nos materiais didáticos. Durante o debate foram levantadas questões controversas - Qual a importância efetiva do livro didático na produção e manutenção do racismo? Os livros não estariam retratando apenas a situação de inferioridade social vivida pela população negra? - além de se destacar o papel do(a) professor(a) como medador(a) no circuito produção-recepção do livro didático.
Toda vez que se propõe uma gestão democrática da escola pública de 1° e 2º graus que tenha uma efetiva participação de pais, educadores, alunos, funcionários da escola, isso acaba sendo considerado como coisa utópica. Acredito não ser de pouca importância examinar as implicações decorrentes dessa utopia. A palavra utopia significa o lugar que não existe. Não quer dizer que não possa vir a existir. Na medida em que não existe mais que ao mesmo tempo se coloca como algo de valor, algo desejável do ponto de vista da solução dos problemas da escola, a tarefa deve consistir, inicialmente, em tornar consciência das condições concretas, que apontam para a viabilidade de um projeto de democratização das relações no interior da escola.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Currículo: Propostas e Experiências de Implantação. As várias tentativas de implantação de Estudos Africanos - como disciplina ou tópico de disciplina - no currículo escolar foi o foco norteador das comunicações e dos debates agrupados neste tema. Assim, foram analisados os fundamentos que balizam as propostas que estão sendo implantadas, relatados os avanços e as dificuldades vividos neste processo de implantação. Observou-se uma ampliação do debate sobre o currículo que convém a uma escola não racista através da discussão sobre a produção, seleção e transmissão do conhecimento no sistema de ensino.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Relato e Avaliação de Experiências Educacionais. Foram relatadas experiências educacionais desenvolvidas por entidades e grupos negros que visam resgatar a história e as manifestações culturais da raça negra, experimentar propostas alternativas de ensino, conscientizar a comunidade escolar sobre a produção e reprodução do preconceito racial, bem como aprofundar o estudo sobre relações raciais no Brasil. Apesar de muitas das iniciativas relatadas se desenvolverem em interação com o sistema formal e oficial de ensino, durante os debates foi manifestada a preocupação quanto à incorporação efetiva do patrimônio cultural negro ao currículo regular.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Relato e Avaliação de Experiências Educacionais.Foram relatadas experiências educacionais desenvolvidas por entidades e grupos negros que visam resgatar a história e as manifestações culturais da raça negra, experimentar propostas alternativas de ensino, conscientizar a comunidade escolar sobre a produção e reprodução do preconceito racial, bem como aprofundar o estudo sobre relações raciais no Brasil. Apesar de muitas das iniciativas relatadas se desenvolverem em interação com o sistema formal e oficial de ensino, durante os debates foi manifestada a preocupação quanto à incorporação efetiva do patrimônio cultural negro ao currículo regular.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Relato e Avaliação de Experiências Educacionais.Foram relatadas experiências educacionais desenvolvidas por entidades e grupos negros que visam resgatar a história e as manifestações culturais da raça negra, experimentar propostas alternativas de ensino, conscientizar a comunidade escolar sobre a produção e reprodução do preconceito racial, bem como aprofundar o estudo sobre relações raciais no Brasil. Apesar de muitas das iniciativas relatadas se desenvolverem em interação com o sistema formal e oficial de ensino, durante os debates foi manifestada a preocupação quanto à incorporação efetiva do patrimônio cultural negro ao currículo regular.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Relato e Avaliação de Experiências Educacionais. Foram relatadas experiências educacionais desenvolvidas por entidades e grupos negros que visam resgatar a história e as manifestações culturais da raça negra, experimentar propostas alternativas de ensino, conscientizar a comunidade escolar sobre a produção e reprodução do preconceito racial, bem como aprofundar o estudo sobre relações raciais no Brasil. Apesar de muitas das iniciativas relatadas se desenvolverem em interação com o sistema formal e oficial de ensino, durante os debates foi manifestada a preocupação quanto à incorporação efetiva do patrimônio cultural negro ao currículo regular.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Currículo: Propostas e Experiências de Implantação.As várias tentativas de implantação de Estudos Africanos - como disciplina ou tópico de disciplina - no currículo escolar foi o foco norteador das comunicações e dos debates agrupados neste tema. Assim, foram analisados os fundamentos que balizam as propostas que estão sendo implantadas, relatados os avanços e as dificuldades vividos neste processo de implantação. Observou-se uma ampliação do debate sobre o currículo que convém a uma escola não racista através da discussão sobre a produção, seleção e transmissão do conhecimento no sistema de ensino.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Diagnósticos: Análise de Dados e do Sistema Escolar. O tema se desenvolveu, inicialmente, através da apresentação e discussão de dados coletados pelas Fundações IBGE e SEADE sobre instrução da população negra residindo no Estado e na Grande São Paulo. Tratou-se, também, tanto no desenrolar das comunicações, quanto nos debates de questões metodológicas e ideológicas relativas à coleta de informações sobre a cor nos Censos Demográficos e em outras pesquisas oficiais sobre a população brasileira. Num segundo momento, expositores e debatedores avançaram na análise sobre os mecanismos discriminatórios que afetam o alunado negro presentes no sistema educacional, seja a nível organizacional, seja a nível curricular.
Uma das mais importantes contribuições do movimento feminista à construção da cidadania no Brasil foi a introdução da reivindicação do direito de ter ou não ter filhos, num debate político que era, e em certa medida ainda é , polarizado por versões simplistas do neomalthusianismo e do anti- neomalthusianismo, ambas defendendo o que consideravam os interesses da sociedade, e ignorando as necessidades das mulheres concretamente envolvidas na reprodução biológica e social.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Processo de Socialização da Criança e Formação da Identidade. Os textos agrupados em torno deste tema - estudos de caráter abrangente ou pesquisas que enfocam realidades específicas - abordam diversas questões envolvidas na compreensão da socialização e da formação de identidade da população negra brasileira. Resgatar, recuperar, fortalecer, dar visibilidade a uma identidade ambígua, negada, enfraquecida por um país que formula e executa "uma política histórica de assimilação do diferente, do outro" foram falas freqüentemente emitidas por expositores e debatedores. Por outro lado, as falas permitem que se apreenda, também, a extensão das iniciativas da raça negra no intuito de afirmação de sua identidade étnico-cultural. Tais iniciativas serão retomadas em outros temas, principalmente no que diz respeito a suas interfaces com o sistema formal de ensino.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Relato e Avaliação de Experiências Educacionais. Foram relatadas experiências educacionais desenvolvidas por entidades e grupos negros que visam resgatar a história e as manifestações culturais da raça negra, experimentar propostas alternativas de ensino, conscientizar a comunidade escolar sobre a produção e reprodução do preconceito racial, bem como aprofundar o estudo sobre relações raciais no Brasil. Apesar de muitas das iniciativas relatadas se desenvolverem em interação com o sistema formal e oficial de ensino, durante os debates foi manifestada a preocupação quanto à incorporação efetiva do patrimônio cultural negro ao currículo regular.
Estudo com crianças e adultos tem demonstrado que o conhecimento matemático pode desenvolver-se independentemente do ensino escolar. No entanto, os limites e o poder desse conhecimento não são ainda conhecidos. Além disso, sua relação com a matemática formal adquirida na escola ainda não é clara O presente estudo analisou o uso e a compreensão de matemática entre cambistas do jogo do bicho que tinham de zero a 11 anos de freqüência à escola. Na primeira fase do estudo, 20 cambistas que trabalham na cidade de Recife foram observados enquanto lidavam com, pelo menos, dez clientes diferentes, calculando o valor a ser pago para várias apostas. Na segunda fase, cada um deles foi submetido a três séries de problemas semelhantes aos encontrados no trabalho, mas que envolviam números diferentes, questões formuladas diferentemente e conteúdos diferentes, e a uma entrevista sobre sua compreensão quanto aos aspectos probabilísticos e quanto à estrutura do jogo. Os resultados sugerem que, embora o conhecimento matemático possa desenvolver-se independentemente do ensino da escola o uso desse conhecimento fora das situações específicas de trabalho parece depender da experiência escolar. A contribuição da instrução escolar não parece limitar-se ao uso de técnicas específicas e algoritmos, mas envolve uma habilidade mais geral para analisar e compreender as relações entre os elementos envolvidos no jogo como modelos matemáticos aplicáveis a outros conteúdos e situações.
Este texto faz parte de um conjunto de artigos arrolados sob o título Livro Didático: Análises e Propostas. A discriminação contra a raça negra produzida e veiculada pelos livros didáticos constituiu o tema central deste painel. Foram apresentados e discutidos resultados de pesquisa, revisão da bibliografia nacional sobre o assunto, sugestões para transformação dos conteúdos, bem como relatos de iniciativas visando a sensibilização de produtores e usuários quanto ao racismo contido nos materiais didáticos. Durante o debate foram levantadas questões controversas - Qual a importância efetiva do livro didático na produção e manutenção do racismo? Os livros não estariam retratando apenas a situação de inferioridade social vivida pela população negra? - além de se destacar o papel do(a) professor(a) como medador(a) no circuito produção-recepção do livro didático.