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O ensino de história no 2º. Grau: problemas, deformações e perspectivas

PID: S0102-25551983000100007 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1983
Autores: Nadai
O objetivo desse artigo é analisar o ensino de história na escola de oficiais da grande São Paulo que demonstrou as principais distorções referentes à abordagem do conteúdo histórico. Em seguida, analisa a “prontidão” do aluno de 2º. Grau para o estudo da história e, contraditoriamente, os problemas e deformações desse ensino na prática. Posteriormente, traça algumas perspectivas que segundo a autora, criaria condições para a superação dos problemas analisados.

Pensamento e linguagem

PID: S0102-25551983000100003 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1983
Autores: Villalobos
Partindo da admissão de uma estreita relação entre pensamento e linguagem, o artigo destaca a importância do papel a ser desempenhado pela escola no desenvolvimento verbal. A partir daí o autor se pergunta se a escola está, de fato, desempenhando tal papel. Ao concluir negativamente, procura o artigo apontar as causas mais importantes do malogro da escola em contribuir para a solução do problema da “geração sem palavras”.

Piaget e o ensino de ciências

PID: S0102-25551983000100006 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1983
Autores: Carvalho
Na primeira parte do trabalho, procuramos ressaltar, através da análise de duas experiências por Inhelder e Piaget, no livro “Da lógica da criança à lógica do adolescente”, Algumas características do estágio de desenvolvimento intelectual concreto e formal, importantes para o ensino de Química. A primeira experiência procura mostrar as operações que intervêm na dissociação de fatores e a segunda estuda o raciocínio combinatório por meio da combinação de corpos químicos. Nas duas experiências, as operações lógicas são estudadas através da análise das falas das crianças e adolescentes. Na segunda parte, procuramos mostrar a diferença entre a pesquisa piagetiana e o professor em sala de aula. Levantamos as questões: os modelos conceituais dos adolescentes são coerentes com os modelos dos cientistas? Existe relação entre o aprendizado de um conteúdo e os níveis de desenvolvimento do pensamento definidas por Piaget? Para respondê-las analisamos duas pesquisas feitas, aqui no Brasil, em ensino de Física.

Plano de implantação do ensino de 2º. Grau na Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

PID: S0102-25551983000100001 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1983
Autores: Azanha Vieira Teixeira Gordo Goyano Arelaro Chamlian Carvalho
“Que se destine meu aluno à carreira militar, à eclesiástica ou à advocacia pouco me importa. Antes da vocação dos pais, a natureza chama-o para a vida humana. Viver é o ofício que lhe quero ensinar. Saindo de minhas mãos, ele não será, concordo, nem magistrado, nem soldado, nem padre; será primeiramente um homem”. Rousseau. <i>Emílio</i> (Livro Primeiro). A passagem em epígrafe - independentemente de qualquer avaliação do pensamento pedagógico de Rousseau - capta o que já se chamou de “originalidade fundamental” do antigo ensino secundário. Com efeito, na tradição histórica dos sistemas do ocidente, jamais desapareceu um tipo de ensino - destinado aos adolescentes - que sempre se propôs ao cultivo de uma cultura geral de caráter desinteressado. Até mesmo quando ao longo de sua evolução histórica - e sob a pressão de profundas transformações econômicas e sociais - o ensino médio se fragmentou numa pluralidade de cursos paralelos, conservou-se como o “ramo” mais atraente aquele que manteve o propósito de uma formação geral.

Por que modelos de ensino?

PID: S0102-25551983000100002 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1983
Autores: Parra
A variedade de alternativas no planejamento e condução do processo de ensino pode ser entendida a partir da análise de “modelos” de ensino. O autor destaca aspectos relevantes que justificam a existência de quadros interpretativos ou “modelos” de ensino.

Seminário Regional para a Reformulação dos Cursos que Preparam Recursos Humanos para a Educação. Proposta de reformulação dos cursos de formação de educadores, elaborada por alunos da FEUSP

PID: S0102-25551983000100013 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1983
Autores:
A proposta a seguir apresenta um produto de um processo de discussão entre alunos da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo - FEUSP, onde em assembléias foram levantados e discutidos aqueles pontos que acreditamos possam colaborar nos próximos debates acerca da reformulação dos cursos de formação de recursos humanos para a educação.

Seminário Regional para a Reformulação dos Cursos que Preparam Recursos Humanos para a Educação: 1ª. fase - 1983. Reflexões a respeito da reformulação dos cursos

PID: S0102-25551983000100011 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1983
Autores: Marson Gulane Fétizon Mokrejs Chamlian Collichio Kishimoto
O preparo deste documento não pôde ser concretizado, sem a cogitação de algumas alternativas. Num primeiro momento, impôs-se definir o que se deveria efetivamente produzir e apresentar: a) se uma proposta básica de reformulação dos cursos de educação, ou b) se um resumo das reflexões prévias que entendemos necessárias àquela proposta (entendido como subsídio básico justificativo da mesma). Optou-se pela segunda alternativa. Assim, este trabalho coloca-se propositadamente num plano geral, e explicita princípios, preocupações e questões básicas que qualquer proposta desta natureza deveria discriminar.

Seminário Regional para a Reformulação dos Cursos que Preparam Recursos Humanos para a Educação: 2ª. fase - 1983. Proposta de reformulação dos cursos elaborada por equipe da FEUSP

PID: S0102-25551983000100012 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1983
Autores: Melchior Molina Collichio Fétizon
Estão sendo entendidos como “educadores”, para efeito do presente documento, todos aqueles que se vinculam profissionalmente à educação sistemática - intra e extra-escolar. O processo educativo opera em dois sentidos concomitantes: indivíduo-grupo e grupo-indivíduo; e se desenvolve, inapelavelmente, na interação grupo-indivíduo. Dele decorrerá, para o educando, a possibilidade da constituição autônoma de uma visão coerente do mundo físico-histórico, da sociedade, da vida e de si mesmo, sem o que é impossível ao homem situar-se criticamente na interação com o meio em que vive e convive. Desvios, distorções, acidentes, carências, manipulações indevidas ao longo do processo, provavelmente comprometerão de maneira irremediável seus resultados.

A escolarização em famílias da classe trabalhadora

PID: S0100-15741982000300003 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Carvalho
A questão do acesso à escola e do seu aproveitamento por parte das classes populares tem preocupado não apenas aqueles que, de alguma forma, lidam mais diretamente com os problemas educacionais, como todos os que estão comprometidos com o processo de democratização da sociedade brasileira e com a melhoria das condições de vida material e não material dos seus trabalhadores.

A mobilização dos agentes educacionais do sistema estadual: breve histórico

PID: S0100-15741982000200006 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Costa Camarani Álvares Ugayama Viegas
O trabalho registra alguns dados relativos ao movimento dos profissionais do ensino em São Paulo, em quatro momentos: as greves de 1963, 1978, 1979 e a eleição para a diretoria da APEOESP, em 1979. Partindo da caracterização das organizações da classe, analisa suas reivindicações nas várias etapas históricas, que apontam algumas tendências para o futuro.

A pesquisa na escola: notas para debate

PID: S0100-15741982000200007 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Tonucci
Este artigo não é uma proposta metodológica, nem pretende dar a última palavra sobre o assunto, uma vez que a bibliografia existente é ampla. Pretende ser um verdadeiro convite ao debate que emerge da experiência de pesquisa na escola, passada e atual, e também das dificuldades encontradas. O autor destas notas convida a todos que trabalham neste setor a contribuir de modo a permitir, através de intercâmbio, confrontos e seminários, chegar a um verdadeiro documento metodológico.

A simbólica violência da teoria

PID: S0100-15741982000400006 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Cunha
Depois de refletir sobre as “Torcidas de nariz a Bourdieu e Passeron”, de José Carlos Durand, envio-lhe esta carta aberta com dois abjetivos. Primeiro, criticar posições por ele tomadas que me parecem equivocadas. Segundo, expor minha opinião sobre aspectos da teoria em questão.

Alternativas metodológicas para a pesquisa educacional: conhecimento e realidade

PID: S0100-15741982000100001 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Gatti
Esse seminário realizou-se, na sede da Fundação Carlos Chagas, em São Paulo, 25 a 27 de agosto de 1980, com participação de respresentantes de universidades e de diversas outras instituições interesssadas na pesquisa, cuja relação completa encontra-se no apêndice. Com o objetivo de provocar o debate sobre alternativas metodológicas para a pesquisa educacional, o seminário organizou-se de maneira que o trabalho dos expositores tivesse a função de servir de abertura para a questão. A intenção dos textos não era a de dar uma palavra final sobre o tópico, mas de serem provocadores e polêmicos por natureza, de serem propositadamente criadores de problemas a respeito de cada um dos seguintes tópicos propostos para estímulo às discussões.

As contradições de A Reprodução

PID: S0100-15741982000400004 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Petit
O tema aqui em debate refere-se, basicamente, à teoria da reprodução, enquanto interpretação crítica da escola, no capitalismo. Presente na maioria das reflexões sobre a escola brasileira, esta teoria já se incorporou, aceita ou negada, aos instrumentais de análise dos vários autores. O artigo de Vicent Petit, traduzido pela revista, não é novo, mas tem sido cada vez mais utilizado em leituras e cursos na universidade. Ele é discutido por José Durand, cujo texto, por sua vez, é comentado por Luiz Antonio Cunha. Agradecemos aos dois autores o espírito democrático de colaboração que tornou possível este debate.

As teorias da educação e o problema da marginalidade na América Latina

PID: S0100-15741982000300001 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Saviani
De acordo com estimativas relativas a 1970, “cerca de 50% dos alunos das escolas primárias desertavam em condições de semi analfabetismo ou de analfabetismo potencial na maioria dos países da América Latina” (Tedesco, 1981, pag.67). Isto sem se levar em conta o contingente de crianças em idade escolar que sequer têm acesso à escola e que, portanto, já se encontram ”a priori” marginalizadas dela.

Bases teóricas do programa Alfa

PID: S0100-15741982000400002 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Poppovic
A autora faz considerações sobre as duas principais vertentes teóricas (behaviorismo e cognitivismo) em que se podem basear currículos para as primeiras séries, optando e justificando sua escolha pela corrente cognitiva. Os quatro princípios norteadores do Programa Alfa são analisados, estabelecendo-se para cada um deles sua origem teórica dentro desta posição.

Breve comparação entre o financiamento da educação pública no Brasil e nos Estados Unidos

PID: S0100-15741982000100004 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Gracelli Webb
Este trabalho se propõe ser um estudo comparativo dos sistemas de financiamento da educação no Brasil e nos Estados Unidos. As diferenças fundamentais entre os dois sistemas são consideradas em termos de controle, função, responsabilidade e fontes de financiamento da educação. Em termos decontrole, função e responsabilidade o sistema americano de financiamento da educação se coloca numa estrutura mais descentralizada onde existe uma relação direta entre educação e povo. O sistema brasileiro de financiamento da educação não apresenta a mesma relação democrática. Quanto às fontes de financiamento da educação, o sistema americano tem no imposto de propriedade local a sua principal fonte de receita. No sistema brasileiro a principal fonte de receita é o I.C.M., arrecadado pelos estados. Conclui-se que a diferenciação dos dois sistemas advém principalmente do desenvolvimento histórico da educação nos dois países e que seria impossível transpor para o Brasil um sistema que conta com a tradição de uma cultura autóctone.

Ciclo básico na universidade brasileira: temas e problemas principais

PID: S0100-15741982000200001 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Gardenal Paixão
A concepção do Ciclo Básico é analisada no contexto da reforma universitária que pretendeu introduzir um modelo burocrático nas instituições de ensino superior. Os autores analisam, de um lado, as implicações da proposta do Ciclo Básico e, de outro, as vicissitudes de sua implementação no país. Questiona-se o caráter das avaliações já realizadas, no sentido de que seria preciso interpretar os problemas detectados também em termos do significado da implantação do Ciclo Básico para a correlação de poder no interior da universidade.

Comentários sobre o artigo do professor Francesco Tonucci

PID: S0100-15741982000200008 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1982
Autores: Martins
O professor Tanucci em seu artigo sobre “A Pesquisa na Escola: Notas para debate”, expressa uma preocupação que se está fazendo sentir em várias partes do mundo. Após um século de desenvolvimento e de uma metodologia de pesquisa em Ciências Humanas e em Educação, chega-se, nesse caminho percorrido, a avistar a preocupação com o método mais do que com o problema a ser estudado. Isto é tão mais válido quanto mais se caminha em direção à escola tomada em seu todo; mas, especificamente, quando se investiga o trabalho do professor na execução de sua tarefa.
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